O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O ABORTO
- 1. Noções Básicas
Convém definir o que se entende por «aborto». Aborto é a morte
espontânea ou provocada do produto da concepção dentro do ventre
materno e antes do início do parto.
espontânea ou provocada do produto da concepção dentro do ventre
materno e antes do início do parto.
Da definição surge uma primeira distinção: há abortos espontâneos, ou
seja, que surgem por efeitos naturais, exteriores à vontade humana,
geralmente por doença da mãe ou por deficiências cromossómicas do feto;
e os provocados, quando o aborto é intencionalmente criado.
Relativamente ao primeiro tipo de aborto, não se põe qualquer problema
ético ou bíblico, na medida em que ele surge, geralmente, contra a vontade
da mãe e em circunstâncias naturais. Mas já se põem problemas quanto ao
segundo, sendo dele que importa fazer uma análise bíblica.
seja, que surgem por efeitos naturais, exteriores à vontade humana,
geralmente por doença da mãe ou por deficiências cromossómicas do feto;
e os provocados, quando o aborto é intencionalmente criado.
Relativamente ao primeiro tipo de aborto, não se põe qualquer problema
ético ou bíblico, na medida em que ele surge, geralmente, contra a vontade
da mãe e em circunstâncias naturais. Mas já se põem problemas quanto ao
segundo, sendo dele que importa fazer uma análise bíblica.
Por outro lado, é importante saber quais as razões que geralmente são
apresentadas para recorrer ao aborto provocado - violação, incesto,
protecção física da mãe, defeitos físicos da criança. Diremos porém e desde
já que segundo as recentes estatísticas em Portugal e nos EUA, 95% dos
abortos são feitos por razões de conveniência e não pelas anteriores
referidas. Devemos por outro lado notar que mesmo que um bebé seja
concebido através de violação, a sua destruição não apagará o trauma da
mulher nem tão pouco dissuadirá o criminoso de cometer outra violação.
Além disso, o argumento de que o aborto é um direito da mulher, tem como
contrapartida o direito à vida do bebé, o qual é tão válido como aquele.
Finalmente, é de considerar que quanto mais nova é a mãe, maior é a
probabilidade de que ela fique estéril se fizer um aborto (no Canadá, 30%
das meninas de idade entre 15 e 17 anos que fizeram abortos ficaram
estéreis).
apresentadas para recorrer ao aborto provocado - violação, incesto,
protecção física da mãe, defeitos físicos da criança. Diremos porém e desde
já que segundo as recentes estatísticas em Portugal e nos EUA, 95% dos
abortos são feitos por razões de conveniência e não pelas anteriores
referidas. Devemos por outro lado notar que mesmo que um bebé seja
concebido através de violação, a sua destruição não apagará o trauma da
mulher nem tão pouco dissuadirá o criminoso de cometer outra violação.
Além disso, o argumento de que o aborto é um direito da mulher, tem como
contrapartida o direito à vida do bebé, o qual é tão válido como aquele.
Finalmente, é de considerar que quanto mais nova é a mãe, maior é a
probabilidade de que ela fique estéril se fizer um aborto (no Canadá, 30%
das meninas de idade entre 15 e 17 anos que fizeram abortos ficaram
estéreis).
2. Algumas Operações
Abortivas
Abortivas
1. SUCÇÃO - Este é um dos métodos legalmente autorizados para abortar: é
semelhante a um aspirador: o bebé é sugado do ventre da mãe e
posteriormente feito em pedaços.
semelhante a um aspirador: o bebé é sugado do ventre da mãe e
posteriormente feito em pedaços.
2. EMBRIOTOMIA - É um método que já está em desuso, mas que consiste
em o médico cortar o bebé dentro do ventre da mãe (com instrumentos
especialmente concebidos para este fim)
em o médico cortar o bebé dentro do ventre da mãe (com instrumentos
especialmente concebidos para este fim)
3. OPERAÇÃO CIRÚRGICA É utilizado em estados de maior
desenvolvimento do feto. Consiste em retirar o bebé do ventre materno e
matá-lo quando ele já está cá fora.
desenvolvimento do feto. Consiste em retirar o bebé do ventre materno e
matá-lo quando ele já está cá fora.
4. SOLUÇÃO SALINA - Cada vez em maior uso, consiste em injectar
solução salina no saco embrionário. O bebé morre queimado devido ao sal
da solução
solução salina no saco embrionário. O bebé morre queimado devido ao sal
da solução
Além destes métodos, existe hoje a possibilidade de provocar o aborto
durante as primeiras semanas através de um fármaco (medicamento)
especialmente receitado pelos médicos, cujo nome, evidentemente, não nos
é lícito nem conveniente indicar neste artigo.
durante as primeiras semanas através de um fármaco (medicamento)
especialmente receitado pelos médicos, cujo nome, evidentemente, não nos
é lícito nem conveniente indicar neste artigo.
3. O Aborto na Legislação
(Portugal)
Com a Lei 6/84, e a partir desse ano, o aborto foi despenalizado em
Portugal. Significa que a mulher pode abortar legalmente se preencher os
requisitos exarados na Lei e no Código Penal sem sofrer qualquer punição.
ntretanto, desde essa data, o artigo 142.º do Código Penal que se refere à
interrupção voluntária da gravidez, tem vindo a sofrer várias alterações.
Portugal. Significa que a mulher pode abortar legalmente se preencher os
requisitos exarados na Lei e no Código Penal sem sofrer qualquer punição.
ntretanto, desde essa data, o artigo 142.º do Código Penal que se refere à
interrupção voluntária da gravidez, tem vindo a sofrer várias alterações.
Actualmente, e de acordo com a última alteração introduzida pela Lei 90/97,
de 30.07, a interrupção voluntária da gravidez não é punida nos seguintes
casos:
de 30.07, a interrupção voluntária da gravidez não é punida nos seguintes
casos:
a). Por motivo terapêutico, ou seja, quando constituir o único meio de
remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou
para a saúde física ou psíquica da mulher grávida, e ainda
remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou
para a saúde física ou psíquica da mulher grávida, e ainda
b). Se essa interrupção se mostrar indicada para evitar perigo de morte ou
de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física, psíquica da
mulher grávida e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez.
de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física, psíquica da
mulher grávida e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez.
c). Pelo motivo eugénico, ou seja, se houver seguros motivos para
prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de grave doença
ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de
gravidez, exceptuando-se as situações de fetos inviáveis, caso em que a
interrupção pode ser praticada a todo o tempo, e finalmente;
prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de grave doença
ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de
gravidez, exceptuando-se as situações de fetos inviáveis, caso em que a
interrupção pode ser praticada a todo o tempo, e finalmente;
d). Pelo motivo criminológico, ou seja, quando a gravidez tenha
resultado de violação ou crime contra a auto-determinação sexual e a
interrupção for realizada nas primeiras 16 semanas.
resultado de violação ou crime contra a auto-determinação sexual e a
interrupção for realizada nas primeiras 16 semanas.
A legislação portuguesa, portanto, não permite o caso do aborto para
efeitos de planeamento familiar, o qual se for realizado, constitui um
crime punido com prisão até 3 anos para a mulher e para quem a fizer
abortar.
efeitos de planeamento familiar, o qual se for realizado, constitui um
crime punido com prisão até 3 anos para a mulher e para quem a fizer
abortar.
No dia 28 de Junho de 1998 realizou-se em Portugal um referendo que
visava a despenalização absoluta do aborto até às 10 semanas. A pergunta
era a seguinte: Concorda com a despenalização da interrupção
voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas 10
primeiras semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado
? Embora tenha havido cerca de 55% de abstenção, 51% dos portugueses
que votaram responderam «NÃO» e 49% «SIM», tendo em consequência
sido abandonada a intenção legislativa de despenalizar o aborto até às 10
semanas de vida do feto.
visava a despenalização absoluta do aborto até às 10 semanas. A pergunta
era a seguinte: Concorda com a despenalização da interrupção
voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas 10
primeiras semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado
? Embora tenha havido cerca de 55% de abstenção, 51% dos portugueses
que votaram responderam «NÃO» e 49% «SIM», tendo em consequência
sido abandonada a intenção legislativa de despenalizar o aborto até às 10
semanas de vida do feto.
4. O QUE DIZ A BÍBLIA ?
Deus criou o homem e a mulher, abençoou-os e disse-lhes: «Frutificai e
multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a... E viu Deus tudo quanto tinha
criado, e eis que era muito bom» (Gn 1:28, 31). Verificamos desde logo que
a reprodução era um dos propósitos da criação do homem por Deus. Por
outro lado, não lemos em passagem alguma que o homem tenha o direito de
matar o seu semelhante - aliás, um mandamento é «não matarás» (Êxodo
20.13, Rom.13:9).
multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a... E viu Deus tudo quanto tinha
criado, e eis que era muito bom» (Gn 1:28, 31). Verificamos desde logo que
a reprodução era um dos propósitos da criação do homem por Deus. Por
outro lado, não lemos em passagem alguma que o homem tenha o direito de
matar o seu semelhante - aliás, um mandamento é «não matarás» (Êxodo
20.13, Rom.13:9).
Ora, a criança que está no ventre da mãe é um ser com identidade própria.
Sabia que o primeiro órgão a ser formado no feto é o coração? E que o
coração começa a bater 21 dias após a concepção ? Neste sentido, quem
aborta está a assassinar um ser humano criado por Deus.
Sabia que o primeiro órgão a ser formado no feto é o coração? E que o
coração começa a bater 21 dias após a concepção ? Neste sentido, quem
aborta está a assassinar um ser humano criado por Deus.
4.1. A Vida: Direito Inviolável
Quem tem poder para tirar a vida? É porventura o homem quem pode
decidir o futuro de um outro seu semelhante quanto ao momento da sua
morte? Lemos em 1.ª Samuel 2:6 que a autoridade para decidir o momento
da morte de alguém pertence exclusivamente a Deus: «O Senhor é que tira
a vida e a dá: faz descer à terra e faz tornar a subir dela».
decidir o futuro de um outro seu semelhante quanto ao momento da sua
morte? Lemos em 1.ª Samuel 2:6 que a autoridade para decidir o momento
da morte de alguém pertence exclusivamente a Deus: «O Senhor é que tira
a vida e a dá: faz descer à terra e faz tornar a subir dela».
Lemos por outro lado no Salmo 139:13 que é o Senhor Quem opera a
formação de um ser vivo, e que o faz mover no ventre de sua mãe: «Pois Tu
formaste o meu interior; Tu entreteceste-me no ventre da minha mãe».
formação de um ser vivo, e que o faz mover no ventre de sua mãe: «Pois Tu
formaste o meu interior; Tu entreteceste-me no ventre da minha mãe».
Neste verso, a protecção e a possessão de Deus e o Seu poder criativo são
extensivos à vida pré-natal. Este ensino torna impossível considerar o
embrião ou feto como «simples pedaço de tecido». O mínimo que alguém
pode dizer é que no momento da concepção já existe um ser humano em
potencial (melhor, um ser humano com potencial), o qual é sagrado e de
valor, à vista de Deus, evidenciado pelo Seu envolvimento pessoal.
extensivos à vida pré-natal. Este ensino torna impossível considerar o
embrião ou feto como «simples pedaço de tecido». O mínimo que alguém
pode dizer é que no momento da concepção já existe um ser humano em
potencial (melhor, um ser humano com potencial), o qual é sagrado e de
valor, à vista de Deus, evidenciado pelo Seu envolvimento pessoal.
4.2. A passagem de Êxodo 21:22,23
«Se alguns homens pelejarem e ferirem uma mulher grávida, e forem
causa que. aborte, porém se não houver morte, certamente será multado...
Mas se houver morte, então darás vida por vida»
causa que. aborte, porém se não houver morte, certamente será multado...
Mas se houver morte, então darás vida por vida»
Esta é a única passagem que na Bíblia aborda directamente o tema do
aborto. e tem sido apresentada como justificação para a aceitação do
aborto. Trata-se de um caso em que o aborto é provocado, mas como que
acidentalmente. Se uma mulher perdesse o filho, havia apenas uma
indemnização: se a mulher morresse também, quem a ferisse teria de pagar
com a sua vida. Para quem defenda o aborto, a dedução que é feita é que,
visto só haver indemnização no caso de aborto, isso significaria que o feto
não teria alma, que apenas seria ganha ao nascer. Levando um pouco mais
adiante este pensamento, concluiríamos que o aborto induzido seria
biblicamente permitido. Ora, isso seria forçar a aplicação da lei do Êxodo,
que trata de um aborto acidental, e não induzido, o que são duas coisas
absolutamente distintas: uma, é acidentalmente alguém provocar o aborto a
outrem, outra, e com consentimento da mãe, provocar-se o aborto.
Todavia, mesmo acidental, lemos que em tal caso havia uma sanção, o que
denota a gravidade desse aborto acidental, precisamente porque estava em
causa a vida.
aborto. e tem sido apresentada como justificação para a aceitação do
aborto. Trata-se de um caso em que o aborto é provocado, mas como que
acidentalmente. Se uma mulher perdesse o filho, havia apenas uma
indemnização: se a mulher morresse também, quem a ferisse teria de pagar
com a sua vida. Para quem defenda o aborto, a dedução que é feita é que,
visto só haver indemnização no caso de aborto, isso significaria que o feto
não teria alma, que apenas seria ganha ao nascer. Levando um pouco mais
adiante este pensamento, concluiríamos que o aborto induzido seria
biblicamente permitido. Ora, isso seria forçar a aplicação da lei do Êxodo,
que trata de um aborto acidental, e não induzido, o que são duas coisas
absolutamente distintas: uma, é acidentalmente alguém provocar o aborto a
outrem, outra, e com consentimento da mãe, provocar-se o aborto.
Todavia, mesmo acidental, lemos que em tal caso havia uma sanção, o que
denota a gravidade desse aborto acidental, precisamente porque estava em
causa a vida.
4.3. E se... nascer ... deformado ?
Esta é uma desculpa apresentada para se considerar a hipótese do aborto,
que aliás, a nossa Lei actualmente já prevê.
que aliás, a nossa Lei actualmente já prevê.
Em primeiro lugar importa notar que Deus criou o homem com
características tais que, mesmo em condições à primeira vista adversas,
consegue sobreviver e adaptar-se. Por outro lado, quando essa vida e
impossível, a morte vem por si própria. Assim sucede por exemplo quando
a criança nasce com deformações encefálicas anormais (cérebro).
Geral-mente, a criança morre passados poucos minutos depois do parto.
características tais que, mesmo em condições à primeira vista adversas,
consegue sobreviver e adaptar-se. Por outro lado, quando essa vida e
impossível, a morte vem por si própria. Assim sucede por exemplo quando
a criança nasce com deformações encefálicas anormais (cérebro).
Geral-mente, a criança morre passados poucos minutos depois do parto.
Mas, mesmo que haja seguros motivos de que a criança venha a nascer
deficiente, será esse um motivo para se aceitar o aborto? Vejamos o que a
Palavra de Deus nos diz a este respeito: «Quem fez a boca do homem? Ou
quem fez o mudo ou o que vê, ou o cego ? Não Sou Eu, o Senhor?» (Êxodo
4:11). «E passando Jesus, viu um cego de nascença. E os seus discípulos
lhe perguntaram, dizendo: "Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para
que nascesse cego ?" Jesus respondeu: "Nem ele pecou nem seus pais,
mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus"» (S. João
9:1-3).
deficiente, será esse um motivo para se aceitar o aborto? Vejamos o que a
Palavra de Deus nos diz a este respeito: «Quem fez a boca do homem? Ou
quem fez o mudo ou o que vê, ou o cego ? Não Sou Eu, o Senhor?» (Êxodo
4:11). «E passando Jesus, viu um cego de nascença. E os seus discípulos
lhe perguntaram, dizendo: "Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para
que nascesse cego ?" Jesus respondeu: "Nem ele pecou nem seus pais,
mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus"» (S. João
9:1-3).
A resposta da Bíblia é clara. Aceitar a morte de crianças ainda não
nascidas, conduz a aceitar também a eutanásia infantil, isto é, o homicídio
de bebés recém-nascidos que sejam doentes ou deficientes. E a aceitar isto,
não faltaria muito para aceitar também a eutanásia dos inválidos, idosos e
todos os que, independentemente da sua idade, não possam cuidar de si
mesmos ou se sintam à parte da sociedade. Se se entender que o universo
se formou por acaso e que o homem é descendente duma criatura
pré-histórica, não há razão para se preocupar com a vida humana. Mas,
sabendo que o homem foi criado e que tem um destino especial diante do
Seu Criador , então concluiremos que a defesa da dádiva divina, que é a
vida humana, é de facto inalienável.
nascidas, conduz a aceitar também a eutanásia infantil, isto é, o homicídio
de bebés recém-nascidos que sejam doentes ou deficientes. E a aceitar isto,
não faltaria muito para aceitar também a eutanásia dos inválidos, idosos e
todos os que, independentemente da sua idade, não possam cuidar de si
mesmos ou se sintam à parte da sociedade. Se se entender que o universo
se formou por acaso e que o homem é descendente duma criatura
pré-histórica, não há razão para se preocupar com a vida humana. Mas,
sabendo que o homem foi criado e que tem um destino especial diante do
Seu Criador , então concluiremos que a defesa da dádiva divina, que é a
vida humana, é de facto inalienável.
4.4. O feto tem espírito ?
A questão é polémica e misteriosa. Por muito que se argumente, é difícil
chegar a uma conclusão do momento exacto em que o ser vivo passa a ter
alma e espírito. Antes de mais, é importante não confundir alma com
espírito. Aquela é a vida, capacidade de reacção e entendimento. O espírito
é a consciência, o elo de ligação com o mundo espiritual ? É deste que se
põe o problema, pois se tem espí rito, se for morto no aborto, terá um
destino eterno (certamente o céu). A este propósito, pode dizer-se que a
criança já no ventre da mãe tem vida, «dá pontapés» e reage. Será essa uma
evidência de alma ou de espírito ? Independentemente de tal facto, importa
atender para o que a Bíblia diz:
chegar a uma conclusão do momento exacto em que o ser vivo passa a ter
alma e espírito. Antes de mais, é importante não confundir alma com
espírito. Aquela é a vida, capacidade de reacção e entendimento. O espírito
é a consciência, o elo de ligação com o mundo espiritual ? É deste que se
põe o problema, pois se tem espí rito, se for morto no aborto, terá um
destino eterno (certamente o céu). A este propósito, pode dizer-se que a
criança já no ventre da mãe tem vida, «dá pontapés» e reage. Será essa uma
evidência de alma ou de espírito ? Independentemente de tal facto, importa
atender para o que a Bíblia diz:
«Antes que te formasses no ventre te conheci, e antes que saísses da
madre te santifiquei» (Jer.1:5). «Eis que em iniquidade fui formado, e em
pecado me concebeu minha mãe» [ora, para ser em iniquidade, tinha que
ter espirito; se assim é, mesmo morrendo por aborto, só pela obra de Jesus
pode ir para o céu !...] (Salmo 51:5). «O Senhor me chamou desde o ventre,
desde as entranhas de minha mãe fez menção do meu nome;... O Senhor
me formou desde o ventre para seu servo...» (Isaías 49:1,5). Lemos ainda no
Salmo 139: "Pois Tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventro de
minha mãe. Os Teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no
Teu livro foram escritos todos os dias, sim, todos os dias que foram
ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles".
madre te santifiquei» (Jer.1:5). «Eis que em iniquidade fui formado, e em
pecado me concebeu minha mãe» [ora, para ser em iniquidade, tinha que
ter espirito; se assim é, mesmo morrendo por aborto, só pela obra de Jesus
pode ir para o céu !...] (Salmo 51:5). «O Senhor me chamou desde o ventre,
desde as entranhas de minha mãe fez menção do meu nome;... O Senhor
me formou desde o ventre para seu servo...» (Isaías 49:1,5). Lemos ainda no
Salmo 139: "Pois Tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventro de
minha mãe. Os Teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no
Teu livro foram escritos todos os dias, sim, todos os dias que foram
ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles".
4.5. Opção entre mãe e filho.
Há situações extremas na vida de escolha entre duas coisas igualmente
importantes. Qual deve ser a reacção de um crente se o médico disser que,
havendo parto, uma vida cederá ? ou a da mãe, ou a da criança. Por qual
optar? Há duas vidas em jogo: a vida tem igual valor. Perante uma situação
destas muitos não hesitariam em optar pela vida da mãe em vez da criança.
É uma opção lógica, lícita e mais racional. Na vida de um cristão, se isso
suceder, creio sinceramente que é seguramente uma provação da sua fé em
Deus. Mas, de qualquer forma, qualquer que seja a decisão, ela deve ser
obtida em comum pelo casal, e pela mesma serão responsáveis perante
Deus, porque pertencente ao foro individual de cada um.
importantes. Qual deve ser a reacção de um crente se o médico disser que,
havendo parto, uma vida cederá ? ou a da mãe, ou a da criança. Por qual
optar? Há duas vidas em jogo: a vida tem igual valor. Perante uma situação
destas muitos não hesitariam em optar pela vida da mãe em vez da criança.
É uma opção lógica, lícita e mais racional. Na vida de um cristão, se isso
suceder, creio sinceramente que é seguramente uma provação da sua fé em
Deus. Mas, de qualquer forma, qualquer que seja a decisão, ela deve ser
obtida em comum pelo casal, e pela mesma serão responsáveis perante
Deus, porque pertencente ao foro individual de cada um.
Não nos é lícito indicar qual a «melhor» escolha, porque ela na prática é
difícil e envolve uma situação psicológica terrível. Muitos têm enfrentado
esta situação, e entregue tudo nas mãos de Deus, e sucede que nem a mãe
nem o filho morrem, se assim for a Vontade de Deus. Contudo, como já
referido, essa é uma questão do foro individual e com a consequente
responsabilidade perante Deus, não nos sendo lícito dogmatizar nem
reprovar qualquer escolha.
difícil e envolve uma situação psicológica terrível. Muitos têm enfrentado
esta situação, e entregue tudo nas mãos de Deus, e sucede que nem a mãe
nem o filho morrem, se assim for a Vontade de Deus. Contudo, como já
referido, essa é uma questão do foro individual e com a consequente
responsabilidade perante Deus, não nos sendo lícito dogmatizar nem
reprovar qualquer escolha.
4.6. Planeamento Familiar
Suponhamos que há um casal, de parcos rendimentos económicos, com 7
filhos e a mulher se encontra grávida. Deverá aceitar-se o aborto nesse
caso ? A resposta já foi dada. É contrário à Palavra de Deus em qualquer
caso. Já problema diferente é se deve haver planeamento familiar.
Antigamente, os casais tinham muitos filhos, os quais tinham uma função
de auxílio (agricultura, por exemplo). Não encontramos na Palavra de Deus
nenhuma passagem que condena o planeamento familiar. Alguns tentam
usar a passagem de Génesis 38:7-10, porém sendo certo que Onã fez
planeamento familiar, tinha por motivo o seu pensamento que se gerasse, o
filho seria imputado ao seu irmão já falecido. Mas Onã morreu, não porque
fez «planeamento», mas porque desobedeceu a uma ordem de Deus.
filhos e a mulher se encontra grávida. Deverá aceitar-se o aborto nesse
caso ? A resposta já foi dada. É contrário à Palavra de Deus em qualquer
caso. Já problema diferente é se deve haver planeamento familiar.
Antigamente, os casais tinham muitos filhos, os quais tinham uma função
de auxílio (agricultura, por exemplo). Não encontramos na Palavra de Deus
nenhuma passagem que condena o planeamento familiar. Alguns tentam
usar a passagem de Génesis 38:7-10, porém sendo certo que Onã fez
planeamento familiar, tinha por motivo o seu pensamento que se gerasse, o
filho seria imputado ao seu irmão já falecido. Mas Onã morreu, não porque
fez «planeamento», mas porque desobedeceu a uma ordem de Deus.
Naturalmente que o planeamento familiar não contraria o mandamento do
Senhor - aliás, tudo deve ser planeado com o Senhor, quer na oração, quer
na informação sexual, no conhecimento do corpo humano dado pelo
Senhor. Se Deus fosse contra o planeamento familiar não teria dado à
mulher períodos férteis em que pode conceber e outros em que tal é
impossível.
Senhor - aliás, tudo deve ser planeado com o Senhor, quer na oração, quer
na informação sexual, no conhecimento do corpo humano dado pelo
Senhor. Se Deus fosse contra o planeamento familiar não teria dado à
mulher períodos férteis em que pode conceber e outros em que tal é
impossível.
4.7. Questões subsidiárias
SURGINDO UMA JOVEM SOLTEIRA GRÁVIDA, QUAL A POSIÇÃO
DA IGREJA ?
DA IGREJA ?
Evidentemente que não se deve aconselhar o aborto, antes o mal deve ser
remediado logo que possível. Em primeiro lugar, a jovem deve
arrepender-se do pecado cometido e, se possível, casar-se para evitar
outros problemas. A Igreja neste ponto tem um papel importante no
aconselhamento com a Palavra de Deus e com informações das mulheres
casadas experientes e ainda no conforto e acompanhamento.
remediado logo que possível. Em primeiro lugar, a jovem deve
arrepender-se do pecado cometido e, se possível, casar-se para evitar
outros problemas. A Igreja neste ponto tem um papel importante no
aconselhamento com a Palavra de Deus e com informações das mulheres
casadas experientes e ainda no conforto e acompanhamento.
RELAÇÕES SEXUAIS ANTES DO CASAMENTO
São completamente ilícitas. Mesmo quando o casamento já está marcado e
os jovens se encontram noivos. Lemos que quando Isaque encontrou
Rebeca, não a levou para a sua tenda, antes levou-a para a tenda de sua
mãe. Só quando se casaram é que Isaque a levou para a sua tenda (Génesis
24:67). Relativamente à data do casamento, devemos obedecer às
autoridades, pelo que 2 jovens encontram-se casados perante DEUS, não
quando considerem ou quanda haja cerimónia religiosa, mas quando se
encontram casados oficialmente, perante as autoridades. Se contudo
houver uma cerimónia religiosa, devem esperar até à mesma onde ali são
apresentados perante DEUS.
os jovens se encontram noivos. Lemos que quando Isaque encontrou
Rebeca, não a levou para a sua tenda, antes levou-a para a tenda de sua
mãe. Só quando se casaram é que Isaque a levou para a sua tenda (Génesis
24:67). Relativamente à data do casamento, devemos obedecer às
autoridades, pelo que 2 jovens encontram-se casados perante DEUS, não
quando considerem ou quanda haja cerimónia religiosa, mas quando se
encontram casados oficialmente, perante as autoridades. Se contudo
houver uma cerimónia religiosa, devem esperar até à mesma onde ali são
apresentados perante DEUS.
5. PARA QUEM JÁ ABORTOU
No Salmo 32 David expressou a miséria e profunda tristeza que sentiu
enquanto tentava esconder o seu pecado em vez de o confessar. Depois
ele disse: "Confessei-Te o meu peacdo e a minha iniquidade não mais
ocultei. Confessarei ao Senhor as minhas transgressões e Tu perdoaste a
maldade do meu coração». Reconhecendo que era o único meio de
escape, David confessou o seu pecado ao Senhor. Foi uma confissão de
confiança, dado que David sabia que havia perdão em Deus (Salmo 130:4) !
enquanto tentava esconder o seu pecado em vez de o confessar. Depois
ele disse: "Confessei-Te o meu peacdo e a minha iniquidade não mais
ocultei. Confessarei ao Senhor as minhas transgressões e Tu perdoaste a
maldade do meu coração». Reconhecendo que era o único meio de
escape, David confessou o seu pecado ao Senhor. Foi uma confissão de
confiança, dado que David sabia que havia perdão em Deus (Salmo 130:4) !
O apóstolo João escreveu para crentes que disse: "o sangue de Jesus
Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo o pecado... se confessarmos os
nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos
purificar de toda a injustiça» (IJoão 1:7,9). Notemos que Ele não disse que
«nos perdoava à excepção do pecado da imoralidade e do aborto», mas de
todo o pecado.
Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo o pecado... se confessarmos os
nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos
purificar de toda a injustiça» (IJoão 1:7,9). Notemos que Ele não disse que
«nos perdoava à excepção do pecado da imoralidade e do aborto», mas de
todo o pecado.
Deus não nos trata segundo os nossos pecados, antes tira completamente
da Sua Mente os nossos pecados confessados (Salmo 103:10-12). Porém
Deus perdoa apenas a quem esteja arrependido e confesse o seu pecado. O
perdão de Deus não é todavia justificação para, sabendo que é pecado,
abortar para depois pedir perdão.
da Sua Mente os nossos pecados confessados (Salmo 103:10-12). Porém
Deus perdoa apenas a quem esteja arrependido e confesse o seu pecado. O
perdão de Deus não é todavia justificação para, sabendo que é pecado,
abortar para depois pedir perdão.
Quando o filho de David, o resultado da sua relação imoral com Batseba
morreu, David não receou que o filho estivesse à espera para o acusar.
Antes pelo contrário, o filho tornou-se um símbolo de esperança de que um
dia os dois, pai e filho, seriam unidos nos céus na presença de Deus. David
declarou em 2Samuel 12:23 - "Eu irei a ele". Deus perdoa, sim, e com o
perdão de Deus, "temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus
Cristo" (Romanos 5:1).
morreu, David não receou que o filho estivesse à espera para o acusar.
Antes pelo contrário, o filho tornou-se um símbolo de esperança de que um
dia os dois, pai e filho, seriam unidos nos céus na presença de Deus. David
declarou em 2Samuel 12:23 - "Eu irei a ele". Deus perdoa, sim, e com o
perdão de Deus, "temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus
Cristo" (Romanos 5:1).
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