terça-feira, janeiro 21, 2014

Você é um Verdadeiro Discípulo de Jesus?

        A palavra "discípulo" aparece centenas de vezes no Novo Testamento, onde é usada para descrever os seguidores de Jesus com muito mais freqüência do que "cristão" ou "crente". Um discípulo é uma "pessoa que segue os ensinamentos de um mestre" (Dicionário da Bíblia Almeida). Visto que o mestre dos cristãos é o próprio Jesus, o verdadeiro discípulo aprende e segue a vontade do Filho de Deus. Mas, será que todos que se dizem cristãos são verdadeiros discípulos do Senhor? Ao invés de olhar para outros e criticar hipócritas, vamos examinar as nossas próprias atitudes e ações para ver se nós realmente somos discípulos de Jesus.
Como Jesus Define o Discípulo
Três dos relatos do evangelho incluem as palavras desafiadoras do Cristo: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me" (Lucas 9:23; veja Mateus 16:24; Marcos 8:34). Encontramos aqui três elementos essenciais do verdadeiro discipulado, que apresentam desafios enormes:  Negar a si mesmo. Enquanto o mundo e muitas religiões começam com o egoísmo do homem, Jesus exige a auto-negação. As igrejas dos homens convidam as pessoas a realizar seus sonhos de riqueza, felicidade sentimental e posições de honra, mas a mensagem do Senhor é outra. Ele pede que a pessoa negue os seus próprios desejos para fazer a vontade dele.Tomar a sua própria cruz. Jesus veio para oferecer a vida, mas o caminho para a vida passa pelo vale da morte. Não somente a morte do Cristo, mas a nossa também. Paulo disse: "Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim"(Gálatas 2:19-20). Seguir a Jesus. Várias religiões e filosofias exigem sacrifício e auto-negação. Algumas ensinam "preceitos e doutrinas dos homens" e "rigor ascético" que proíbem coisas que Jesus não proíbe (Colossenses 2:20-23). O benefício não vem de auto-negação em si, ou simplesmente de tomar qualquer cruz. Jesus Cristo é o único caminho que leva à vida eterna (Atos 4:12).
Neste estudo, vamos considerar algumas aplicações práticas destes princípios.
Seguir a Jesus, Não aos Homens: Lealdade
A relação de discípulo e mestre tem sido explorada por homens em muitos movimentos religiosos. O raciocínio é relativamente simples. Tirando alguns versículos do contexto e torcendo um pouquinho o sentido de outros, é fácil ensinar aos adeptos a necessidade de submissão quase absoluta aos homens. Considere esta abordagem: "O discípulo não está acima do seu mestre.... Basta ao discípulo ser como o seu mestre...." (Mateus 10:24-25). Alguns homens na igreja são chamados "mestres" (Atos 13:1; Efésios 4:11; Hebreus 5:12; Tiago 3:1). João teve discípulos (João 1:35). Devemos obedecer aos nossos guias (ou líderes, NVI) e ser submissos a eles (Hebreus 13:17). Utilizando tais versículos, torna-se fácil obrigar os mais novos na fé a seguir quase que cegamente a liderança de homens supostamente espirituais. Vários movimentos religiosos se baseiam em sistemas de discipulado nos quais cada "discípulo" é guiado por um "mestre" ou "discipulador", num apirâmide ou hierarquia de autoridade humana.
Há vários problemas com este tipo de discipulado: Investe autoridade excessiva em homens. A palavra traduzida "mestre" quer dizer, na maioria das vezes, "professor". A ênfase está no ensinamento da palavra, não na autoridade de uma pessoa sobre outras. Quando se trata de uma relação que envolve autoridade, as palavras de Jesus são claras e estabelecem a regra que precisamos aplicar hoje: "Vós, porém, não sereis chamados mestres [rabis, NVI], porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos" (Mateus 23:8). Esquece as qualificações dadas por Deus para os líderes. Num sentido limitado, Deus deu responsabilidade de liderança a alguns homens na igreja. No primeiro século, os apóstolos guiavam as igrejas por instrução inspirada e pelo exemplo de imitação de Jesus (1 Coríntios 11:1). Eles iniciaram a prática de escolher presbíteros (também chamados "bispos" e "pastores"-veja Atos 20:17,28; 1 Pedro 5:1-3; Efésios 4:11) em cada igreja (Atos 14:23; Tito 1:5). Poucos homens demonstram as qualificações exigidas por Deus para exercer a função de presbítero ou pastor (veja 1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9). Estes homens têm a responsabilidade de cuidar e presidir ou liderar a igreja (1 Timóteo 3:5; 5:17). São os guias que velam pelas almas das ovelhas (Hebreus 13:17). Ignora as limitações na liderança dos pastores. Mesmo nas igrejas que têm bispos qualificados, estes são limitados na maneira de guiar ou liderar a igreja. Não têm autoridade absoluta, arbitrária ou despótica. Eles não ditam regras; pelo contrário, mostram um exemplo de como seguir as regras do Supremo Pastor (1 Pedro 5:1-4). Confunde o papel de evangelistas. Evangelistas são homens que pregam a boa nova (o evangelho). A autoridade deles é limitada ao trabalho de ensinar, corrigir e exortar pela palavra. As cartas de Paulo aos evangelistas Timóteo e Tito apresentam um modelo de homens que vivem vidas exemplares e pregam fielmente a palavra pura de Jesus (1 Timóteo 4:12-16; 2 Timóteo 4:1-5). Nada sugere uma posição de superioridade sobre os irmãos.
Homens que querem "melhorar" o plano de Deus e dominar sobre outros procurarão apoio nas Escrituras, pervertendo o sentido da palavra do Senhor. Todos os cristãos devem lembrar que temos um só Mestre, e que todos nós somos irmãos (Mateus 23:8).
Assumir Compromisso com Jesus: Conversão
Ser discípulo de Jesus exige um compromisso sério com ele. Em Mateus 28:18-20, Jesus destaca dois aspectos deste compromisso:Batismo para entrar em comunhão com Deus (veja também Atos 22:16; Gálatas 3:27; Romanos 6:3-7).  Obediência absoluta aos ensinamentos de Jesus. Muitas pessoas se dizem seguidores de Jesus sem dar os primeiros passos de obediência à palavra dele. Para sermos discípulos verdadeiros, temos de apresentar os nossos corpos como sacrifícios a ele, sendo transformados e renovados pela palavra do Senhor (Romanos 12:1-2).
Imitar o Caráter do Cristo: Proceder
Uma vez que reconhecemos Jesus como o nosso Mestre, devemos aprender das palavras e do exemplo dele. Um dos propósitos da vinda dele à terra é apresentado em 1 Pedro 2:21-22- "...Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado...."
Como discípulos do perfeito Mestre, devemos nos esforçar para desenvolver o caráter dele, tornando-nos "co-participantes da natureza divina" (2 Pedro 1:4). Assim procuraremos pensar como Jesus pensa, e agir como ele agiria. Que desafio!
Respeitar a Autoridade do Mestre: Obediência
O entendimento da relação do discípulo com o Mestre naturalmente criará em nós um respeito profundo pela vontade do Senhor. Enquanto outros defendem muitas práticas erradas, dizendo que Deus não as proibiu, o discípulo fiel examina com mais cuidado e percebe que a Bíblia não é um livro de proibição e, sim, de permissão. Ao invés de tentar justificar a sua própria vontade, o seguidor de Jesus se limita às coisas que Deus permite, as coisas autorizadas nas Escrituras. Ele percebe, pelo estudo da palavra, que não devemos ultrapassar o que Deus revelou, pois tal abordagem aumenta a arrogância ao invés de demonstrar a humildade de servos do Senhor (1 Coríntios 4:6). Pessoas egoístas seguirão a sua própria sabedoria e dirão que têm liberdade para tratar a Bíblia como uma mensagem "dinâmica" que se adapta à circunstância atual (Provérbios 14:12; Jeremias 10:23; 1 Samuel 13:12). Mas as pessoas espirituais mostrarão respeito maior para com Deus, sabendo que ele é perfeito e perfeitamente capaz de revelar sua vontade aos homens "uma vez para sempre" (Judas 3) para os habilitar"para toda boa obra" (2 Timóteo 3:16-17). O servo fiel entende que o Mestre Jesus recebeu autoridade para mudar a lei, fazendo o que não fora autorizado anteriormente (Hebreus 7:11-14). Mas o discípulo humilde jamais ousaria mudar a lei ou ultrapassar o ensinamento de Jesus (2 João 9).
Buscar a Unidade que Jesus Pede: Cooperação
Jesus quer a unidade dos seus discípulos (João 17:20-23). Esta cooperação não vem por estruturas e regras humanas, e sim por amor a Deus. Homens podem forçar uma conformidade superficial por regras e sistemas de organização e controle. Deus trabalha de outra forma. Ele confia na sua própria palavra para criar a unidade que ele quer (1 Coríntios 1:10). Se cada discípulo continua se aproximando do Senhor, naturalmente estará se unindo cada vez mais aos outros discípulos verdadeiros. Cristãos se reunindo em congregações locais edificam e encorajam um ao outro (Efésios 4:16; Hebreus 10:23-25). Divisão vem quando pessoas seguem diversas revelações (Isaías 19:2-3), ou seguem líderes humanos e não o próprio Senhor (1 Coríntios 1:11-13). Cristo morreu por nós. Somos batizados em Cristo. Ele é o nosso Mestre e o foco das nossas vidas!
Produzir Fruto: Perseverança e Crescimento
O discípulo de Jesus produz fruto (João 15:8). Pelo fato que aceita a palavra de bom e reto coração, e desenvolve a sua fé com perseverança, ele se torna frutífero (Lucas 8:15). O discípulo produz fruto pelas boas obras que faz (Tito 3:14; Efésios 2:10). Produzimos fruto quando obedecemos ao nosso Senhor (Lucas 6:46), progredindo com perseverança (Hebreus 12:1).
Sejamos Discípulos de Jesus!
Reconhecendo o amor de Jesus para conosco, livremo-nos dos sistemas de domínio inventados por homens que querem liderar seus próprios discípulos. Porém, esta liberdade não nos deixa sem responsabilidade de servir. O verdadeiro discípulo de Jesus fará sempre a vontade do Bom Mestre!

SEIS LIÇÕES NO CAMINHO DE EMAÚS


É maravilhoso poder conhecer as Escrituras Sagradas, pois são elas que nos trazem o conhecimento da verdade que nos liberta do mal e nos faz mais que vencedores. A Palavra de Deus tem um poder sobrenatural, capaz de mudar a vida de qualquer pessoa, seja ela quem for: um bandido, um médico, uma prostituta, um rei, um mendigo etc. Ao ouvir a Palavra de DEUS, o homem nunca mais será o mesmo. Já estive presente em cultos - ditos evangélicos - e saí da reunião sem ouvir nenhuma Palavra de Deus. O resultado foi uma grande decepção! Outras vezes nem estava dentro de um Templo e pude ouvir e entender a palavra de Deus. Quando uma pessoa assume o microfone e o púlpito de Igreja para ministrar a Palavra de Deus, ela está sob uma grande responsabilidade, que é trazer a todos os ouvintes a Palavra que o Espírito Santo tem para a Igreja naquele dia. Mas, infelizmente, as pessoas estão perdendo o temor a DEUS e qualquer um sobe no púlpito e fala o que acha que deve falar e não o que realmente o Espírito quer falar à Igreja. O resultado disso é frieza espiritual e, consequentemente, perda da fé. É triste o dia em que vamos à Igreja e saímos sem ouvir a voz de Deus. É triste quando vai passando o tempo e só ouvimos homens e mulheres, cheios de orgulho próprio, pregar aos nossos ouvidos e não à nossa alma, palavras que são carnais e vazias. Palavras que não quebrantam nosso coração. Mas, quando Jesus fala, tudo é tão diferente! A Bíblia, em Lucas 24.13 -35, traz seis grandes lições do dia em que dois discípulos encontraram Jesus no caminho de Emaús. A Bíblia diz que eles caminhavam juntos, conversando sobre Jesus e faziam perguntas um ao outro. 
1. A primeira lição é: Se quisermos ouvir Jesus, temos que estar meditando, conversando e interessados em saber mais sobre Ele (foi por isso que Jesus se juntou a esses discípulos no caminho de Emaús). 

2. A segunda lição é: Jesus nos faz entender sua Palavra. Lc 24:25: “Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!” Ao dizer isso, Jesus começou a lhes explicar o que toda a Escritura, desde de Moisés e por todos os profetas, falava sobre Ele. 

3. A terceira lição é: A presença de Jesus é agradável. Lc 24.29: “Fica conosco , porque já é tarde, e já declinou o dia”. Os discípulos, mesmos sem ainda perceberem que aquele homem que conversava com eles era o Mestre Jesus, desejavam sua companhia. 

4. A quarta lição é: Jesus aceita o convite para entrar em nosso lar e participar de nossa vida. Lc 24.29-30: “E entrou para ficar com eles. E aconteceu que estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu”. 

5. A quinta lição é: Jesus se revela. Lc 24.31: “Abriram-se então os olhos e o conheceram”. 

6. A sexta lição é: Quando Jesus fala faz arder o coração Lc 24.32: “E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as escrituras?” Graças a Deus por sua Palavra que nos faz conhecer o Senhor e Salvador de nossas almas: o querido Mestre Jesus que esteve com os dois discípulos no caminho de Emaús e nos deixou esta promessa: Mt 18.20: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome ,aí estou eu no meio deles”.

sábado, janeiro 04, 2014

O perfil dos apóstolos

Veremos a seguir uma síntese da vida dos doze discípulos de Jesus, contendo, suas cidades, localidades de origens, profissão que exerciam antes de serem escolhidos por Jesus, pontos de suas personalidades, alguns fatos de seus ministérios e, como se deu a morte de cada um. A formação apresentada da ordem dos nomes dos discípulos, é a que encontramos em Mateus, capítulo 10, do versículo 1 ao 4.
“Tendo chamado os seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades. Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, por sobrenome Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu.”

1. SIMÃO PEDRO - Nasceu em Betsaida, mas residia em Cafarnaum, na Galiléia; Era pescador de profissão;Foi o primeiro líder da igreja cristã. Escreveu as epístolas que levam seu nome; Tinha pouco estudo, impulsivo, amoroso, tímido, explosivo e entendia com dificuldade os ensinamentos; Morreu em Roma, crucificado de cabeça para baixo;

2. ANDRÉ - Também era de Betsaida; Era sócio de seu irmão Pedro na indústria da pesca;Foi um homem zeloso, sincero e dedicado em sua tarefa de apóstolo;Foi quem apresentou Pedro à Jesus. Um dos primeiros discípulos e também o primeiro missionário no estrangeiro; Morreu martirizado na Acássia, onde pregou. Foi crucificado em uma cruz em forma de “X’’.

3. TIAGO - Era de Betsaida, onde trabalhava com a pesca; Tinha personalidade forte e ambiciosa; Foi um dos mais íntimos discípulos de Jesus. Pregou na Judéia; Tornou-se o primeiro mártir entre os apóstolos, morrendo pela espada de Herodes Agripa I.

4. JOÃO - Também era de Betsaida e trabalhava com seu irmão Pedro na pesca; A princípio era de espírito exaltado e indisciplinado; Fazia parte, também do rol dos discípulos mais chegados ao Mestre. Trabalhou pregando em Jerusalém. Escreveu o evangelho e as epístolas que levam seu nome, e também o Apocalipse. Terminou seu ministério em Éfeso e Ásia Menor; Morreu de morte natural, provavelmente com 100 anos de idade, o único que não foi martirizado.

5. FILIPE - Nascido em Betsaida, provavelmente exercia a profissão de pescador; Possuía uma personalidade tímida e inicialmente um pouco incrédulo; Teve um brilhante ministério na Ásia Menor, trabalhou também na Frigia; Foi sepultado em Hierápolis, desconhece-se, porém, o motivo de sua morte, provavelmente foi um mártir.

6. BARTOLOMEU - Era de Caná da Galiléia, sua profissão é desconhecida; Foi uma pessoa em quem não se via dolo, fraude, era honesto (Jo 1:47); Acredita-se que tenha trabalhado na Índia e na Grande Armênia;De acordo com o martirológio romano, ele foi esfolado vivo pelos Bárbaros e recebeu o golpe de misericórdia através da decapitação.

7. TOMÉ - Originário da Galiléia, onde era pescador por profissão; Foi uma pessoa determinada, mas no momento propício não creu na ressurreição de Jesus; Trabalhou pregando o evangelho na Síria, na Pártia, na Pérsia e na Índia; Sobre sua morte há duas versões, uma diz que foi traspassado por uma flecha enquanto orava, e a outra, é de que foi torturado próximo a Madras.

8. MATEUS - Era de Cafarnaum, onde trabalhava como cobrador de impostos (publicano). Podemos observar sua humildade quando seu nome aparece na lista dos Apóstolos após Tomé (Mt 10:3), em outras listas aparece antes de Tomé. O fato de ter abandonado a sua profissão que apesar de ser mui desprezada, também, demonstrava sua humildade. Recebeu poderes apostólicos de milagres e sinais. Esteve no cenáculo em Jerusalém (At 1:13 e 14) após a ascensão de Jesus ao céu. Escreveu o evangelho que leva o seu nome. Ao que se presume trabalhou em prol do evangelho na Judéia, no Egito, na Etiópia e na Pártia. A igreja ocidental o alista entre os mártires.

9. TIAGO, de Alfeu - Originário da Galiléia, sua profissão é desconhecida; Era o mais jovens dos apóstolos; Escreveu a epístolas que leva o seu nome, pregou na Palestina e no Egito;Há duas versões sobre sua morte, uma é que os judeus o expulsaram do templo e o apedrejaram, morrendo por fim através de um golpe de paulada; a segunda hipótese é de que foi crucificado no Egito.

10. JUDAS, o Tadeu - Nascido na Galiléia, a sua profissão também é desconhecida; Era bastante temeroso e um pouco incrédulo; Escreveu a epístola que leva o seu nome, pregou em Edessa na Síria, na Arábia e na Mesopotâmia; Morreu martirizado na Pérsia.

11. SIMÃO, o Zelote - Originário da Galiléia, a sua profissão está também entre as desconhecidas; Era uma pessoa zelosa e cuidadosa em sua vida e ministério; Pregou o evangelho na Pérsia; Morreu crucificado.

12. JUDAS ISCARIOTES - Nasceu na Judéia, provavelmente em Queriote-Hesrom; Sua profissão é desconhecida, mas é provável que tivesse uma formação administrativa, que fez com que exercesse o cargo de tesoureiro do grupo; Era egoísta, ambicioso e possuía um espírito egocêntrico; Suicidou-se após ter traído Jesus.

Creio que após estudarmos um pouco sobre a vida dos apóstolos, podemos aprender o quanto eram pessoas com muitas falhas na maneira de viver, em suas personalidades, como eram homens arrogantes, brabos, com espírito de dúvida muitas vezes. Observamos que durante o período em que Jesus ensinava entre os homens, muitas vezes eles entediam menos do que outras pessoas. Apesar de todas as suas falhas e problemas, após receberem o Espírito Santo, vemos que atuavam em um único objetivo, coesos, unidos e, já então com suas deficiências aperfeiçoadas em Cristo, pregavam o evangelho por toda a Terra. O que mais me impressiona é o fato de amarem tanto a Palavra, que levavam a mensagem de salvação sem temer a morte. As maneiras em que foram mortos, as dificuldades que enfrentaram, faz-me parar para analisar o quanto eu seria capaz de enfrentar e passar por amor à obra de Deus. Eles enfrentaram as mortes mais esdrúxulas, impostas, pelos que amavam assim fazer, com os que ameaçavam suas vidas extravagantes. Porém eles foram importantíssimos para que o evangelho se espalhasse de forma organizada, orientada, dentro dos padrões por Cristo ensinados. Então eu te pergunto, o quanto você ama a Cristo? O que você é capaz de enfrentar por amor à Palavra de Deus? Que assim como João esteve na ilha de Patmos preso por pregar a Palavra, que cada um de nós tenhamos a convicção de que quando estamos no centro da vontade de Deus, mesmo numa ilha aprisionado, mesmo num deserto, saibamos que Deus tem coisas maravilhosas e profundas para nos revelar, assim como foi com João.

JUDAS ISCARIOTES


Judas Iscariotes

“...Em verdade, em verdade vos digo que um dentre vós me trairá... então, aquele discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: Senhor quem é? Respondeu Jesus: é aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado. Tomou pois, um pedaço de pão e, tendo-o molhado, deu- o a Judas, filho de Simão Iscariotes”. Jo 13: 21,25 e 26. 

Judas Iscariotes, o décimo segundo apóstolo, foi escolhido por Natanael. Ele nasceu em Queriot, uma pequena aldeia no sul da Judéia. Quando era pequeno, os seus pais mudaram-se para Jericó, onde ele vivia e tinha sido empregado nos vários negócios das empresas do seu pai, até que se tornou interessado na pregação e na obra de João Batista. Os pais de Judas eram saduceus e, quando o filho deles juntou-se aos discípulos de João, eles o repudiaram.

Quando Natanael conheceu Judas na Tariquéia, este se encontrava à procura de um trabalho junto a uma empresa de secagem de peixe, na extremidade baixa do mar da Galiléia. Ele tinha trinta anos e não era casado quando se juntou aos apóstolos. Ele era provavelmente o mais instruído entre os doze e o único judeu na família apostólica do Mestre. Judas não tinha nenhum traço notável de força pessoal, embora tivesse muitos traços externos aparentes de cultura e de hábitos de educação.

Ele era um bom pensador, mas nem sempre um pensador verdadeiramente honesto. Judas realmente não entendia a si próprio; ele não era realmente sincero ao lidar consigo mesmo. 

No início, Judas não tirava os olhos do mestre. Ao seu lado, o mundo, embora perigoso, se tornava um oásis. Mas, paulatinamente, foi voltando os olhos para dentro de si mesmo. Pensamentos negativos, dúvidas, questionamentos começaram a transitar pelo palco de sua mente. Infelizmente, ele os represou, nunca os expôs para Jesus. 

À medida que as dúvidas pairavam na mente de Judas, a ansiedade cultivava ervas daninhas em sua alma. Os treinamentos de Jesus já não reeditavam, como nos demais discípulos, os mesmos efeitos. Judas queria que Jesus eliminasse todos os sofrimentos de Israel, o cárcere do Império Romano, mas Jesus afirmava que o Reino de Deus estava dentro do homem. O problema para Judas era político, para Jesus era espiritual. Judas não entendia isso. O problema para Jesus estava na essência do ser humano. 

A decepção de Judas com Jesus criou o clima favorável para o cultivo de espinhos. O entusiasmo e a alegria do início deram lugar a preocupações e ansiedades. Um fato marcante é narrado em Jo 12: 4-8. Quando Maria, irmã de Lázaro derrama um vaso de nardo puro ungindo os pés de Jesus, Judas fica extremamente contrariado e contesta a atitude de Maria, afirmando que o perfume poderia ser vendido por 300 moedas de prata o dinheiro distribuído aos pobres. Jesus o repreende porque conhecia o coração e a intenção de ambos. 

Ao condenar Maria, Judas pensava apenas em si mesmo, não nos pobres. Seu discurso traía seu coração. Mais tarde, entregaria Jesus por 30 moedas de prata. O preço da traição foi dez vezes menor que o valor do perfume de Maria. O homem que dividiu a História foi traído pelo preço de um escravo. 

O maior erro de Judas não foi a traição, mas sua incapacidade de reconhecer suas próprias limitações, de aprender com Jesus que os maiores problemas do homem estão na caixa de segredos de sua personalidade.

Judas não se perdoou por trair Jesus. Tanto que não achou saída e ao invés de sincero arrependimento, sentiu remorso. 

Há duas versões para seu suicídio. Mateus nos conta que ele se suicidou enforcando-se (Mt 27: 3 a 10). Em Atos 1:18, Lucas descreve que ao “precipitar-se, rompeu-se pelo meio e todas as suas entranhas se derramaram”. No entanto, segundo a Bíblia de Estudo Plenitude, parece não haver discordância entre os dois relatos. Depois que Judas se enforcou, seu corpo caiu quando a corda arrebentou ou quando foi cortada. Lucas descreve as conseqüências horripilantes do suicídio.

Altos e Baixos na vida do apóstolo Pedro

Os momentos de crise na vida cristã são oportunidades que temos para CONFESSAR a Jesus como Senhor em cada instante. Todo cristão passa por momentos de crise. É fácil acusar Pedro de ter negado Jesus, sendo que muitas vezes nós o negamos também. Assim como foi com Pedro também somos avisados e o pior é que o galo canta e muitas vezes não ouvimos.


Me arrisco a dizer que Pedro foi o discípulo que mais CONFESSOU a Jesus. Em muitas situações fez declarações lindas de fé. E no momento da prisão de Jesus ele negou, mas os outros discípulos fugiram de tal maneira que não se tem registro do que fizeram ou falaram. Certamente eles também negaram. Mas Pedro teve a nobreza de contar o que fez e confessar seu pecado testemunhando sua conversão.
Clique na imagem para aumentar, estude o quadro abaixo e reflita sobre isso:

O evangelista do amor apresenta Jesus



João 3: 16 a 30

Já no final de sua vida, o apóstolo João
viu que a Igreja havia se expandido
e alcançava todo o império Romano.
Tendo sido ele uma testemunha ocular
acerca da pessoa e da vida de Cristo,
deve ter desejado deixar uma narrativa mais ampla do que as que já constavam
em outros escritos.
 
João sabia que a Igreja, a esse tempo amadurecida, tinha necessidade de estar bem segura de que Jesus de fato era o Messias e de que todos podem ter vida eterna através dEle. Considerou também o perigo das heresias, entre elas o gnosticismo que vinha crescendo por todo o Império Romano, e sentiu a necessidade de levar ao homem a pura fé em Jesus Cristo. Esse é o tema do quarto Evangelho, que temos o privilégio de estudar com detalhes.
Por que cremos que o apóstolo João escreveu o quarto evangelho? O círculo íntimo de discípulos de Jesus consistia de Pedro, Tiago e João, Mt. 17:1. Pedro tem seu nome citado no Evangelho, 1: 41, 42; portanto, não pode ser o autor. Tiago morreu nos primeiros anos da Igreja, At. 12:2. Então, conclui-se que o autor do Evangelho foi o apóstolo João.

O texto de Jo. 1:24  identifica o autor como alguém referido em 13: 23;  19: 26; 20: 2. Somente o apóstolo João ajusta-se a todas essas qualificações.

I - QUEM FOI O APÓSTOLO JOÃO

Seu caráter - João foi conhecido como o apóstolo do amor. As características atribuídas a ele são: coragem, lealdade, percepção espiritual, amor e humildade. O amor é o assunto central de suas Epístolas.
Sua família - João e seu irmão Tiago, o apóstolo, ambos foram chamados de “Boanerges” (filhos do trovão) por Jesus, Mc. 3: 17. Sua mãe, Salomé, era irmã de Maria, mãe de Jesus; portanto, João era primo de Jesus. De pescador, no mar da Galiléia, tornou-se líder da Igreja de Jerusalém, Gl. 2:9.
Sua atuação - Após a destruição de Jerusalém, entre os anos 70/95, João provavelmente começou a ministrar em Éfeso e Província da Ásia. Foi exilado na Ilha de Patmos, na costa da Ásia, onde escreveu o Apocalipse. De acordo  com  a tradição, voltou a Éfeso, onde morreu e foi sepultado por volta do ano 100 d. C.

II – CARACTERÍSTICAS DO EVANGELHO DE JOÃO

1 - Simplicidade de linguagem. João consegue trazer-nos grandes mensagens, numa linguagem bastante compreensível. O estilo é único entre os quatro Evangelhos. Ele utiliza com freqüência os constrastes: luz e trevas; fé e descrença; verdade e mentira; bem e mal; aceitação e rejeição; etc. Além dessas, João também usa as palavras crer, mundo, testemunha, verdade e Filho de Deus, dando-lhes um sentido todo especial.   
2 - Ênfase na pessoa de Jesus - Enquanto os três evangelhos anteriores são chamados sinóticos, porque contêm material bastante semelhante entre si, João tem 92% de narrativa original. Ele dá maior cobertura ao ministério de Jesus na Judéia. Põe mais ênfase na pessoa de Jesus e no seu ensino acerca da vida eterna. Revela Jesus especialmente como Filho de Deus. Inclui longos sermões de Jesus.

III - A ESTRUTURA DO EVANGELHO DE JOÃO

Apesar da grandiosidade do livro, a forma como João organizou sua narrativa é bastante simples, estando ao alcance de todos a compreensão da mensagem, porque é Palavra de Deus e porque o material foi disposto de forma a levar o leitor em direção a uma confissão de uma fé ativa em Cristo.
1 - O prólogo. Já no início de seu Evangelho, João vai mais além de que todos os evangelistas, 1: 1-18. Ele usa o termo “Verbo” para caracterizar a divindade de Jesus, ressaltando a pessoa de Cristo, ainda na eternidade, com Deus. Assim, em vez de tratar do nascimento de Jesus, ele aborda sua encarnação. Com isso, João faz com que o assunto de seu Evangelho seja universal. Depois, o Evangelho pode ser dividido em quatro períodos:
2 - O período de reflexão: 1: 19 a 6: 71 - Apresenta Jesus, o Verbo divino, e narra seus primeiros contatos com os discípulos. Utiliza a pregação de João e textos das Escrituras proféticas do AT para explicar sua missão. Surgem, porém, as primeiras controvérsias com os judeus, principalmente por causa da cura de um paralítico, num sábado. Os milagres do cap. 6 levam os discípulos a uma entrega à fé.
3 - O período de conflito: caps. 7 a 11 - No início de seu ministério houve séria descrença na missão de Jesus por parte dos judeus, 8: 22, 10: 19-20 e até pelos seus próprios irmãos, 7: 5. Por isso, nessa fase Jesus ensinou intensamente sobre si mesmo, 7: 16-18, procurando revelar sua divindade. Os discípulos crescem na fé, principalmente quando vêem o milagre da cura de um cego de nascença, cap. 9, e a ressurreição de Lázaro, cap. 11. O panorama religioso é marcado, por um lado, pelo contraste entre as multidões desnorteadas e a venenosa oposição da hierarquia judaica e, por outro, a pregação de Jesus.
4 - Período de preparação: caps. 12 a 17 - Depois, Jesus procurou estar longe das multidões, 12: 23 e 36. Nessa fase de recolhimento,  dedicou-se mais aos discípulos, cap. 13. Precisava prepará-los para o choque da  cruz. No final desse período, Ele volta para Jerusalém, em busca do cumprimento de sua missão, 13: 1. Ocorre sua entrada triunfal, sendo saudado por uma multidão de peregrinos, 12: 20, 21.
5 - Período de consumação: 18:1 a 20:31 - Os momentos finais de Jesus foram marcados por violentas contradições: alguns manifestam total oposição e rejeição, outros profunda aproximação e aceitação. Nos degraus do caminho da cruz estão o Getsêmani, a traição de Judas, a covardia de Pilatos, a fraqueza de Pedro, a crucificação. Mas também se vêem a constância do discípulo amado e das mulheres, a ação generosa de José de Arimateia e de Nicodemos,  19: 39. A ressurreição foi a justificação final da fé.