segunda-feira, julho 15, 2019

O juízo divino na vida do cristão

 O  juízo divino na vida do cristão

TEXTO BASE: Ec 11.9,10


INTRODUÇÃO. O sábio Salomão fez uma série de recomendações aos mais jovens: “Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e alegre-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração e pela vista dos teus olhos...” (Ec 11.9). Caso o versículo terminasse com estas palavras, certamente muitos entenderiam que o sábio estaria estimulando uma conduta desregrada, libertina, em que o divertimento e o prazer seriam a razão da vida juvenil. O hedonismo, então, seria o estilo de vida ideal a ser seguido. Há, porém, uma ressalva ao final do texto que sufoca toda e qualquer interpretação liberal: “sabe, porém, que por todas essas coisas te trará Deus a juízo” (11.9b).

1. O JUÍZO É ABRANGENTE. O sábio Salomão afirma com todas as letras que: “por todas essas coisas te trará Deus a juízo”. O cristão precisa estar consciente de que o juízo de Deus é pleno, totalmente abrangente, minucioso. Vejamos, ao menos, três áreas em que se manifestará o juízo divino:
a)                  Julgamento dos Pensamentos. A Bíblia é muita clara ao afirmar que é da mente (coração) que procedem as saídas da vida (Pv 4.23). O próprio Jesus afirmou que do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias (Mt 15.19). Todo e qualquer ato de pecado é antecedido por um processo mental (Tg 1.14). Fica muito evidente que até os pensamentos do homem são julgados pelo Senhor (Mt 16.7-12; Mc 2.6-12; Lc 9.46-48). O apóstolo Paulo diz que o juízo divino é tão rigoroso que, mesmo as intenções do cristão, serão julgadas (I Co 4.5). Portanto, o jovem cristão deve ocupar a mente com as coisas de Deus (Sl 19.4; 119.97; Fp 4.8; Cl 3.1,2), pois o Senhor Onisciente haverá de trazer a juízo todos os seus pensamentos;

b)                 Julgamento das palavras. O jovem cristão haverá de prestar contas também de cada uma das palavras proferidas por ele após a regeneração. O Senhor Jesus deu tanta importância às palavras que afirmou categoricamente serem elas critério de juízo, seja para a justificação, seja para a condenação (Mt 12.37). O apóstolo Tiago corroborou este ensinamento quando disse que as palavras determinam o curso da vida (Tg 3.4-6). O mesmo apóstolo, porém, adverte que de uma mesma boca não podem proceder a bênção e a maldição, pois o Senhor trará isso a juízo (Tg 3.9-12). Portanto, o jovem cristão precisa ter muito cuidado com palavras ociosas (Mt 12.36), de maldição (Ex 21.17), de falsidade (Ex 23.7), de afronta (I Sm 17.8-11) de desprezo (II Rs 18.19-27), grosseiras (I Sm 25.10,11), imorais (Ef 5.3), mentirosas (Jo 8.44). Ele deve seguir, então, a recomendação paulina: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem” (Ef 4.29).

c)                  Julgamento das Obras. O Senhor conhece todas as nossas obras e, com base nesse conhecimento pleno, elas serão trazidas a juízo (Ap 2.2,9,13,19). Tanto as obras dos salvos, no Tribunal de Cristo, quanto à dos ímpios, no Juízo Final (I Co 3.12-15; Ap 20.11-13). O salvo deve buscar o enchimento do Espírito Santo, a fim de que o caráter de Cristo seja gerado nele e todas as suas obras denunciem que ele é um discípulo de Jesus (At 11.26; Gl 5.22). É preciso viver de tal modo que todas as pegadas do Mestre sejam seguidas e que nenhum passo seja dado fora dos trilhos (I Pe 2.21). O cristão precisa ter cuidado para não ser, à semelhança de Adão, surpreendido com a pergunta feita a Adão no Éden: “Por que fizeste isso”? (Gn 3.13).
2. O JUÍZO É INEVITÁVEL. O sábio Salomão está fazendo menção de um juízo inevitável: “te trará Deus a juízo”. Não se trata de uma hipótese ou possibilidade, mas de uma certeza, de um determinismo. Todos os salvos, inclusive jovens, darão inelutavelmente conta de si mesmos a Deus (Rm 14.12). A expressão paulina deixa claro que não haverá exceções ou dispensas: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo” (II Co 5.10). Salomão, no mesmo livro de Eclesiastes afirmou algo que nos faz temer e tremer: “Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau” (Ec 12.14). Diante dessa realidade, ao jovem cristão não resta outra alternativa senão a santificação em tudo, pois, em tudo, ele será julgado.

CONCLUSÃO
O cristão é livre para andar livremente nos limites da vontade de Deus. 

Daniel Um Jovem Bem Sucedido

Daniel Um Jovem Bem Sucedido:

  1. Daniel era de uma família nobre
Daniel 1:3 Disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres.
O rei pediu jovens de:
  • Linhagem real
  • Nobres
  1. Daniel era um jovem saudável
Daniel 1:4  jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus.
O rei pediu Jovens:
  • Sem nenhum defeito
  • De boa aparência
  1. Daniel era um jovem preparado
O rei pediu jovens:
  • Instruidos em toda sabedoria (sábio)
  • Doutos em ciência (inteligentes)
  • Versado no conhecimento (Capazes de aprender ainda mais)
  • Competente
Conclusão de ponto. Daniel foi um jovem que?
  1. Teve uma excelente família
  2. Teve uma vida saudável
  3. Foi Muito bem preparado
  4. Soube aproveitar muito bem suas oportuinidades
  5. Estas características em Daniel lhe qualificaram para ocupar uma posição de destaque na sociedade. Ele foi escolhido para ocupar um cargo de assistente real
Daniel 1:4  jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus
  1. A partir deste momento podemos analisar as atitudes de Daniel demonstrou com em sua nova realidade de vida:
  • Foi determinado que ele aprendesse a cultura dos babilônicos
  • Foi determinado que ele aprendesse a língua dos babilônicos
Isto demonstra que mesmo pessoas muito bem qualificadas quanto alcançam um lugar de destaque na sociedade ainda precisam continuar se preparando cada vez mais
  • Foi determinado que ele comesse da comida (finas iguarias) que eram servidas no palácio real
Daniel 1:5 Determinou-lhes o rei a ração diária, das finas iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, ao cabo dos quais assistiriam diante do rei.
 As comidas e bebidas servidas ali eram dedicadas aos ídolos. Regalar-se com elas seria entendido como honrar essas divindades, razão pela qual Daniel se recusou a participar das mesmas, pois assim se manteria puro diante de Deus e não seria um idólatra
Daniel 1:8 Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se.
Perguntar aos jovens: Quantas oportunidades os jovens tem de se contaminar com o mundo desta forma?
Conclusão: O fato de ser determinado a Daniel aprender a cultura e a língua dos babilônicos não seria uma ameaça a ele pois ele poderia aprender o comportamento dos mesmos sem se comportar igual a eles
Mas o comer de suas “comidas” naquele contexto era participar de suas idolatrias, e isto não era algo que ele poderia fazer pois ele servia ao Deus vivo e soberano, e deveria adorar somente a ele
O jovem no mundo hoje enfrenta a mesma realidade vivida por Daniel. Ele pode se deixar levar e cair se desviando da verdade, ou ele pode vencer na vida se colocando num lugar de destaque, e ainda sim permanecer fiel a Deus sem se desviar da verdade.
  1. Qual foi o resultado desta atitude de Daniel.
    a. O chefe responsável por Daniel teve medo de que Daniel ficasse mais magro e fraco que os outros.b. Teve medo de que o rei o matasse por desobedecer uma ordemc. Daniel teve fé de que ficaria mais robusto que os outros e de que o chefe não teria problemas em permitir aquela situação.
Conclusão deste ponto.
Daniel e seu amigos foi encontrados mais robustos do que os outros e 10 vezes mais doutos do que eles.

SALMO 3 – SOLUÇÃO PARA O DESESPERO

SALMO 3 – SOLUÇÃO PARA O DESESPERO

O Salmo 3 foi escrito quando Davi deixava o seu palácio. Mas por quê? Ia para alguma festa em comemoração às suas honras? Não. Ia de viagem para alguma nação, a fim de conhecer um outro reino? Saía do palácio a fim de se encontrar com um de seus heróis? Não. Ele deixava o palácio, a fim de fugir da revolta de seu próprio filho Absalão, que estava armado e seguido de uma grande multidão, ameaçando matar o seu pai, e usurpar-lhe o trono.
Davi estava contemplando as conseqüências de seu pecado de adultério com Bate-Seba e assassinato do seu marido Urias. Seus próprios filhos estavam se desviando do caminho da justiça por seu exemplo pecaminoso. E, agora, Absalão que matara o seu irmão Amnom, preparava uma conspiração contra o rei de Israel, que era o seu próprio pai Davi. Esse é o contexto do Salmo 3.

I – DAVI EM DESESPERO

Sal. 3:1-2: “1 Senhor, como tem crescido o número dos meus adversários! São numerosos os que se levantam contra mim. 2 São muitos os que dizem de mim: Não há em Deus salvação para ele.”

1- De onde procedem os muitos inimigos? No Salmo 2, vemos as multidões de ímpios das nações se levantando contra o Ungido de Deus. Agora, no Salmo 3, vemos as multidões dentre o próprio povo de Israel se levantando contra Davi, o ungido de Deus. De fato, cresciam os inimigos de Davi. Davi possuía inimigos de dentro e de fora. Ele tinha inimigos dentre as nações, inimigos no reino, inimigos na família, inimigos demoníacos das trevas, e a sua própria natureza era um inimigo interno contra o mesmo Davi. E agora Absalão roubava o coração do povo a seu favor, em detrimento do rei, e se avolumavam os inimigos.

2- Mas será que isso é história antiga? Temos inimigos na família, no trabalho, na escola, na rua, nos centros urbanos, no mercado, no governo, e até na igreja, estamos cercados de demônios, e ainda temos a nossa natureza pecaminosa que conspira contra nós! Temos inimigos e adversários de dentro e de fora de nossa vida! À medida que crescemos, podemos dizer com o salmista: “Senhor, como tem crescido o número dos meus adversários!”

3 – Então Davi ficou angustiado, vendo o seu próprio filho se levantar contra ele. Conheço um pastor cujo filho se alterou contra ele e disse: “Eu vou colocar você na justiça!” Temos ouvido muitas histórias de revoltas dos filhos contra os seus pais, e vice-versa. Num tempo em que os pais se levantam contra os filhos e os filhos se levantam contra os pais, podemos dizer com o salmista Davi: “Senhor, como tem crescido o número dos meus adversários! São numerosos os que se levantam contra mim!”

4 – O que diziam os inimigos? Davi ficou desesperado quando sentiu o poder do veneno da língua dos inimigos que diziam: “Não há em Deus salvação para ele!” Estas palavras produziram um profundo pesar em Davi, mesmo vindo de adversários. Esta é a mais amarga de todas as aflições: temer que não haja consolo nem salvação para nós em Deus.

5 – É importante o que os outros dizem a seu respeito? Sim, é muito importante, porque pode nos influenciar positiva ou negativamente. Mesmo Cristo quando esteve aqui na Terra ansiava pela simpatia humana, e perguntou certa vez aos Seus discípulos: “Quem diz o povo ser o Filho do Homem?” (Mt 16:13). Cristo estava interessado no que os outros diziam dEle, porque sabia que era muito importante o que os outros dizem acerca de nós.

6 – Algumas pessoas falam: “Não se importe com o que os outros dizem! Viva a sua vida!” Este é um bom conselho, mas na prática, ele não consola, porque a realidade é muito diferente. É importante o que os outros dizem a seu respeito, e é muito importante o que você diz dos outros, porque os resultados podem ser benéficos ou nefastos.
(1) Saul teve um problema com o que os outros disseram dele. Após a vitória de Davi sobre o gigante Golias, o coro das mulheres de Israel influenciou negativamente ao rei Saul, “só” porque cantavam: “Saul feriu os seus milhares; porém Davi, os seus dez milhares!” (1Sm 18:7). “Então, Saul se indignou muito, pois estas palavras lhe desagradaram em extremo; e disse: Dez milhares deram elas a Davi, e a mim somente milhares; na verdade, que lhe falta, senão o reino?” (1Sm 18:8).
(2) Aitofel teve um problema com o que os outros disseram dele. Ele era um grande conselheiro nos tempos de Davi, e tinha a fama de ser muito sábio, e bem acatado em tudo o que dizia. Entretanto, bastou por uma só vez ser desatendido e desprezado o seu conselho por outro, bastou que alguém dissesse que desta vez o seu conselho não era bom, que ele armou a forca e se suicidou.

7 – Davi ficou abalado com o que os seus inimigos diziam dele, porque ele estava muito consciente de que caíra em pecado grave, contra Deus, contra Urias, contra Bate-Seba, contra a nação, e contra a sua própria família, além de manchar o seu próprio corpo, que era o templo do Espírito Santo, sobre quem ele agora clamava:  “Ó Deus… não me retires o Teu Espírito Santo” (Sl 51:10-11). Ele sabia que a causa de suas maiores aflições estava em seu pecado. E ele temia ser deixado fora da graça de Deus.

8 – Davi entrou em desespero. Ele ouviu a opinião dos inimigos a seu respeito, e acreditou neles, e entrou em pânico, de tal modo que ao fugir apressadamente do palácio, disse, para os poucos homens ao seu lado: “Levantai-vos, e fujamos, porque não poderemos salvar-nos de Absalão.” (2Sm 15: 14). E ele tinha razão; se ele não fugisse, o seu filho o mataria dentro do seu próprio palácio.

II – DAVI TEM CONFIANÇA
Sal. 3:3: “Porém tu, Senhor, és o meu escudo, és a minha glória e o que exaltas a minha cabeça.”

1 – Na vida de Davi sempre há um “Porém”. Ele era um pecador, ele cometeu um pecado grave, os seus filhos o acusavam, as suas esposas o repeliam, os seus oficiais o repreendiam, o profeta Natã o censurou, o povo falava mal dele, Deus o castigava, Absalão juntamente com milhares de traidores se ajuntaram contra ele. Davi estava condenado à morte. Ele certamente, não escaparia, porque não seria melhor do que Saul, que aparentemente, era menos culpado e foi morto! Mas Davi tinha confiança em Deus.

2 – Ambos fizeram confissão de pecado. Saul disse: “Pequei!” diante de Samuel (1Sm 15:24). Davi disse: “Pequei!” diante de Natã (2Sm 12:13). Ora, se ambos fizeram a mesma confissão do pecado, por que Saul foi condenado e Davi foi salvo? A diferença estava na confiança: Davi tinha confiança em Deus. Ele colocara toda a sua confiança no Eterno, ao se recompor e dizer: “Senhor (Yahweh, Eterno), és o meu escudo, és a minha glória e o que exaltas a minha cabeça.” Em outras palavras: “Senhor, Tu és a minha proteção; és a minha honra e Tu restauras o meu trono!”

3 – Os inimigos disseram: “Não há em Deus salvação para ele!” Mas Davi dissera: “Senhor, Tu és o meu Escudo!” Senhor, os meus inimigos estão dizendo que não há em Deus salvação para mim; entretanto, eles não sabem que Tu és o Meu Auxílio e Proteção mesmo contra eles! E Davi foi poupado. Quando as pessoas falavam mal dele, Davi se dirigia a Deus, declarando toda a sua confiança no Eterno.

4 – Porventura, as pessoas estão dizendo: “Você não tem jeito, você está acabado, você vai se dar mal! Você está perdido!”? Não acredite! Não permita que os outros digam que você não é querido ou querida! Do Céu o Senhor contempla a todos a quem Ele ama, para ver quem realmente confia nEle! Quando os outros falam de você, você tem alguma palavra para dizer sobre o que você pensa de Deus? Todas as coisas podem mudar se você disser a Deus, sinceramente: “Senhor, Tu és o meu Escudo, o meu Protetor, o meu Salvador!”

5 – Davi clamou a DeusV. 4: “Com a minha voz clamo ao Senhor, e ele do seu santo monte me responde.” Davi tinha tanta confiança, que era capaz de orar e saber que seria respondido pelo Deus do Céu. Mas há condições para ser atendido. Davi não orava de modo formal, intelectualmente ordenado em suas petições; ele clamava a Deus com toda a sua alma, com fervor e devoção, colocando todo o seu empenho em confiança, sabendo que Deus haveria de responder, mesmo antes de ele ver alguma evidência da atuação divina.

6 – Na última Guerra Mundial, m paraquedista e um capelão, ambos de origem belga, estavam presos em salas distintas; eles  não se comunicavam, nem podiam se comunicar e tampouco se conheciam. O paraquedista estava no mais profundo desespero, sumido em sua angústia. Ele havia sido telegrafista, ele conhecia o código Morse, e comunicou a mensagem de angústia que ia em seu coração, batendo na parede da cela e dizendo, por sinais de telegrafia: “Quão desesperador é estar sozinho.” O capelão que estava preso na cela vizinha que também entendia o código Morse, ouviu a mensagem, traduziu-a e enviou outra mensagem para o prisioneiro ao lado; e a mensagem era diferente, dizia ele: “Quão venturoso é estar sozinho com Deus.”

III – DAVI TEM SEGURANÇA
Sal. 3:5: “Deito-me e pego no sono; acordo, porque o Senhor me sustenta.”

1 – Disse Furtonchin, arcebispo de Nova York, que nos Estados Unidos da América são consumidos 6 milhões de sedativos cada dia. Homens e mulheres que não conseguem dormir. Não conseguem conciliar o sono natural, a noite se arrasta monótona, e eles buscam nestes sedativos, nestes tranqüilizantes, nestes barbitúricos afrouxar a tensão nervosa, buscam conciliar o sono, sono artificial. O homem moderno pode comprar um bom colchão de molas, mas não pode comprar um sono reparador.

2 – Davi tinha fortes razões para não dormir. Ele estava sendo traído por alguns de seus oficiais de confiança, ele foi traído pelo povo, ele foi traído pelo próprio filho Absalão, a quem ele amava. E após ser obrigado a fugir de seu próprio palácio e deixar o seu trono, escapava por sua vida, porque já estava condenado à morte. De fato, “o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23), e Davi havia pecado contra Deus. E, para piorar a sua situação, os inimigos de Davi diziam: “Não há em Deus salvação para ele”, porque ele pecou à plena luz do dia! Como poderia Davi dormir diante de tudo isso?

3 – Mas quando um homem confia em Deus, mesmo em meio às circunstâncias mais escuras, mesmo em meio às condições mais adversas, ele tem segurança e desfruta paz, doce paz interior, alegria inexprimível. Mesmo assediado por uma multidão de inimigos, Davi podia conciliar o sono e dormir tranquilamente. Davi podia dormir em paz, mesmo quando havia um exército rebelde no encalço de sua vida! Jesus Cristo podia dormir, mesmo sabendo que muitos inimigos planejavam a Sua morte. Certa vez, Ele surpreendeu aos Seus discípulos, dormindo em meio a uma grande tempestade no mar da Galileia. A maior segurança é dormir em meio a uma situação perigosa, com risco de vida.

4 – Por que as pessoas não podem dormir? Muitos não dormem por causa do medo. Os pobres não dormem com medo de não ter o que comer; os ricos não dormem com medo de ser roubados pelos pobres. Os perseguidos não dormem com medo dos seus perseguidores; e os perseguidores não dormem com medo da vingança dos perseguidos.

5 – O medo se agiganta e assusta a milhões de pessoas neste mundo. Em nosso tempo, muitos temem perder o emprego; outros temem um ataque cardíaco, outros ainda temem chegar à velhice. Algumas pessoas temem as trevas da noite, outros temem perder a popularidade. Mas o pior de todos os temores é o medo de pessoas, assassinos, bandidos, homens armados, ou tarados que crescem como cogumelos, afrontando e atemorizando os mais destemidos, em nossa era após o século da luzes.

6 – Mas Davi podia dizerV. 6: “Não tenho medo de milhares do povo que tomam posição contra mim de todos os lados.” Ele podia dormir em paz, e acordar tranquilo, porque Deus o sustentava. Esta era a sua maior segurança. Se Deus nos sustenta, não precisamos temer. Basta confiar em Sua segurança, porque Ele tem cuidado de nós.

7 – Certa vez, caminhavam por uma estrada escarpada, um pai com o seu filho de 5 anos. A noite era escura, a montanha se apresentava  áspera em seu apêndice.   O menino loquaz no início da jornada, a pouco e pouco silenciava, vestido pelo medo. Era escuro e ele estendeu a sua pequena mão, e tomou em sua mão débil a mão robusta, a mão calosa do papai, e disse:– “Papai, nós não estamos com medo, não é verdade?” Os dois juntos não estavam com medo, mas um sozinho temia. O contato da mão do pai lhe deu coragem naquela noite escura.
Sim, diz a Bíblia: “Eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela Minha mão direita, e te digo: Não temas, porque Eu te ajudo.” (Isa. 41:13).

IV – DAVI TEM CERTEZA
Sal. 3:7: “Levanta-te, Senhor! Salva-me, Deus meu, pois feres nos queixos a todos os meus inimigos e aos ímpios quebras os dentes.”

1 – Davi faz uma fervente prece. No v. 4, ele disse que clamava; no v. 7, ele apresenta o conteúdo do seu clamor.  Ele clama a Deus para que tome uma iniciativa e se levante para salvá-lo dos seus inimigos.

2 – Mas há uma expressão singular nesta oração: “pois feres nos queixos a todos os meus inimigos e aos ímpios quebras os dentes.” Os inimigos de Davi eram inimigos de Deus porque são “ímpios”. Alguns poderiam estranhar que um homem de Deus pudesse fazer tal oração. Não nos ensinou Jesus Cristo que orássemos em benefício de nossos inimigos? (Mt 5: 44). Sim, mas no contexto do Antigo Testamento, era isso mesmo o que  acontecia nas guerras de Israel que  foram ordenadas por Deus, a fim de serem executados os Seus julgamentos contra as nações ímpias. Os inimigos de Davi eram também inimigos de Deus, pois são chamados de “ímpios” (v. 7).

3 – Mas Davi também está falando em termos proféticos sobre o que acontecerá finalmente com todos os adversários de Deus. O salmo 3, que estamos estudando, diz que Deus fere os ímpios e quebra os seus dentes (v. 7). O Salmo 1, diz que “o caminho dos ímpios perecerá” (v. 6); o Salmo 2, diz que o Messias regerá as nações de ímpios “com vara de ferro”, e serão despedaçadas (v. 9), e esta é uma profecia que se cumpre escatologicamente em Ap 19:15, onde lemos: “Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso.”

4 – Davi tem certeza de salvação. Ele tem a certeza de que a salvação é propriedade de Deus: V. 8: “Do Senhor é a salvação”. Mais tarde, quando Jonas se encontrava no ventre do grande peixe, em meio ao seu desespero, ele disse: “Ao Senhor pertence a salvação!” (Jn 2:9). Assim devemos nós ter certeza de nossa salvação e dizer: “Salvação? Só em Deus!” Enquanto as pessoas confiarem em si mesmas para a salvação, jamais poderão ter certeza de serem salvos. A certeza de salvação só ocorre quando descansamos em Deus.

5 – Davi ora pelos seus inimigos. Ele continua a sua oração dizendo no v. 8: “e sobre o teu povo, a tua bênção.” Davi estava decepcionado com o seu povo, mas não estava decepcionado com Deus. E se o seu povo era o povo de Deus, ele é capaz de orar em favor do seu povo, perdoar a traição e rogar a bênção de Deus para o mesmo povo. Aqui o pastor de Israel ora por seu povo que o traía, e deseja-lhes a bênção de Deus. Ele cumpriu as palavras de Jesus, amando os inimigos e orando por eles. Esta é a nobreza de Davi cujo coração era semelhante ao coração de um Deus perdoador e completamente misericordioso.

6 – Você está orando pelos seus inimigos? Ora por seus traidores? Muitas pessoas se dizem cristãs, mas estão sendo usadas pelo arqui-inimigo, Satanás. Se alguém está perseguindo a você, talvez ele esteja sendo enganado por outros, como muitos dentre o povo de Israel estavam sendo enganados por Absalão e seus líderes seguidores. O que fazer? Você deve orar por eles, a fim de que a bênção de Deus seja sobre eles, e finalmente sejam iluminados e reconheçam que fazem o trabalho do inimigo de Deus, e se convertam e sejam transformados em amigos.

7 – Um dia veremos todos os inimigos sendo destruídos, mas hoje ainda há tempo para que muitos se convertam e deixem de fazer a obra de Satanás e façam as obras da justiça de Deus. Não temos tempo para formar inimizades, e nos ofender por pouco, muito menos abandonar a igreja por motivos corriqueiros. Não temos tempo de nos vingar. Isso é um assunto para Deus resolver. Vamos hoje assegurar a nossa própria salvação. O nosso tempo também deve ser dedicado pregando a mensagem de que “Do Senhor é a salvação!”

quarta-feira, maio 29, 2019

TU PORÉM PERMANECE NAQUILO QUE APRENDESTE E DE QUE FOSTES INTEIRADO - 2TM 3.14

Características de Uma Geração Que Não Permaneceu Naquilo Que Aprendeu - Jz 2.7-23


Durante toda a vida de Moises, de Josué e dos anciãos, o povo de Israel, estavam vivendo de acordo com os mandamentos de Deus. Israel é povo peculiar de Deus. Mas, Israel mesmo depois de receber as benção das terras que Deus tinha dado a eles atraves de Seu servo Josué, eles se corromperam seguindo os deuses.

PRIMEIRA CARACTERÍSTICA DE UMA GERAÇÃO QUE NÃO PERMANECEU NO QUE APRENDEU É: "UMA GERAÇÃO PROSTITUTA"

Nos vv. 12a e 13 da leitura, vemos que a geração que sucedeu a geração de Josué foi uma geração que deixou o seu noivo, para se prostituir perante os deuses que nada podem, que nada fazer.


SEGUNDA CARACTERÍSTICA DE UMA GERAÇÃO QUE NÃO PERMANECEU NO QUE APRENDEU É: "UMA GERAÇÃO QUE PROVOCA A IRA DE DEUS"

No vv. 12ultima parte, vemos que o escritor é explicito quando diz que a geração provocava a ira de Deus.


TERCEIRA CARACTERÍSTICA DE UMA GERAÇÃO QUE NÃO PERMANECEU NO QUE APRENDEU É: "UMA GERAÇÃO QUE VIVIA EM APERTOS"

No vv. 15,