domingo, fevereiro 23, 2014

Resistindo As Tentações

Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Tiago 4:7
Quando a palavra do Senhor nos diz que devemos resistir ao diabo, é porque certamente ele virá nos provocar, virá com o intuito de desviar nossos passos do caminho correto, de nos tirar do foco que Deus planejou para nossas vidas. Nenhum exemplo que possamos usar pode ser maior que, o de Jesus, Ele, nos demonstra um teste de resistência infalível, o método correto que todo o cristão deve utilizar se quiser vencer. A Bíblia.
Opor resistência, não se dobrar aos interesses do afrontador, senso do seu chamado, prudência no falar, conhecimento das armas do inimigo, são os atributos que devem ser usados na hora certa. Tudo que o inimigo das nossas almas planeja é nos afastar daquilo que Deus traçou para nossas vidas, foi assim que aconteceu com Jesus, Jesus foi conduzido a pleno deserto, ou seja, Jesus foi exposto todos os instantes a tortura, e, as setas do adversário, cujo objetivo era fazer Jesus oscilar, para que, o projeto de Deus fosse inutilizado, Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. Mateus 4.
Porém, Jesus permaneceu firme, nem se quer quis contender com o diabo, Jesus não usou a se rebaixar para discutir com satanás, Ele sabia quais eram os planos do inimigo, e que, este, estava fazendo o seu papel na tentativa de frustrar os projetos de Deus, Jesus com infinita sabedoria, usou a palavra para combater todas as armações de satanás. Jesus, mesmo sendo Deus, utilizou o que estava escrito, a espada correta que mata e da vida. Isto, que dizer, para mim e você, que, o poder para resistir às tentações que surgem para afastar as nossas vidas da direção de Deus, é a palavra.
Não há outra forma para resistir às tentativas das trevas, não há como permanecer posicionado contras as hostes tenebrosas, se, não usarmos a palavra de Deus, os nossos conhecimentos humanos são mera suposição, não conseguirão invalidar as artimanhas do inimigo, porque ele é espirito, e, para derrotá-lo precisamos estar em espirito, Jesus foi levado em Espirito para ser tentado, Jesus estava aqui como homem, ele precisou estar em plena ligação com Deus. Todos nos somos levados para o deserto todos os dias, obviamente que, nosso deserto é diferente do de Jesus, porque a missão de Jesus, nenhum ser humano conseguiria suportar, por isso que, a tentação Dele, foi tão veemente, contudo, Deus jamais permite que sejamos tentados além do que podemos suportar, Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar, 1 Coríntios 10:13.
Deus jamais permitirá que, venhamos passar por provações sem antes reservar a vitória para as nossas vidas, o que precisamos conhecer é a palavra de Deus, para que, venhamos utilizá-la quando preciso for, Jesus naquele momento precisa usar a palavra, se Ele, usasse o seu poder, Ele iria se submeter aos caprichos de satanás, se Ele usasse seu conhecimento como Deus, Ele, estaria realizando a vontade do inimigo também. Jesus precisava utilizar o que Deus deixou, é que, todos tinha conhecimento, inclusive satanás, mais porque Jesus agiu assim? Para mostrar bem claro que, Ele, veio para fazer a vontade de Deus, Então disse: Eis aqui venho (No princípio do livro está escrito de mim), Para fazer, ó Deus, a tua vontade, Hebreus 10:7.
Isto evidência que, só podemos resistir às tentações se estivermos sujeito à vontade de Deus, todas as investidas do inimigo contra a vida de Jesus foram frustradas, porque, Jesus estava submerso a vontade de Deus, Jesus estava ciente da sua missão aqui na terra, Ele sabia qual o motivo para está aqui, então, por mais que o inimigo investisse, não conseguiria invalidar o desígnio de Deus, porque a vontade de Deus sempre supera as forças e estratégias do mal sobre a vida daqueles que estão dentro do querer de Deus.
Precisamos entender que, a função do inimigo sempre será investir contra as nossas vidas, ele fará de tudo para nos destruir, para nos afastar do querer de Deus, desde a criação do universo isto acontece, o trabalho do diabo é tentar danificar e parar os projetos de Deus, esta é a sua natureza, ele vive em prol disso, mais aqueles que estão sujeito ao agir de Deus, possui este conhecimento e também está convicto que nenhuma força maligna poderá lhe destruir, porque, este tem procurado seguir os planos e metas que Deus lhe incumbiu, então, Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;1 Pedro 5:8
Seja forte e corajoso, se o Senhor lhe mandou para determinada missão, Ele já reservou a tua vitória, tudo é uma questão de tempo, o deserto vai ter que acabar, começará então a subida para os montes, se o Senhor permitiu que o diabo te cirandasse, é porque, Deus sabe que você tem o poder da palavra em sua vida, e, no momento exato, o Espirito de Deus vai te dar sabedoria e te capacitar para destruir as obras das trevas, porque, você não ira o usar o que é seu, mais o que é de Deus, pois, só existe um, que pode destruir as obras do mal, aquele cuja a natureza é ser Bom, E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é Deus. Marcos 10:18, Use em todo o momento, aquilo que você tem de melhor em sua vida, a palavra de Deus, se você ainda não o conhece, procure conhecer já, então você será mais que um vencedor e nenhuma força do mal poderá te inutilizar, Está em seu poder a arma que derrota qualquer inimigo, a Bíblia, leia-a, e, use na tua vida.

Siga em frente! Olhar para traz jamais.

Hebreus 10:38 “Mas o justo viverá da fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. “ A Palavra diz que se o justo recuar, retroceder ou pensar em voltar atrás, o Senhor não terá prazer nele, ou seja, na pessoa que um dia confiava Nele e agora não confia mais.

Quem sabe você esteja vivendo um período negro em suavida e de muitas dúvidas e, de vez em quando, a sua fé desaba, mas se você já entrou na batalha, não olhe para atrás. Não recue! Não desista! Siga em frente. Muitos lideres que tinham cargos na Igreja, eram ministros de louvor, da EBD, professores de seminários e outros departamentos na Igreja, infelizmente recuaram e entregaram seus cargos, e abandonaram a Fé. Amados! Ainda que todas as circunstancias na sua vida pareça impossível para você, não olhe para traz e não desista, porque Deus se agrada dos que seguem em frente, Deus se alegra quando você insiste, quando você luta mesmo quando as circunstancias estão parecendo contrarias as nossas.
Medite nesta passagem da Bíblia narrada em Romanos. “Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé”, Romanos 1:17. O justo fala em conguista, fala em seguir em frente, fala de vitórias nunca pensa em derrotas, é assim que devemos ser. A desistência das coisas de Deus só toma conta daquele que não vigia, não ora e não trabalha. Quando a alma esfria, o mal se aproximam dela, para vence-la, pela tentação.
A fé narrada em Hebreus 10:38, é o elemento indispensável na vida do servo de Deus, dela depende a própria salvação veja: ” Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo “ Mateus 24:13. Para conquistarmos a salvação é necessário prossegui, continuar o caminho olhando pra frente sempre pra frente.

Desperta, Tu que Dormes!

Vinte centavos. Esse foi o estopim que detonou protestos em São Paulo na metade de 2013 e que se espalharam por várias cidades brasileiras. Nas redes sociais, sinalizavam que uma onda de indignação varria o país, a maior nas últimas duas décadas. 
Não quero discutir o rumo (ou “a falta de”) que as manifestações tomaram. Ao refletir sobre o momento atual da Igreja, meu coração ficou inquieto. Permitam-me compartilhar alguns pensamentos.
Como resposta às orações de muitos crentes fiéis, o evangelho se espalhou no país e o rebanho experimentou altíssimas taxas altas de crescimento. Segundo José Eustáquio Diniz Alves, professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, do IBGE, os evangélicos ultrapassarão o número de católicos em 2040.
É com grande alegria que ouço inúmeras histórias emocionantes de vidas transformadas, mas creio que a aglutinação de conversões também deveria produzir mudanças em larga escala. Explico: a população evangélica aumentou, mas a presença desse sal não é percebida em muitas áreas importantes da vida da nação. Triste lembrar que vozes exaltadas geralmente indicam destempero.
O capítulo 25 de Mateus revela um parentesco perturbador dos excluídos (em suas variadas formas): são irmãos de Jesus. “O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram”. Qual o grau de prioridade que esse tipo de serviço ocupa em nossas comunidades tantas vezes voltadas para si mesmas?
A igreja primitiva contava com a simpatia de todo o povo (Atos 2.47), algo que infelizmente não ocorre atualmente. Talvez o fato de nossa missão ter-se transformado em omissão contribua para a imagem desgastada que a igreja enfrenta em muitos segmentos.
Quais seriam os “vinte centavos” capazes de nos despertar da insensibilidade? Que o Pai afine nossa mente e coração para que o mundo o reconheça através de nosso serviço.
Carlos Bezerra Jr. , pastor, médico e discípulo de Jesus disfarçado de deputado. Autor de lei apontada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como referência mundial no combate ao trabalho escravo. Criador do Programa Mãe Paulistana. Único parlamentar evangélico apontado como o melhor político de São Paulo pela ONG Voto Consciente – que fiscaliza a função pública. Casado com Patrícia Bezerra, pai da Giovanna e da Giulianna.

O que é oração? Como devo orar?

Não andeis ansiosos de coisa alguma. Em tudo, porém sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições pela oração e pela súplica com ações de graças.
Filipenses 4:6
Deus tem um propósito a realizar, mas ele precisa que o homem esteja disposto a orar, para que se estabeleça Sua vontade aqui na Terra, está é a função da oração, preparar um caminho para que Deus realize Sua vontade, assim como uma locomotiva necessita dos trilhos para andar, Deus necessita da oração do homem para levar adiante Sua vontade, sendo assim o homem deve fazer com que sua vontade seja unida com a vontade de Deus para que se estabeleçam seus designos, como podemos ver em 1 Jo 5:14-15 “E esta é a confiança que temos para com ele, que, se pedirmos alguma cousa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito.”, a oração tem como objetivo que nós venhamos a fazer com que a vontade de Deus se estabeleça aqui na terra, desta forma, devemos conhecer melhor a vontade de Deus, para que nossas orações sejam agradáveis a Deus e nossos propósitos sejam cumpridos.
A oração é o estabelecimento de um diálogo do homem com Deus, sendo que, devemos estar atentos a resposta de Deus, que vem através de nosso espírito ou através das circunstâncias exteriores. É através da oração que nós colocamos nossas ansiedades nas mãos de Deus, crendo que Ele é poderoso para nos dar paz interior, e resolver nossos problemas da melhor maneira possível para nosso crescimento espiritual. Quando somos iluminados por Deus, em nossa consciência, de nossos pecados, nós devemos imediatamente pedir perdão a Deus, através da oração, pedindo para sermos lavados pelo seu sangue, e nossos pecados seram perdoados.
Devemos estar sempre orando, para sermos guardados das tentativas de satanás de nos levar ao pecado. Podemos dizer que a oração é o nosso termômetro espiritual, quando nós não conseguimos orar, indica que não estamos bem espiritualmente. Devemos aprender a observar o falar divino, em nosso espírito, enquanto estamos orando, pois Deus se comunica conosco através de nossa intuição, que é uma das partes do nosso espírito, mas cabe a nós, utilizando o nosso conhecimento bíblico, discernirmos se é ou não de Deus este falar, pois o inimigo pode também tentar nos enganar, lançando pensamentos em nossa mente que sutilmente nos induziram ao pecado.
Vamos analisar o trecho da Bíblia mais importante sobre a oração, que se encontra em Mt 6:5-13:
5 E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.
6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.
8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.
9 Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
10 venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;
11 o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;
12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;
13 e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!
A oração não é algo formal, para atrair a atenção do homens, como faziam os fariseus, e por isso foram condenados (v. 5). Eles estavam acostumados a orar formalmente 18 vezes ao dia, segundo as leis herdadas dos antepassados, e observavam com rigor pontual os horários destinados à oração, onde quer que estivessem. Por isso, com freqüência eram obrigados a orar em público, e os judeus, admirados, sempre os surpreendiam em sua prática nas esquinas das ruas. A oração passou a ter , então, caráter de mero ritualismo, sem consistência espiritual, onde o que contava era a exterioridade sofisticada de palavras vazias para receber o louvor humano.
A oração também não é como a reza, uma repetição interminável de enunciados que não traduzem os sentimentos do coração (v. 7). Este era o costume dos gentios, adeptos das religiões politeístas, que horas a fio repetiam mecanicamente as mesmas palavras diante de seus deuses, o que mereceu a veemente reprovação do Senhor Jesus, pois o mesmo estava ocorrendo com os praticantes da religião judaica.
Afinal o que é a oração? A melhor definição encontra-se, é obvio, na Bíblia. Nenhum conceito teológico expressa com a mesma clareza e simplicidade o que ela significa. A oração é segundo as Escrituras, uma via de mão dupla através da qual o crente , com se clamor, chega à presença de Deus, e este vem ao seu encontro, com as respostas (Jr 33:3 ” Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.”). A oração é fruto espontâneo da consciência de um relacionamento pessoal com o Todo-Poderoso, onde não há espaço para o monólogo, pois quem ora não apenas fala, mas também precisa estar disposto a ouvir. É um diálogo onde o crente aprofunda sua comunhão com Deus e ambos conversam numa linguagem que tem como intérprete o Espírito Santo (Rm 8:26-27 “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.”) .
A Bíblia é o livro da oração . Suas páginas evocam grandes momentos da história humana que foram vividos em oração. Compare Js 10:12-15 “e os sidônios, e os amalequitas, e os maonitas vos oprimiam, e vós clamáveis a mim, não vos livrei eu das suas mãos? Contudo, vós me deixastes a mim e servistes a outros deuses, pelo que não vos livrarei mais. Ide e clamai aos deuses que escolhestes; eles que vos livrem no tempo do vosso aperto. Mas os filhos de Israel disseram ao SENHOR: Temos pecado; faze-nos tudo quanto te parecer bem; porém livra-nos ainda esta vez, te rogamos.;” e 2 Rs 6:17 “Orou Eliseu e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos para que veja. O SENHOR abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu.”. Desde o seu primeiro livro, Gênesis, até Apocalipse, fica claro que orar é parte da natureza espiritual do ser humano, assim como a nutrição é parte do seu sistema fisiológico. Os grandes fatos escatológicos, como previstos no último livro da Bíblia, serão resultado das orações dos santos, que clamam a Deus ao longo dos séculos pelo cumprimento de sua justiça (Ap 5:8 “e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos,”; Ap 8:3-4 “Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos.”).
Orar não pode ser visto como ato de penitência para meramente subjugar a carne. Em nenhum momento a Bíblia traz esta ênfase. Oração não é castigo (assim como a leitura das Escrituras), idéia que alguns pais equivocadamente passam para os filhos, quando os ordena a orar como disciplina por alguma desobediência. Eles acabam criando uma verdadeira repulsa à vida de oração, desconhecendo o verdadeiro valor que ela representa para as suas vidas, por terem aprendido pela prática a reconhecê-la apenas como meio de castigo pessoal. Ao contrário, se aprenderem que orar é ato que eleva o espírito e brota de maneira espontânea do coração consciente de sua indispensabilidade, como ensina a Bíblia, saberão cultivar a oração como exercício de profunda amizade com Deus que resulta em crescimento espiritual (Cl 1:9 ” Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;”). De igual modo, o mesmo acontecerá conosco.
Podemos observar o valor da oração, observando os heróis da fé, descritos em Hebreus 11, que exercitam sua fé através da oração. Não só eles, mas outros personagens da Bíblia tiveram igual experiência. Abraão subiu ao monte Moriá, para o sacrifício de Isaque, porque seu nível de comunhão com Deus através da oração era tal que ele sabia tratar-se de uma prova de fé (Gn 22:5-8 “Então, disse a seus servos: Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós. Tomou Abraão a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho; ele, porém, levava nas mãos o fogo e o cutelo. Assim, caminhavam ambos juntos. Quando Isaque disse a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos.”). É o exemplo da oração que persevera e confia. Enoque vivênciou a oração de maneira tão intensa que a Bíblia o denomina como aquele que andava com Deus (Gn 5:24 “Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si.”). É o exemplo da oração em todo o tempo.
Moisés trocou a honra e a opulência dos palácios egípcios porque teve o privilégio de falar com o Senhor face a face e com ele manter íntima comunhão por toda a vida , ver Êx 3:1-22 e Ex 4:1-17, ele é o exemplo da oração que muda as circunstâncias. Entre os profetas destaca-se, Elias, cujo exemplo Tiago aproveita para ensinar que o crente sujeito às mesmas fraquezas, pode diante de Deus (Tg 5:17-18 “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu. E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos.”). É o exemplo da oração que supera as deficiências humanas.
Esses heróis são as testemunhas mencionadas em Hb 12:1 “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,”. Ou seja, se eles, que não viveram na dispensação do Espírito Santo, tiveram condições de viver de modo tão intenso na presença de Deus, quanto mais o crente, hoje, que conta com o auxílio permanente e direto do Espírito Santo, movendo-o para uma vida de oração. Todos os crentes necessitam, devem e podem ter mesma vida de oração que os santos da Bíblia e tantos outros que a história eclesiástica registra, como George Muller, João Hide, Lutero e Watman Nee.
O maior exemplo de oração, no entanto, foi o próprio Mestre. Sendo ele o Filho de Deus, cujos atributos divinos lhes asseguravam o direito de agir sobrenaturalmente, podia dispensar a oração como prática regular de sua vida. No entanto, ao humanizar-se, esvaziou-se de todas as prerrogativas da divindade e assumiu em plenitude a natureza humana (Fp 2:5-8 “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.”) experimentando todas as circunstâncias inerentes ao homem, inclusive a tentação (Hb 4:15 “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.”; Mt 4:1-11 “A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.”).
Ora, isto significa que o Senhor dependeu tanto da oração como qualquer outra pessoa que se proponha a servir integralmente a Deus. Ela foi o instrumento pelo qual pôde suportar as afrontas, não dar lugar ao pecado, tomar sobre si o peso da cruz e vencer o maligno (Mt 26:36-46 “Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar; e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres. E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. E, voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os seus olhos estavam pesados. Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. Então, voltou para os discípulos e lhes disse: Ainda dormis e repousais! Eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima.”).
Os evangelhos registram a vida de oração do Mestre. Ele orava pela manhã (Mc 1:35 “Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava.”), à tarde (Mt 14:23 “E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só.”) e passava noites inteiras em comunhão com Deus (Lc 6:12 “Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus.”). Se Ele viveu esse tipo de experiência 24 horas por dia, de igual modo Deus espera a mesma atitude de cada crente. Não apenas uns poucos minutos, com palavras rebuscadas de falsa espiritualidade, para receber as honras dos homens, mas em todo o tempo, como oferta de um coração que se dispõe a permanecer humildemente no altar de oração.
A oração modelo, registrada em Mt 6:9-13, não é simplesmente uma fórmula para ser repetida. Se assim fosse, o Mestre não teria condenado as “vãs repetições” dos gentios. Seria uma incongruência. O seu propósito é revelar os pontos principais que dão forma ao conteúdo da oração cristã. Ela não é uma oração universal, mas se destina exclusivamente àqueles que podem reconhecer a Deus como Pai, por intermédio de Jesus Cristo. A oração do crente, sincera e completa em seu objetivo, traz em si estes aspectos:
  • .Reconhecimento da soberania divina (Pai nosso, que estás nos céus,);
  • Reconhecimento da santidade divina (santificado seja o teu nome;);
  • Reconhecimento da vinda do reino no presente e sua implantação no futuro (venha o teu reino;);
  • Submissão sincera à vontade divina (faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;)
  • Reconhecimento que Deus supre as nossas necessidades pessoais (11 o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;);
  • Disposição de perdoar para receber perdão (e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;);
  • Proteção contra a tentação e as ações malignas (e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal);
  • Desprendimento para adorar a Deus em sua glória (pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!)

Os requisitos para que uma oração seja eficaz são:

Nossas orações não serão atendidas se não tivermos fé genuína, verdadeira (Mc 11:24 “Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco.”; Mc 9:23 “Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê.”; Hb 10:22 “aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura.”, Tg 1:17 ” Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.”; Tg 5:15 “E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.”).
Nossas orações devem ser feitas em nome de Jesus, ou seja, devem estar em harmonia com a pessoa, caráter e vontade de nosso Senhor (Jo 14:13-14 “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.”).
A nossa oração deve ser feita segundo a vontade de Deus que muitas vezes nos é revelada pela sua palavra, que por sua vez deve ser lida com oração (Ef 6:17-18 “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”, 1 Jo 5:14 ” E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.”, Mt 6:10 “venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;”; Lc 11:2 “Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino;”; Mt 26:42 “Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.”) .
Devemos andar segundo a vontade de Deus, amá-lo e agradá-lo para que Ele atenda as nossas orações (Mt 6:33 “33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”; 1 Jo 3:22 “e aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável.”, Jo 15:7 “Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito.”; Tg 5:16-18 “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.”, Sl 66:18 “Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido.”, Pv 15:8 “O sacrifício dos perversos é abominável ao SENHOR, mas a oração dos retos é o seu contentamento.”).
Finalmente, para uma oração eficaz, precisamos ser perseverantes (Mt 7:7-8 “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.”; Cl 4:2 “Perseverai na oração, vigiando com ações de graças.”; 1 Ts 5:17 “Orai sem cessar.”; Sl 40:1 “Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.”).
Em princípio, o crente deve orar em todo o tempo (1Ts 5:17 “Orai sem cessar.”; Ef 6:18 “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”). É um estado permanente de comunhão com Deus, onde o seu pensar está ligado as coisas que são do alto (Cl 3:2 “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;”). É uma condição que não dá lugar para ser atingido pelos dardos inflamados do inimigo, pois seu espírito está sempre alerta, através da oração. Ele deve, no entanto, ter momentos específicos de oração pela manhã, à tarde ou à noite, como fez o nosso Senhor Jesus. Orações públicas, como as que se fazem nos cultos, são também uma prática bíblica, desde que não repitam o formalismo, a exterioridade e a hipocrisia dos fariseus. O Senhor Jesus mesmo, por diversas vezes, orou publicamente (Jo 11:41-42 “Tiraram, então, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me ouviste. Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste.”).
O lugar onde se mede a intensidade da comunhão do crente com Deus é no seu “lugar secreto” (Mt 6:6 “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.”) para estar a sós com o Senhor. É ali, sozinho, com as portas fechadas para as coisas que o cercam e abertas para o Senhor, que ele de fato revela se a oração é para si mera formalidade ou meio que o conduz à presença de Deus para um diálogo íntimo, pessoal e restaurador com Aquele que deseja estar lado a lado com seus filhos. “A menos que exista tal lugar, a oração pessoal não se manterá por muito tempo nem de maneira persistente”. A oração do crente não tem como propósito atrair a atenção dos homens, mas é o meio por excelência de seu encontro pessoal com Deus, para que cresçamos em fé e vivamos uma vida cheia do Espírito Santo, guardando-nos do maligno. Jesus é o Senhor. Amém.

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

A Trombeta e a Batalha

Pois também, se a trombeta der som incerto quem se preparará para a batalha? (I Co 14:8)
Pensando nos ministérios ligados ao louvor na Igreja é que queremos refletir sobre o texto bíblico acima.
Um primeiro passo seria associarmos: trombeta e batalha. Trombeta nos lembra música, porém batalha não se parece com música. Talvez até mesmo nos dê a impressão de que quando a batalha começa a “música” tem que parar.
O que o texto nos informa é que a batalha está relacionada com o sonido da trombeta. A nossa função enquanto ministério de louvor na igreja é preparar o povo para a batalha. Culto não é entretenimento, é batalha. Uma batalha espiritual.
Em toda batalha corre-se risco de vida ou morte. Esse é o tom da responsabilidade da nossa adoração. Só um soldado louco é que levaria “na brincadeira” uma batalha! A comunicação da trombeta faz com que o exército compreenda o que se deve fazer, sendo assim o papel de quem dá o sonido da trombeta é essencial. Um bom louvor facilita o pregador entregar a mensagem, um bom louvor por si só carrega uma mensagem contida na Palavra, um bom louvor ministra cura, libertação e salvação na vida das pessoas. Basta percebermos que nem toda gente compreende a Palavra, mas facilmente pode emocionar-se e ser tocada num louvor, esquece quem pregou, o que foi pregado mas fica com a mensagem do louvor na cabeça.
Damos sonido incerto: quando não damos testemunho, quando não vivemos aquilo que nós cantamos, quando damos show para os humanos e meditar se realmente estamos agradando à Deus, quando fazemos as coisas relaxadamente, quando tocamos, cantamos e não ouvimos a mensagem, quando deixamos a vaidade entrar e com isso expulsamos o Espírito Santo de nós.
O louvor na Igreja não serve de “aperitivo” até que venha a mensagem como prato principal. Quem de nós pode dizer quando o Senhor irá operar no culto? A batalha já existe antes do culto, e torna-se mais renhida quando o culto começa. Não tendo uma visão nítida do mundo espiritual, devemos tocar pela Fé, na certeza que a batalha está sendo vencida quando cumprimos a nossa parte.
O louvor fornece armas para que pessoas sendo libertas passem a lutar do nosso lado no exército. O louvor leva as pessoas a focarem suas mentes e corações no Senhor, prepara o nosso ser para desfrutar o mover daquele culto.
Não podemos esquecer que podemos dar “sonidos incertos” também nas “pequenas” coisas: volume do som, comportamento antes e depois da ministração do louvor, escolha das canções, “excessos” de uma maneira geral, roupas. Detalhes que fazem a diferença numa batalha em que há risco de vida.
A Batalha já começou! Estás pronto?!

O Deus que Sonda os Corações

Quem não conhece o lindo salmo 139 né? Caso ainda não tenha lido, sugiro que leia, pois é tremendo. Mas dentro deste Salmo queria hoje refletir sobre dois versículos, mais precisamente o 23 e o 24. Vamos a eles:
“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos.
E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.”
Chamou-me a atenção esse pedido de Davi, pois ele está primeiramente reconhecendo que quando Deus nos sonda e nos prova ele conhece todas as intenções de nosso coração, ele sabe direitinho o que está nele, o que nossos pensamentos meditam e tramam. Muitas vezes aparentamos tantas coisas e podemos se quiser aparentar para os homens a cara que queremos ser. Como a gente se engana com as pessoas. Quem já não olhou para alguém que fez algo horrível e já não disse; “Nunca imaginei que fulano fosse capaz de fazer algo horrível assim” ou ao contrário, quantas vezes vimos pessoas que parecem que não valem nada fazer atos admiráveis. Pois é, mas o objetivo aqui não exortar você a não julgar os outros por aparências, fica para uma próxima essa advertência. O objetivo dessa reflexão é fazer com que você ore da mesma forma que Davi orou no Vs. 24 “Vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno”. Geralmente somos ensinados que devemos olha para dentro de nós e nos examinarmos, assim como ensina 1° Coríntios 11: 28 e devemos fazer isso mesmo. Mas aqui Davi faz bem mais do que isso, Davi pede pra Deus examinar ele. Davi está pedindo pra Deus ir ao mais profundo do seu interior, e aqui vale citar outras versões desse pedido. A NTHL trás “Vê se há em mim algum pecado..” Na versão da AA está escrito “Vê se há em mim algum caminho perverso…” Na NVI “Vê se em minha conduta algo te ofende…” Em todas elas chegamos a conclusão de que no fim das contas Davi está pedindo pra Deus ver se tem algo que não presta na vida dele.
Agora, por que Davi, o homem segundo o coração de Deus, pede algo assim? Meu caro amigo minha cara a amiga, nós muitas vezes queremos julgar os outros, mas a real que não somos capazes de julgar nem a nós mesmos, não somos capaz nem de identificar nossos desejos maus. Davi não conhecia os textos de Jeremias, porque ele viveu bem antes que o profeta, mas Davi já conhecia um principio de Deus, que Jeremias revelou mais tarde em seu livro. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações”.(Jeremias 17:9-10) .
Não adianta, nosso coração é enganoso, perverso, e nem mesmo nós temos a capacidade de entende-lo. Olha só como a Bíblia é divinamente inspirada por Deus. Deus, muito depois por intermédio da boca de Jeremias revela mais claramente o que Davi já havia entendido no Salmo 139: Só Deus é capaz de sondar e provar no íntimo nossas intenções. E olha o que diz o final do Vs. 10 lá em Jeremias“…e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações” Ou seja, um coração mau, produzirá ações más, e assim o fim será terrível. Por entender isso que Davi clama: “Oh Deus vê se há mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” Davi queria Deus mostrasse o que existia de mais podre, os desejos perversos que nem mesmo Davi sabia que tinha, para que ele pudesse mudar o rumo e fazer a coisa certa.
Lendo esses versículos lembrei também que certa vez assisti um relato de um jovem (não foi algo que aconteceu com outra pessoa, foi o relato pessoal dele mesmo), e agora até faz mais sentido. Ele tinha uma namorada, os dois tinham um namoro nos principio Cristãos, eram virgens, tinham o desejo de só terem relações sexuais após o casamento assim como ensina a palavra, e ele contava que ele era bem prudente para evitar qualquer situação que pudesse levar os dois a pecar, cuidava de horários, locais em que se beijavam, era muito prudente.
Bom, certa vez ele teve um sonho (ele explicou todos os detalhes, mas aqui vou só relatar a parte que nos serve pra entender o que quero dizer) onde numa certa ocasião a namorada dele saiu caminhando por uma trilha em um lugar semelhante há uma chácara, e levou ele até uma casinha bem pequena, isso de noite, e os dois entraram ali, e começaram a se beijar, mão passando em todo lugar, mas a parte engraçada que ele mesmo achou, foi que quando ele pegou a namorada na feição realmente pra a partir dali começar a relação sexual de fato, foi como se os dois tivessem adormecidos, (ele contando ainda disse, “só em sonho mesmo”) e quando ele acordou (no sonho ainda), já era o outro dia, e ele apavorado que tinham passado a noite fora acordou namorada, viu ela guardando uma camisinha na bolsa que não tinha sido usada, e chamaram taxi, mas enfim, aí ele acordou do sonho na hora que ia ter que se explicar com o pai e com o sogro o que aconteceu naquela noite, que ele simplesmente sumiram. Deu sorte ainda hehehe.
Bom antes de ele continuar a gente poderia chegar algumas conclusões: Primeiro a namorada dele era uma safada, e ele nem sabia. Segundo: Deu problema na hora H e por isso dormiram. Bom, piada a parte, achei muito interessante à lição que ele ainda conseguiu tirar disso. Ele continuou contando que acordou muito tenso e mau com o que tinha sonhado, primeiramente até pensou naquelas duas hipóteses engraçadas que eu falei antes, mas logo depois foi orar e daí ele tristemente concluiu que o sonho no fundo manifestou um desejo que nem ele sabia que tinha, mas que se a situação fosse real, ele confessou que não ia fazer nada pra impedir, que no fundo bem que ele queria se ver numa situação, onde “sem querer” os dois tivessem sozinhos e aí então ele pudesse ter uma relação sexual. E o fato de ele te adormecido bem na hora, segundo ele, foi uma proteção de Deus no sonho onde o objetivo era só pra mostrar a intenção perversa que lá no fundo um dia poderia ser manifestada, foi até engraçado, mas numa realidade é impossível duas pessoas entrarem num sono tão profundo assim numa num momento quente desses. Ele conta que ia se sentir péssimo em acordar e ter uma lembrança de uma relação sexual com sua namorada, uma vez que seu rosto e seu corpo eram bem reais no sonho. Por isso definiu como uma proteção de Deus, onde foi revelado o quão frágil ele era, o quão perverso era seus desejos ocultos.

É Proibido Morar no Inferno

Por todos os lados onde nos direcionamos, encontramos, placas de advertência, placas de sinalização e indicação, estas placas estão ali, para que, nos conduza na direção correta e nos previna quanto aos cuidados que devemos tomar em determinadas situações, bem como, nos instruir para que não venhamos seguir caminho errado. Mas, não são poucas as vezes que podemos observar em determinado trajeto, transito intenso, e, logo adiante com aproximadamente 100 metros de distancia, encontramos uma passarela, no entanto as pessoas preferem arriscar suas vidas em frente aos veículos do que andar alguns minutos e continuarem vivos. Observemo-nos também, nas carteiras de cigarros as advertências, pois se inalado, causara mal, todos, tem consciência do fato, mais, muito prefere desobedecer e correr o risco em ficar doente ou até morre em consequência das tragadas, estes sabem que poderão ter um futuro trágico, mais insistem em continuarem no erro. Alguns até ironiza, “se o cigarro mata lentamente, eu não tenho pressa para morrem mesmo”.
Toda vez que avistamos uma placa com o sinal de proibido nossa mente logo se encarrega em nos alertar, se persistirmos em desobedecermos, algo ruim irá acontecer. Porque aquele sinal, quando percebido por nossa visão, nos informa automaticamente que ali atrás está o perigo ou a morte, se ultrapassarmos é porque optamos morrer. Nossas escolhas garantem o nosso futuro.
Existe uma placa de advertência feita por Deus e deixada na terra, a Bíblia Sagrada, nela esta as instruções pelas quais devemos seguir, através dela podemos saber o que nos espera amanhã, podemos aprender o que esta além dessa vida. Ela nos mostra claramente a existência de dois lugares que são eternos, isto é, que não haverá fim para eles. É, nestes lugares, para onde todos os mortais terão que ir, depois que o corpo sucumbir.
A advertência de Deus nos diz que, Existe lá na frente, Céu e Inferno. Nesta placa também estão às instruções para avaliarmos e decidirmos para onde irmos quando deixarmos de existir na terra. Vamos vê um pouco, quem não entrara no Céu. E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.Apocalipse 21:27 para ter acesso ao céu é necessário que, ainda aqui na terra, venhamos preencher o nosso cadastro que nos dá a legalidade de nos tornamos filhos legítimos de Deus, e como fazermos isto? Através de Jesus, fazendo Dele, Senhor absoluto em nossas vidas, confessando o publicamente, não tendo medo do que pode fazer o homem, não desistindo das batalhas, suportando as aflições, pois este sabe que já é mais que vencedor, não negando a sua fé, lutando dia e noite como verdadeiro guerreiro de Deus, O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Apocalipse 3:5 caso contrario, E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo. Apocalipse 20:15.
O que é Inferno? Senão profundeza, um submundo inferior, mais profundo do abismo. Isaías 14:15, é um lugar de desespero e tormenta, onde o sofrimento não cessa, a dor é o alimento diário dos seus moradores, onde não haverá nenhuma chance para os que lá estarem, E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. Lucas 16:26, no inferno será onde a irá de Deus prevalecerá na vida dos que, preferiram não obedecer a sua placa. É qual é o conselho da bíblia para não morar no inferno? Temer a Deus!Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer; temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, vos digo, a esse temei. Lucas 12:5.

Quem poderá ficar no inferno? Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte. Apocalipse 21:8, E todos os que se esquecem de Deus. Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus. Salmos 9:17. É horrível o inferno não é verdade, porém o pior está por vir, E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. Apocalipse 20:14, então, todos os que, encontravam-se no inverno, foi para dentro de lago em chama ardente, juntamente com toda a potestade do mal. E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.Apocalipse 20:10
E agora? Você prefere atentar para a sinalização de Deus e suas advertências, ou vai correr o risco quanto o que acontecerá? Você Decide Onde Passara a sua Eternidade.

terça-feira, fevereiro 04, 2014

OS ESFORÇOS E SOFRIMENTOS DOS PRE-REFORMADORES

 A necessidade de uma reforma completa dentro da Igreja Católica, no início do século XVI, tomara-se mais viva e era reclamada por muitos como remédio urgente para a cura das muitas graves chagas que afligiam o catolicismo. Esse período da Igreja, vivido pelos pré-reformadores, ficou conhecido como a fase da “Igreja Deformada”. Nesse ínterim, surgiram homens que exerceram grande influência sobre os reformadores. John Tauler foi um deles. E alguns consideram que ele foi protestante antes mesmo do protestantismo.
         Indubitavelmente, Lutero, o maior expoente da Reforma, entendeu a doutrina da justificação por meio das Sagradas Escrituras, mas foram os escritos de Tauler que corroboraram para que isso fosse possível. A influência principal dos escritos de Tauler ocorreu por conta de sua sistematização empenhada nessa doutrina: a justificação.
         Os pré-reformadores foram intelectuais que manifestaram suas insatisfações espirituais por não encontrarem na igreja romana, espaço para que pudessem exercitar sua fé. Essas insatisfações não tinham por objetivo criar uma nova igreja, mas, sim, fazer que a igreja romana voltasse à orientação da Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Dessa maneira, a Reforma deve ser vista como um movimento interno por parte de “católicos” comprometidos com a Palavra de Deus.
         Inicialmente, a Reforma tratou-se de um manifesto popular e, num segundo momento, esse manifesto foi incorporado à erudição dos intelectuais John Wycliff, John Huss, Jerônimo Savanarola e William Tyndale.


John Wycliffe (1328 - 1384)

         Pregador e reformador na Inglaterra. Era a favor da Bíblia como autoridade, e não o papa. Foi professor na Universidade de Oxford. Fez a primeira tradução completa do Novo Testamento para o Inglês. Queria reformar a Igreja. Era contra a venda de indulgências e, nessa questão, não contou com o apoio dos reis, que o protegeram do papa em outras ocasiões. Queria abolir as ordens religiosas. Não cria na transubstanciação (ou seja, a real presença de Jesus Cristo na eucaristia. A Igreja Católica acreditava na mudança da substância pão e vinho no próprio corpo e sangue de Jesus).
         Era nacionalista e, para ele, o Estado tinha o direito de tomar os bens de uma igreja corrompida. Opôs-se aos dogmas da Igreja Romana com idéias revolucionárias. Atacou a autoridade papal, colocando Cristo, e não o papa, como chefe da Igreja e a Bíblia, e não a Igreja, como a única autoridade para o crente. Segundo ele, a Igreja Romana deveria estar dentro dos padrões do Novo Testamento. Atacou também os poderosos senhores da Igreja e do Estado, pois tanto o poder espiritual quanto o temporal deveriam obedecer a limites.
         Para espalhar a Bíblia mais depressa, Wycliffe usou os serviços de seus amigos, como os irmãos Lollardos. Muitos desses amigos eram estudantes em Oxford. Vestidos de roupas simples, descalços, de cajado na mão e dependendo de esmolas, os amigos de Wycliffe percorreram toda a lnglaterraconduzindo seus manuscritos e pregando o evangelho!
         Em 1382, suas idéias foram condenadas em Londres. Então, foi obrigado a retornar para seu pastorado em Lutterwoth, cuja Paróquia lhe fora concedida pela coroa em reconhecimento pelos serviços que ele prestou.
         Wycliff morreu em 1384, devido a uma embolia. Por estar em comunhão com a Igreja, foi enterrado em terra consagrada. Mas, anos depois, foi condenado como herege pelo Concílio de Constança, sendo seus restos mortais exumados e queimados.

John Huss (1373-1415)

         Reformador tcheco foi reitor na Universidade de Praga, na Boêmia (parte da Tchecoslováquia). Pregou a Bíblia como autoridade. Suas pregações reformistas foram influenciadas pelos ensinos de Wycliffe. Suas idéias foram consideradas heréticas, obrigando-o a comparecer ao Concílio de Constança.
         O movimento reformista na Boêmia (que por questões de herança era ligada ao império alemão), iniciado por Huss, era apoiado pelos reis para limitar o poder da hierarquia eclesiástica associado a um desejo sincero de reforma que intentava corrigir os abusos da Igreja. Com o movimento, Huss pôde dar impulso à Reforma que pregava de púlpito. Na Capela de Belém (na Boêmia) deu continuidade a seus ideais relacionados à Reforma. Como apoiava as idéias de Wycliffe, foi proibido de pregar pelo papa, mas desobedeceu e permaneceu.
         Foi convocado pelo papa para comparecer a Roma. Recusou-se e foi excomungado. Mas como contava com o apoio dos reis e de quase toda a Boêmia, continuou pregando sobre a Reforma. Opôs-se às indulgências, pois ninguém podia vender uma coisa que vem unicamente de Deus. Por ser considerado um herege, deixou Praga e refugiou-se no Sul da Boêmia, onde continuou trabalhando em favor da Reforma e escrevendo obras. Foi chamado a comparecer ao Concílio de Constança para defender-se pessoalmente. Para garantir sua segurança, contou com um salvo-conduto do imperador Sigismundo. Mas isso não impediu ao Papa João XXI de tratá-lo como um prisioneiro. Foi levado à assembléia acorrentado. Mesmo possuindo um certificado do inquisidor da Boêmia, declarando sua inocência, foi acusado de herege.
         Caso se retratasse no Concílio, estaria confessando ser um herege e condenando seus seguidores. Então, não o fez.Entregou sua causa a Jesus Cristo, o juiz Todo-Poderoso. Foi encerrado na prisão. Seus inimigos queriam vê-lo vencido, pois sua execução seria uma mancha para o Concílio. Por fim, foi levado à fogueira usando uma coroa de papel decorada com diabinhos e, no caminho, teve de ver seus livros sendo queimados. Em sua última oração, disse: “Senhor Jesus, por ti sofro com paciência esta morte cruel. Rogo-­te misericórdia por meus inimigos”.
Huss morreu entoando salmos.


Jerônimo Savonarola (1452-1498)


         Nascido em Florença, Itália, pregava, como um dos profetas hebreus, para vastas multidões que enchiam sua catedral. Seus sermões eram contra a sensualidade e o pecado da cidade e os vícios do papa. A cidade penitenciou-se e se reformou, mas o Papa Alexandre VI procurou, de todos os modos, silenciar o virtuoso pregador (tentou até suborná-lo com o chapéu cardinalício), mas em vão.
         Foi enforcado e queimado na grande praça de Florença. Isso aconteceu dezenove anos antes das 95 teses de Lutero. Esse homem de Deus nos ensinou o que é fervor verdadeiro diante de uma sociedade corrompida!


William Tyndale (1494-1536)

         Nascido em 1494, na parte oeste da Inglaterra, Tyndale graduou-se na Universidade de Oxford em 1515, onde estudou as Escrituras no hebraico e no grego. Aos trinta anos, fez uma promessa que haveria de traduzir a Bíblia para o inglês para que todo o povo, desde o camponês até a corte real, pudesse ler e compreender as Escrituras em sua própria língua. Isso porque a Igreja Católica proibia severamente qualquer pessoa leiga de ler a Bíblia. Segundo o clero, o povo simples não podia compreender as Sagradas Letras, por isso precisava de sua ajuda. A interpretação era feita segundo a sua conveniência, e para fins políticos e financeiros.
         Com esse desejo em seu coração, Tyndale partiu para Londres em 1523, buscando um lugar que pudesse dar início ao seu projeto. Não sendo recebido pelo bispo de Londres, Humphrey Munmouth, um comerciante de tecido, lhe deu todo apoio necessário. Em 1524, Tyndale foi obrigado a deixar a Inglaterra e partir para a Alemanha para dar continuidade ao seu trabalho. Essa mudança deveu-se às grandes perseguições que sofrera por parte da Igreja Católica.
         A proibição da leitura da Bíblia agravou-se de tal maneira que se uma criança recitasse a oração do “Pai Nosso” em inglês toda a sua família era condenada a ser queimada na estaca. Na Alemanha, ele se estabeleceu na cidade de Hamburgo e, provavelmente, conheceu Martinho Lutero, pois eram contemporâneos. Ambos traduziram o Novo Testamento baseado no Manuscrito Grego, compilado por Erasmo, em 1516.
         William Tyndale concluiu a tradução do Novo Testamento em 1525. Quinze mil cópias em seis edições foram impressas pela proteção de Thomas Cromwell, vice-regente do rei Henrique VIII, e contrabandeadas por comerciantes para a 1nglaterra entre 1525 e 1530.
         As autoridades da Igreja Romana deram ordem para confiscar e queimar todas as cópias da tradução de Tyndale, porém eles não podiam parar o fluxo da entrada de Bíblias vindas da Alemanha para a Inglaterra. Até mesmo na Escócia, mercadores escoceses estavam levando a Bíblia para o seu povo. O próprio William não podia regressar, à Inglaterra, pois estava sendo procurado e tido como fora-da-lei. A leitura de seus escritos e tradução do Novo Testamento haviam sido legalmente proibidas. Contudo, ele continuou suas revisões e correções até que sua edição final do Novo Testamento foi cumprida em 1535. Com esta conclusão, Tyndale iniciou a tradução do Velho Testamento, porém não viveu bastante a ponto de terminá-la.
         Tyndale traduziu o Pentateuco, Jonas e alguns livros históricos. Em maio de 1535, foi preso e levado a um castelo perto de Bruxelas, onde ficou aprisionado por mais de um ano. Durante esse tempo, um de seus companheiros, Miles Coverdale, concluiu a tradução do Velho Testamento, baseada no trabalho de seu companheiro.
Chegou, porém, o dia do julgamento de Williarn Tyndale e ele foi condenado à morte por haver colocado as Escrituras na mão do povo inglês. No dia 6 de outubro de 1536, foi estrangulado e, em seguida, queimado na estaca. O ato ocorreu publicamente.
         Suas últimas palavras antes de morrer foram: “Senhor, abre os olhos do rei da Inglaterra”.