domingo, janeiro 03, 2016

Escatologia - O Estado Intermediário dos mortos

E no Hades, ergueu o olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio” Lucas 16.23

Hoje estudaremos sobre o Estado Intermediário dos mortos. O assunto é estudado sob a visão dos argumentos existentes, os quais contribuem para esclarecimentos da doutrina bíblica. São apresentadas, também, algumas heresias sobre o assunto e, por último, o que ocorreu após a obra de Cristo no Calvário.

O Estado Intermediário representa um lugar espiritual fixo onde as almas e os espíritos dos mortos aguardam a ressurreição de seus corpos, para apresentarem-se, posteriormente, perante o Supremo Juiz.

Como existe uma diversidade de interpretações a respeito e, para evitar confusão de idéias acerca do Estado Intermediário, devemos aclarar essa doutrina.


I. A VIDA DEPOIS DA MORTE

São vários os argumentos que reforçam a doutrina bíblica sobre a vida além-túmulo.
1. Argumento histórico. Se a questão da vida além-morte estivesse fundamentada apenas em teorias e conjecturas filosóficas, ela já teria desaparecido. Mas as provas da crença na imortalidade estão impressas na experiência da humanidade.

2. Argumento teleológico. Procura provar que a vida do ser humano tem uma finalidade além da própria vida física. Há algo que vai além da matéria de nossos corpos, é a parte espiritual. Quando Jesus Cristo aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a incorrupção, estava, de fato, desfazendo a morte espiritual e concedendo vida eterna, a imortalidade (2Tm 1.10). A vida humana tem uma finalidade superior, uma razão de ser, um desígnio.

3. Argumento moral. Há um governador moral dentro de cada ser humano chamado consciência que rege as suas ações. Sua existência dentro do espírito humano indica sua função interna, como um sensor moral, aliado à soberania divina.

4. Argumento metafísico. Os elementos imateriais do ser humano denunciam o sentido metafísico que compõe a sua alma e espírito. Esses elementos são indissolúveis; portanto, como evitar a realidade da vida além-morte? É impossível! A palavra imortalidade no grego é athanasia e significa literalmente ausência de morte. No sentido pleno, somente Deus possui vida total, imperecível e imortal (1Tm 1.17). Ele é a Fonte de vida eterna e ninguém mais pode dá-la. No sentido relativo, o crente possui imortalidade conquistada pelos méritos de Jesus no Calvário (2Tm 1.8-12).


II. O QUE NÃO É ESTADO INTERMEDIÁRIO
1. Não é Purgatório. Heresia lançada pelos católicos romanos para identificar o Sheol-Hades como lugar de prova, ou de segunda oportunidade, para as almas daquelas pessoas que não conseguiram se purificar o suficiente para galgarem o céu. Declara a doutrina romana que é uma forma desses mortos serem provados e submetidos a um processo de purificação. Entretanto, essa doutrina não tem base na Bíblia e é feita sobre premissas falsas. Se o Purgatório fosse uma realidade, então a obra de Cristo não teria sido completa. Se alguém quer garantir sua salvação eterna, precisa garanti-la em vida física. Depois da morte, só resta a ressurreição.

2. Não é o Limbus Patrum. O vocábulo limbus significa borda, orla. A ideia é paralela ao Purgatório e foi criada pelos católicos romanos para denotar um lugar na orla ou na borda do inferno, onde as almas dos antigos santos ficavam até a ressurreição. Ensina ainda essa igreja que o limbus patrum (pais) era aquela orla do inferno onde Cristo desceu após sua morte na cruz, para libertar os pais (santos do Antigo Testamento) do seu confinamento temporário e levá-los em triunfo para o céu. Identificam “o seio de Abraão” como sendo o limbus patrum (Lc 16.23). Mas, o limbus patrum não tem apoio bíblico, e nem existe uma orla para os pais (santos antigos).

3. Não é o Limbus Infantus. A palavra infantus refere-se à crianças. Na doutrina romana, havia no Sheol-Hades um lugar especial de habitação das almas de todas as crianças não batizadas. Segundo essa doutrina, nenhuma criança não batizada pode entrar no céu. Por outro lado, é inaceitável a idéia do limbus infantus como um lugar de prova, também, para crianças.

4. Não é um estado para reencarnações. Não é um lugar de migrações e perambulações espaciais.
Os espíritas gostam de usar o texto de Lucas 16.22,23, para afirmarem que os mortos podem ajudar os vivos. Mas Jesus, ao ensinar sobre o assunto, declarou que era impossível que Lázaro ou algum outro que estivesse no Paraíso saísse daquele lugar para entregar mensagem aos familiares do rico. Jesus disse que os vivos tinham “a Lei e os Profetas”, isto é, eles tinham as Escrituras. Os mortos não podiam sair de seus lugares para se comunicarem com os vivos. Portanto, é uma fraude afirmar essa possibilidade de comunicação com os mortos. Usam equivocadamente João 3.3 para defenderem a idéia da reencarnação. Vários textos bíblicos anulam essa falsa doutrina (Dt 18.9-14; Jó 7.9,10; Ec 9.5,6; Lc 16.31).

III. O QUE É ESTADO INTERMEDIÁRIO
1. É uma habitação espiritual fixa e temporal. Biblicamente, o Estado Intermediário é um modo de existir entre a morte física e a ressurreição final do corpo sepultado. No Antigo Testamento, esse lugar é identificado como Sheol (no hebraico), e no Novo Testamento como Hades (no grego). Os dois termos dizem respeito ao reino da morte (Sl 18.5; 2Sm 22.5,6). É um lugar espiritual em que as almas e espíritos dos mortos habitam fixamente até que seus corpos sejam ressuscitados, para a vida eterna ou para a perdição eterna. E o estado das almas e espíritos, fora dos seus corpos, aguardando o tempo em que terão de comparecer perante Deus.

2. E um lugar de consciência ativa e ação racional. Segundo Jesus descreveu esse lugar, o rico e Lázaro participam de uma conversação no Sheol-Hades, estando apenas em lados diferentes (Lc 16.19-31). O apóstolo Paulo descreve-o, no que tange aos salvos, como um lugar de comunhão com o Senhor (2Co 5.6-9; Fp 1.23). A Bíblia denomina-o como um “lugar de consolação”, “seio de Abraão” ou “Paraíso” (Lc 16.22,25; 2Co 12.2-4). Se fosse um lugar neutro para as almas e espíritos dos mortos, não haveria razão para Jesus identificá-lo com os nomes que deu. Da mesma forma, “o lugar de tormento” não teria razão de ser, se não houvesse consciência naquele lugar. Rejeita-se segundo a Bíblia, a teoria de que o Sheol-Hades é um lugar de repouso inconsciente. A Bíblia fala dos crentes falecidos como “os que dormem no Senhor” (1Co 15.6; 1Ts 4.13), e isto não refere-se a uma forma de dormir inconsciente, mas de repouso, de descanso. As atividades existentes no Sheol-Hades não implicam que os mortos possam sair daquele lugar, mas que estão retidos até a ressurreição de seus corpos para apresentarem-se perante o Senhor (Lc 16.19-31; 23.43; At 7.59).


IV. O SHEOL-HADES, ANTES E DEPOIS DO CALVÁRIO
1. Antes do Calvário.
Sheol-Hades dividia-se em três partes distintas. Para entender essa habitação provisória dos mortos, podemos ilustrá-lo por um círculo dividido em três partes. A primeira parte é o lugar dos justos, chamada “Paraíso”, “seio de Abraão”, “lugar de consolo” (Lc 16.22,25; 23.43). A segunda é a parte dos ímpios, denominada “lugar de tormento” (Lc 16.23). A terceira fica entre a dos justos e a dos ímpios, e é identificada como “lugar de trevas”, “lugar de prisões eternas”, “abismo” (Lc 16.26; 2Pe 2.4; Jd v.6). Nessa terceira parte foi aprisionada uma classe de anjos caídos, a qual não sai desse abismo, senão quando Deus permitir nos dias da Grande Tribulação (Ap 9.1-12). Não há qualquer possibilidade de contato com esses espíritos caídos; habitantes do Poço do Abismo.

2. Depois do Calvário.
Houve uma mudança dentro do mundo das almas e espíritos dos mortos após o evento do Calvário. Quando Cristo enfrentou a morte e a sepultura, e as venceu, efetuou uma mudança radical no Sheol-Hades (Ef 4.9,10; Ap 1.17,18). A parte do “Paraíso” foi trasladada para o terceiro céu, na presença de Deus (2Co 12.2,4), separando-se completamente das “partes inferiores“ onde continuam os ímpios mortos. Somente, os justos gozam dessa mudança em esperança pelo dia final quando esse estado temporário se acabará, e viverão para sempre com o Senhor, num corpo espiritual ressurreto.


CONCLUSÃO
Essa doutrina bíblica fortalece a nossa fé ao dar-nos segurança acerca dos mortos em Cristo, e é a garantia de que a vida humana tem um propósito elevado, além de renovar a nossa esperança de estar para sempre com o Senhor.


AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Bibliológico
“A maioria dos israelitas, porém, olhava para a vida com uma atitude positiva (Sl 128.5,6). O suicídio era extremamente raro, e uma vida longa era considerada bênção de Deus (Sl 91.16). A morte trazia tristeza, usualmente expressada com lamentações em voz alta e com luto profundo (Mt 9.23; Lc 8.52).
Os costumes israelitas de sepultamento eram diferentes daqueles praticados pelos povos em derredor. Os túmulos dos faraós ficavam repletos de móveis e de muitos outros objetos visando proporcionar-lhes o mesmo nível de vida no além. Os cananitas colocavam uma lâmpada, um vasilhame de óleo e um vaso de alimentos no esquife de cada pessoa sepultada. Os israelitas agiam doutra forma. O corpo, envolvido em pano de linho, usualmente ungido com especiarias, era simplesmente deitado num túmulo ou enterrado numa cova. Isso não significava, porém, que não acreditassem na vida no além. Falavam da ida do espírito a um lugar que, em hebraico, era chamado She’ol ou, às vezes, mencionavam à presença de Deus.” (Teologia Sistemática, CPAD)

Subsídio Doutrinário
“Várias religiões orientais, por causa do seu conceito cíclico da História, ensinam a reencarnação. Na morte, a pessoa recebe uma nova identidade, e nasce noutra vida como animal, um ser humano, ou até mesmo um deus. Sustentam que as ações da pessoa geram uma força, karma, que exige a transmigração das almas e determina o destino da pessoa na próxima existência. A Bíblia, todavia, deixa claro que agora é o dia da salvação (2Co 6.2). Não podemos salvar-nos mediante as nossas boas obras. Deus tem providenciado por meio de Jesus Cristo a salvação total que expia os nossos pecados, e cancela a nossa culpa. Não precisamos doutra vida para cuidar dos pecados e enganos desta vida, ou de quaisquer supostas existências anteriores. Além disso: ‘E como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação [inclusive a plenitude das bênçãos da nossa herança]’ (Hb 9.27,28).” (Teologia Sistemática, CPAD)

Subsídio Teológico
“A palavra ‘Paraíso’ é de origem persa e significa uma espécie de jardim, usada simbolicamente quanto ao lugar dos justos mortos. No Paraíso, Lázaro podia conversar com o rico que ali sofria o tormento dos ímpios, havendo entre eles um ‘abismo’ intransponível (Lc 16.18-31). Depois de Sua morte Jesus esteve ‘três dias e três noites no coração da terra’ (Mt 12.40; At 2.27; Ez 31.15-17). Paulo descreve esse lugar como ‘as regiões inferiores da terra’ (Ef 4.9). Portanto, concluímos que o Paraíso em que Jesus e o malfeitor entraram estava no coração da terra. Nesta descida ao Hades, Cristo efetuou uma grande e permanente mudança na região dos salvos, isto é, nas condições dos justos mortos. Ele ‘anunciou’ a Sua vitória aos espíritos ali retidos. É o que significa a expressão de Pedro, que ‘Cristo... pregou aos espíritos em prisão...’ (1Pe 3.18-20). A palavra usada no original implica em anunciar, comunicar; não pregar, como se entende em homilética.” (O plano divino através dos séculos, CPAD)

sexta-feira, janeiro 01, 2016

Barrabás ou Jesus Cristo?

Texto: Mateus 27:15-17

Introdução
A. As Escrituras estão cheias de exemplos de escolhas que homens tiveram que fazer (Deuteronômio 30:19; Josué 24:15; 2 Samuel 24:13; 1 Reis 3: 5).
B. Quando Pilatos ofereceu aos judeus uma escolha entre Barrabás e Jesus, isso pode parecer uma escolha fácil a partir de nossa perspectiva, mas para um judeu do primeiro século, a decisão certa não era tão fácil de fazer.

I. Um viveu; o outro morreu.

A. Barrabás foi injustamente absolvido; Jesus Cristo foi condenado injustamente (Lucas 23:17, 40-41, Isaías 53:3-8).
B. Barrabás viveu para si mesmo; Cristo morreu por outros (Romanos 5: 6-9; Hebreus 2:9).
C. Barrabás viveu durante algum tempo; Jesus vive para sempre (Romanos 6: 9-10; Hebreus 7:25; Apocalipse 1:18).
D. Barrabás rapidamente desapareceu de cena; Jesus causou o impacto mais profundo na história (Atos 5:34-39; Filipenses 2:9).

II. Uma buscava coisas terrenas; o outro buscava coisas celestiais.

A. Barrabás desejava estabelecer um domínio terreno para Israel sozinho; Jesus procurou estabelecer um reino celestial para as pessoas de todo o mundo (João 18:36; Filipenses 3:20; Hebreus 12:22-23).
B. Barrabás derramou o sangue de outras pessoas; Jesus derramou seu próprio sangue pelos outros (Mateus 26:28; Marcos 15:7; Lucas 22:20; João 10:17-18).
C. Barrabás fracassou seu nome; Jesus Cristo viveu e foi glorificado (Mateus 1:21; Lucas 19:10; 9:56; 1 Timóteo 1:15).

III. Um foi a escolha do homem; o outro foi a escolha de Deus.

A. Barrabás foi tipificado pelo bode expiatório; Cristo foi tipificado pela oferta pelo pecado (Levítico 16: 7-10, 21).
B. Barrabás foi ideia de um nobre de Israel; Deus declarou Cristo, o Rei dos reis (1 Timóteo 6:15).
C. O homem desejou Barrabás mesmo sendo ele um assassino; Deus glorificou Jesus, apesar de Ele ser rejeitado pelos seus (Atos 3:13-14).

Conclusão
A. Se você estivesse no lugar desses judeus diante de Pôncio Pilatos, quem você teria escolhido nesse dia?
B. Você faria a mesma escolha, quando a pressão fosse aplicada?
C. Você vai escolher Barrabás ou Jesus Cristo?

Sobrevivendo Aos Ataques Do Inimigo

Texto: II Samuel 5:17-25 

Introdução: 
No dia 7 de dezembro de 1941 os japoneses lançaram um ataque surpresa contra a base militar americana em Pearl Harbor. O ataque tirou a vida de mais de 2.300 militares norte-americanos. A maior parte da frota de aeronaves foram danificadas ou destruídas. Oito navios de guerra, 3 destroiers, e 3 cruzadores foram tirados de ação. Dois navios de guerra, Oklahoma e Arizona, foram completamente destruídos. O sucesso do ataque foi devido em grande parte ao elemento surpresa. As forças americanas não estavam preparadas para o ataque. 

Os americanos aprenderam muito com o ataque surpresa naquela manhã fatídica. Muitos cristãos foram atacados e derrotados espiritualmente pela surpresa de Satanás. Nossas vidas cristãs são vividas em um 
campo de batalha espiritual. Eu sou grato por aqueles momentos de descanso, mas parece que a vida consiste em uma batalha após a outra. Nosso texto revela uma batalha na vida de Davi. Há lições valiosas que podemos aprender sobre preparação e sucesso na batalha. Vamos considerar: Sobrevivendo aos ataques do inimigo

I. A Invasão Do Inimigo (17-18)
- Aqui, mais uma vez, como tantas vezes antes, o povo de Deus é confrontado pelos filisteus. Eles eram uma ameaça constante para a alegria e o bem-estar do povo. 

· Nos filisteus vemos uma imagem do sistema mundial, o mal guiado por Satanás, que se destaca como uma ameaça para os remidos. Nós temos um adversário que deseja minar e roubar nossa alegria e bem-estar. Ele não pode tirar a nossa alma; ele não pode mudar o que Cristo fez por nós, mas ele pode criar confusão e causar interrupções em nossas vidas. 

· Para superar precisamos entender quem é o inimigo e como ele opera. O ataque de Satanás é ilustrado nos filisteus. Observe: 

A. O momento deles (17)
Este era um momento alegre e vitorioso na vida de Davi. O sofrimento de anos foragido havia terminado. Ele havia sido ungido rei sete anos antes, mas esses anos foram cheios de batalha e desânimo. É agora, depois da morte de Saul, que ele foi ungido novamente, rei de todo o Israel. O plano de Deus para Davi como rei estava cumprido. 

· Assim que ele assumiu o trono, os filisteus atacaram. Eles não perderam tempo, querendo surpreender Davi antes que ele tivesse tempo para construir suas defesas. 

· O inimigo gosta de atacar quando menos esperamos. Muitas vezes a alegria do topo da montanha é interrompida devido ao ataque. Ele gosta de vir enquanto estamos desfrutando das bênçãos de Deus. Não podemos presumir que só porque está tudo bem, estamos imunes ao confronto. Temos de estar vigilantes em todos os momentos. É fácil baixar a guarda quando a vida está boa. 

B. A tenacidade deles (17) 
Davi não estava lidando apenas com alguns renegados ou um pequeno destacamento; ele foi confrontado com todos os filisteus. Eles tinham vindo com um objetivo em mente, derrubar o novo rei. Eles não iriam parar diante de nada para realizar seu objetivo, trazendo todos os homens disponíveis. 

· Devemos estar conscientes de que estamos diante de um adversário determinado. Ele é perigoso, como um cão que tenha sido ferido. Ele sabe que foi eternamente derrotado. Jesus conquistou totalmente Satanás no Calvário. Ele foi mortalmente ferido, mas ele deseja ferir o Senhor através da nossa derrota no pouco tempo que lhe resta. 

· Nunca devemos subestimar o poder do inimigo. Ele não está preocupado com o seu bem-estar; ele não se preocupa com a sua casa, a sua saúde ou a sua família. Ele é implacável e vai fazer o que pode para nos derrotar. Esta viagem que nós estamos não é um passeio no parque; é uma batalha, vidas estão em jogo! 

C. As táticas deles (18) 
Eles se estenderam pelo vale. Este era um filme de intimidação. Eles queriam criar medo no coração de Davi. Queriam que eles se concentrassem em seus números em vez de seus próprios planos para a batalha. 

· Satanás gosta de usar táticas de medo. Ele gosta de se concentrar sobre os nossos medos e problemas em vez de o Senhor. Deixe-me lembrá-lo que ele é um inimigo derrotado! Mantenha seu foco em Jesus; olhe para Ele e nunca baixe a guarda. Defenda sua posição em face da adversidade, através do poder de Deus. 

· Uma vez que você ganhou a vitória, permaneça vigilante, porque ele virá novamente. Satanás está buscando toda e qualquer oportunidade para atacar. 

II. A Reação De Davi (19-23)
- As coisas pareciam difíceis para o novo rei. A alegria de seu reino tinha sido interrompida pelo inimigo. Ele não tinha solicitado, mas o problema veio com ele. 

Não temos de procurar problemas; eles vão nos encontrar! A chave para superar as batalhas da vida é encontrada dentro da nossa reação, e a reação de Davi resultou em vitória. Estes versículos ensinam a grande verdade na forma como a nossa resposta pode e vai trazer a vitória. Observe: 

A. A prioridade de Davi (19a)
Ele consultou ao Senhor; Davi orou! A primeira coisa que fez foi procurar a ajuda de Deus. Ele não chamou as tropas, procurou um compromisso, ou planejou uma estratégia de saída, caso as coisas ficassem ruins, ele orou. Ele tinha estado nesta posição antes e Deus tinha fornecido, mas ele consultou a Deus. 

· A nossa prioridade quando o inimigo ataca deve ser a oração. Ele conhece a batalha que enfrentamos, a força que precisamos, e como isso tudo vai dar certo. Quando o problema vem; busque a Deus! Não comece tentando descobrir como sair do problema ou resolvê-lo. Não comece tentando reunir as tropas. E por todos os meios não aceite a derrota. Buscai o Senhor em todas as situações. Salmos 25:5 – “Guia-me na tua verdade, e ensina-me; pois tu és o Deus da minha salvação; por ti espero o dia todo”. 

B. A obediência de Davi (20-21) 
Depois de consultar a Ele, o Senhor instruiu Davi para subir contra o inimigo. Ele prometeu entregá-los na mão de Davi. Davi não perdeu tempo. Ele não esperou alguns dias, discutiu com Deus, ou procurou outra opinião. Ele fez o que Deus ordenou.

· A força e a graça de Deus são dadas para aqueles que são obedientes. Alguma vez você já orou e não gostou da resposta de Deus? Ele já mostrou algo em Sua Palavra que você não gostou? Nós não podemos debater com o Senhor; Ele sabe melhor. Uma vez que nós fomos ensinados à Sua maneira, somos obrigados a seguir. 

· Observe que Davi não apenas derrotou os filisteus; ele também destruiu os seus ídolos, V.21. Há algumas coisas que sabemos que são corretas. Os caminhos de Deus são sempre corretos. Seja obediente! 

C. A dependência de Davi (22-23)
Depois da derrota inicial, os filisteus vieram novamente. Lembre-se que o inimigo sempre retornará. Devemos ser cautelosos em tempos como estes. Davi tinha garantido uma batalha, mas ele não assumiu que a vitória estava garantida. Ele tinha estado em situações semelhantes, mas ele não tinha esquecido a sua necessidade de Deus. 

· A batalha não é nossa; ela pertence a Deus. Muitos cristãos têm ficado em apuros, tentando lidar com problemas por conta própria. Você pode ter estado nessa situação antes, mas sempre dependa de Deus. 

· Israel sofreu a derrota em várias ocasiões, porque eles entraram em uma batalha com orgulho em vez de Deus. Há momentos em que o Senhor nos quer parados e deixá-lo trabalhar. Ele pode estar pronto para lutar a batalha por nós. 

III. A Provisão de Deus (23-25)
- A derrota de Davi seria muito provável se ele tivesse passado na frente de Deus. Sua reação trouxe a provisão de Deus. 

A. Sua Orientação (23)
Na segunda ocasião, Deus não queria que ele enfrentasse o inimigo. Ele queria mostrar Seu poder. Deus levou-os a um monte de amoreiras. 

· Davi, um homem valente, teria provavelmente desejado cortar a cabeça do inimigo, mas ele seguiu a Deus. A vontade de Deus não vai levar você onde a Sua graça não pode mantê-lo. Estar na vontade de Deus é sempre o lugar mais seguro para estar. Salmo 48:14 – “Porque este Deus é o nosso Deus para todo o sempre; ele será nosso guia até a morte”. 

B. Sua Presença (24) 
Davi foi instruído a esperar até que ele ouvisse o som de uma marcha pelas copas das amoreiras. A presença do Senhor estaria com ele e passaria adiante dele! 

· Você não está feliz que nós não temos que lutar nossas batalhas sozinho? Nós podemos encontrar descanso, segurança e vitória na presença de Deus. Quando a presença e o poder de Deus estão do nosso lado o inimigo tem que fugir. 

· Eu não sei o que pode vir hoje ou o que vou enfrentar o amanhã, mas sei que ele vai estar lá comigo cada passo do caminho! Deus vai estar lá em sua fornalha ardente, na sua cova do leão, ou mesmo em sua prisão. 

C. Sua libertação (25) 

Davi seguiu a Deus e Ele trouxe a vitória. Ele livrou Davi e derrotou o inimigo. 

· Houve momentos em que senti a derrota era iminente, mas Deus interveio em meu favor! A batalha pode estar furiosa em sua vida hoje, mas, coragem no Senhor. Ele é capaz de lutar nossas batalhas e livrar-nos do mal. 

· Satanás pode causar-lhe sofrimento e dor, mas ele não pode destruir aqueles que pertencem a Deus. Servimos Aquele que pode fazer uma estrada no meio do mar. Ele pode fazer grandes e poderosas paredes ruir. Ele pode derrubar os gigantes em nossas vidas. Temos Seu poder para nos libertar. Salmos 34:7 – “O anjo do Senhor acampa em redor dos que o temem, e os livra”. Quando a batalha se trava, basta ouvir o som nas amoreiras! 

Conclusão: A vida é dura, mas Deus é maior do que o que quer que nós enfrentemos. Nós todos teremos batalhas para lutar, mas nós não estamos sozinhos. Talvez você precisar buscar a orientação do Senhor em sua vida para sobreviver ao ataque do inimigo. 

Talvez você nunca confiasse em Cristo para a salvação. Você não conhece a alegria de Cristo lutando suas batalhas. Por que não vir e buscar o Senhor para receber a salvação para que você também possa desfrutar de Seu grande poder em sua vida também?