terça-feira, março 08, 2016

SINAIS DA VINDA CRISTO

Neste estudo iremos mostrar alguns sinais que precedem a vinda de Cristo a este mundo, e que também são sinais do arrebatamento  da  igreja.

O BRAMIDO DO MAR E DAS ONDAS  SÃO LUCAS 21:25

·       Como  é do conhecimento de muitas pessoas, o planeta terra  corre um risco muito grande de vir a ser inundado pelas águas do oceano em  poucos anos, no ano de 1995 constatou-se que um  Iceberg  de  aproximadamente 2.900 km2 se desprendeu da Antártida e a maré  o conduziu  rumo a América do Sul, uma verdadeira montanha de gelo  se derretendo devido o grande calor que passamos,  isto é o  que deve acontecer de acordo com a afirmação dos maiores  cientistas do  planeta,  devido ao aumento do efeito estufa e  o buraco  na camada de Ozônio.

·       Uma reportagem do jornal o Estado de São Paulo, afirma que o nível do mar esta aumentando rapidamente, e que por volta do ano 2040 o mar já terá engolido cidades inteiras em todo o globo terrestre, e para se ter idéia da catástrofe, o Cristo Redentor no Rio de Janeiro só terá sua cabeça fora das águas, as águas do mar subirão tanto a ponto de subir até engolir montanhas inteiras.

·       Há anos as geleiras da Antártida e Polo Norte estão se derretendo, constata-se que a camada de gelo esta mais fina, e que em lugares onde só se avistava montanhas de gelo, hoje as geleiras estão se transformando em água.

O EFEITO ESTUFA

O efeito  estufa acontece porque a grande poluição  dos  carros,  industrias,  incêndios,  etc.  não saem da atmosfera da terra,  fazendo  assim uma camada ao redor do planeta que cada  vez  mais  vai aumentando a temperatura média da terra, causando  assim  um  calor insuportável, e com isso as geleiras do continente gelado a Antártida  e o polo Norte vão derretendo aos poucos, fazendo  com  que o nível do mar suba de maneira assustadora nos próximos anos,  e com isto as cidades situadas no litoral de qualquer Pais  serão  inundadas pelas águas do oceano, como é o caso de algumas cidades  da Europa que já sofrem as conseqüências.

O BURACO NA CAMADA DE OZÔNIO  

S. LUCAS 21:26  APOC. 16:8-9

O planeta terra possui fora de sua atmosfera a camada de  Ozônio  que  nos  protege  da ação direta dos raios de sol, mas o  que  acontece é que esta camada vem sendo atacada constantemente pela poluição causada principalmente pelas grandes indústrias e os carros, e por isso, hoje a camada de ozônio possuem buracos que crescem a cada ano  e  isto  pode  causar danos terríveis aos habitantes  da  terra,  causando  doenças e morte tanto no ser humano, como de animais  e  vidas vegetais que hoje são alimentos para o homem. Esta situação  de acordo  com  os  cientistas não tem volta,  e  com isso  nos  próximos anos a vida será amarga e dolorosa, imaginem os raios do sol em contato direto com o corpo humano, com os animais do campo, os vegetais, minerais, segundo a bíblia a terça parte dos animais do campo irão morrer, o mesmo acontece com os vegetais, doenças graves atacarão o ser humano, em nossos dias há uma campanha forte dos meio de comunicação, ensinando a todos a evitarem tomar banho de sol nos em certos horários, pois é com muita freqüências que muitos adquirem câncer de pele, e em outros países como Estados Unidos e Canadá, pessoas já possuem doenças que os médicos desconhecem.
Pode  ainda  existir  alguém que negue que este  mundo  em  breve estará  em  grande  tribulação, como  será  a vida de pessoas cancerosas  por  completo, que alegria haverá  para  aqueles  que escaparem da morte, e os alimentos, as frutas, verduras,  animais do  campo, como escaparão a esta tragédia. Não há como  negar,  o Senhor Jesus Cristo esta mesmo voltando, e tomara que volte logo, antes  que  tudo  isso aconteça, pois se estes dias  não  fossem abreviados nem mesmos os escolhidos se salvariam. S. Mateus 24:21-22, S. Lucas 21:11-12

E HAVERÁ TERREMOTOS      SÃO MATEUS 24:7

Uma  coisa é certa , sempre existiram terremotos, e esta é a  razão de varias pessoas duvidarem da profecia de Cristo sobre o fim dos dias, pois os terremotos acontecem ha vários anos. Uma  pesquisa feita em meados de 1980, mostra a realidade  deste  fenômeno, como mostra o quadro a seguir:
Os  terremotos vem aumentando assustadoramente com o  passar  dos  anos.
·       No século XV
ocorreram
   115 terremotos
·       No século XVI
ocorreram
   253 terremotos
·       No século XVII
ocorreram
   378 terremotos
·       No século XVIII
ocorreram
   640 terremotos
·       No século XIV
ocorreram
2.119 terremotos

·       Em  1906  em São Francisco um  terremoto  sacudiu a cidade, matando varias pessoas e destruindo muitas casas.
·       Em  1923  na  cidade de Tóquio  um  terremoto  matou  143.000  pessoas.
·       Os  terremotos  tem  acontecidos em numero  cada  vez  maior,  em  espaços  cada  vez  menores,  ate o ano 2.000, o numero  de terremotos  ocorridos no século XIX deverá ser 10 vezes maior,  e  isto sim é de se assustar, a palavra de Cristo  esta  se cumprindo, mas é só o Princípio Das Dores
·       Um grande terremoto aconteceu quando Cristo morreu.    São Mateus 27:51, e outras vez um grande terremoto aconteceu quando Cristo ressuscitou.  São Mateus 28:2
·       Um grande terremoto irá acontecer no final da grande tribulação quando os povos da terra se reunirem em Israel para uma grande guerra contra a nação escolhida de Deus. ( Israel )   Apocalipse 16:18 a 21 . Apoc. 11:19, os terremotos anunciaram a morte e ressurreição de Cristo, e também irão anunciar a sua vinda a este mundo.

E POR SE MULTIPLICAR A INIQUIDADE      SÃO MATEUS 24:12

·       Em Los Angeles ( EUA ) no dia 04/03/82, foram  encontrados  os cadáveres de 530 bebes, que foram abortados antes de  completarem os  9 meses de gestação, um verdadeiro cemitério de crianças  não aceitas pêlos país.
·       O amor em família é esta sumindo, chegando a ser difícil encontrar famílias felizes, o que Jesus Cristo predisse sobre pai contra filho e filho contra o pai, já é muito comum, e até muito mais, existem casos de jovens que mataram a família inteira, o divorcio é uma grande arma  que favorece a falta de amor fraternal, lares desfeitos, vidas descontentes, é o resultado do amor se esfriando.
·       Uma pesquisa feitas nos Estados unidos revelou que num  período de  7  anos  a  população cresceu 7% enquanto  que os  crimes cresceram  111%,  isto  mostra a realidade dos  crimes  no  mundo atual. Como então será na grande tribulação, período em  que  o Espirito Santo não mais estará na terra. O crente deve repreender a falta de amor.   Cantares  2:7 - 3:5 - 8:4

QUANDO A FIGUEIRA BROTAR O VERÃO ESTA PRÓXIMO  SÃO MATEUS 24:32
Nesta parábola a figueira Significa Israel, que foi  expulsa  de  suas  terras  pelo Imperador Tito no ano 70 d.C. A partir  desta  data  os Judeus não possuíam Pátria e foram espalhados  por  toda  terra. São Lucas 21:24, e a terra de Israel  ficou então  sob  o  poder  dos Gentios ( pessoas que não aceitam a Cristo, e nem  são  Judeus  ). Mas para que comesse a grande tribulação, que  é  uma  forma de castigo  para  o  povo  Judeu  por  rejeitar  o messias  (  Cristo  ) o povo  Judeu  precisa  voltar  a Israel  e   ser  restabelecido como nação. E foi esta a pergunta que os  Apóstolos  fizeram  a Cristo, restauraras tu o reino a Israel neste Tempo  ?   Atos 1:6, pois sabiam os apóstolos que logo após Cristo restaurar  o  reino  a  Israel  o  mesmo Cristo  iria  reinar  no  trono de Jerusalém, e a páz estaria de vez com o povo Israelita. E o  Verão esta próximo, o verão aqui mostrado é a própria pessoa do Senhor  Jesus Cristo. Mostraremos a seguir alguns fatos que comprovam que o povo Judeu esta voltando a Israel. ISAIAS 66:8-10 
14/05/48 A ONU DECRETA O ESTADO DE ISRAEL
Como  já  vimos o Imperador Tito expulsou os  Judeus  de  suas terras  no ano 70 d.C, e os Judeus ficaram sem Pátria, mas  para cumprir  a  profecia do profeta Isaías que diz  que  Israel  iria renascer num só dia, o Senhor Deus começou a abençoar  Israel  a partir  de  14/05/48, e  nesta data os  Judeus dispersos  pelo mundo todo já podiam começar a voltar  a sua Pátria.
Na segunda guerra mundial, o Alemão Hitler tentou exterminar o povo Judeu, fazendo um holocausto de seres humanos,  o  mesmo conseguiu  matar cerca de seis milhões de Judeus,  ele  sendo uma espécie  de  anticristo da época sabia que  o  Senhor  Jesus Cristo  só  voltara a este mundo se Israel estiver com  posse  de Jerusalém, mas se o povo Israelita for riscado do mapa, ou  seja não existir nem mais um Judeu sobre a face da terra, então não ha como Cristo voltar a este mundo, e assim o demônio venceria,  mas um  milagre  aconteceu e Deus deu vida ao povo Judeu, que havia sido  comparado a um vale de ossos secos  Ezequiel 37, e a  nação Judaica pode ter nova vida.

FALSOS PROFETAS   S. MATEUS 24:05

Este é um dos sinais que todos aceitam que esta se  cumprindo, e nunca existiram tantos como existem hoje.

No dia 02/10/93 uma pessoa por nome Ca Van Liem que  se  dizia profeta  levou  ao suicídio cerca de 53 pessoas de sua seita  no Vietnã,  que prometeu leva-los ao Céu se lhe dessem  dinheiro,  e depois de arrecadar cerca de US$ 10.000, o que é uma fortuna  na Região, e temendo ser preso resolveu leva-los ao suicídio.

Notícias do mundo inteiro mostram escândalos no evangelho, homens afirmando ser Jesus Cristo, seitas  que levam seus seguidores ao suicídio, e outras que motivam o casamento de pessoas do mesmo sexo, outras negam a  pessoa de Jesus Cristo como filho de Deus, de fato a religião cresceu muito nos últimos anos, e com isso cresceu também os falsos profetas, esta profecia vem se cumprindo literalmente já há muito tempo.

 

AS POTÊNCIAS DO CÉU SERÃO ABALADAS     SÃO MATEUS 24:29

·       Um fenômeno que vem acontecendo constantemente é a explosão  de estrelas  no universo, e muitas  vezes partes destas estrelas caem  na terra. Existem casos em que meteoros destruíram casas e carros nos EUA.
·       Em 1947 uma câmera fotográfica especial fotografou uma  mancha no Sol, esta mancha é algumas vezes maior que a terra.
·       O jornal Folha de São Paulo no dia 06/02/91 trouxe uma matéria a  respeito do efeito estufa, e numa fotografia tirada do Sol  os cientistas relataram grandes alterações climáticas no planeta,  e isto não é normal acontecer.

 OS REIS DO ORIENTE        APOCALIPSE  16:12 E 16

Algo  muito espantoso acontece no oriente, os chamados tigres Asiáticos tem crescido assustadoramente, a economia de países como Japão, China, Coréia e outros é algo de impressionar, quem poderia prever esta realidade. O livro de apocalipse foi escrito pelo Apostolo São João a quase dois mil anos, onde na ocasião a grande potência econômica e militar era o império Romano de César, os países do oriente não se comparavam com nada, outro detalhe a ser observado, foi o que aconteceu com o Japão na segunda guerra mundial, os americanos lançaram sobre o Japão a primeira bomba atômica  de toda a história das guerras, e com isto levaram aquele país a miséria econômica, que depois de quase cinqüenta anos ainda existem vestígios do desastre atômico sofrido pêlos japoneses, e mesmo atravessando tamanha crise, o Japão conseguiu se erguer de tamanha forma que hoje já é a principal potência econômica mundial superando países europeus e até mesmo os Estados Unidos da América, o Japão é tido como o Senhor da economia mundial acompanhado de outros países do oriente, verdadeiros Reis do oriente,  mas com tamanha surpresa para o mundo a bíblia tem anunciado este fato com quase dois mil anos de antecedência, e ainda anuncia que estes países irão se ajuntar para a grande guerra contra Israel no fim da grande tribulação, onde irão se congregar no vale do Armagedom junto com todas as nações da terra sob o comando do Anticristo.

 OS MALES DE UMA POPULAÇÃO GIGANTESCA

De  acordo  com  vários Cientistas e  estudiosos  do  crescimento demográfico,  a população no planeta está aumentando de  maneira exagerada,  ou  seja, hoje nascem mais pessoas do que  morrem,  e isto causa um crescimento maior do que  o  planeta  terra pode suportar;  Isto pode ser uma tragédia para todos, visto  que não haverá alimentos, empregos, salários,  roupas,  educação, hospitais, água potável etc., para uma super população, onde na maioria será de pessoas famintas, analfabetos, desempregados, doentes; O  que  favorece em muito o aumento da criminalidade, roubos, doenças, pestes, e outros grandes males; isto é um forte sinal da grande tribulação de que falou o Senhor Jesus.  S. Mat. 24:21 , I Tess. 1:10.

 OUTROS SINAIS

·       1- A negação de Deus
São Lucas 17:26   II Tim. 3:4- 5
·       2- A negação de Cristo
São João 3:18  I Pedro 2:6
·       3- A negação da volta de Cristo
II Pedro 3:3-4
·       4- A negação da Fé
I Timóteo 4:1-12
·       5- A negação da Sã Doutrina
II Timóteo 4:3-4
·       6- A negação da Vida Santa
II Timóteo 3:1-7
·       7- A negação da Liberdade Cristã
I Timóteo 4:3-4
·       8- A negação da Vida Moral
II Timóteo 3:1-8
·       9- A negação da Autoridade
II Timóteo 3:4

O VERÃO ESTÁ PRÓXIMO    SÃO MATEUS 24:32

Uma coisa nos chama a atenção neste versículo, é que o Senhor diz,  esta  próximo o verão, e como já vimos o verão  neste  caso significa  o próprio Senhor, mas deixando as alegorias de lado  e procurando  discernir  de forma literal, podemos  afirmar  que  o Senhor virá no verão, ou seja, o casamento da igreja com o Senhor será após o inverno, no verão Cantares 2:10-13 ,Jeremias 8:20,  é bom  lembrar  que  Deus considera Jerusalém como base nas suas Profecias,  sendo  assim o Verão que estamos nos  referindo  é  o verão de Israel, mas de que ano não sei.

QUANDO DISSEREM HÁ PÁZ      I TESSALONICENSSES 5:1-3

·       O mundo de hoje está ansioso pela paz, o mundo inteiro  a  quer, mas ninguém a quer mais do que o povo  Judeu, Palestino, e  Árabe, pois  isto é o que eles nunca tiveram. Não nos foge a memória  as guerras que tem acontecido, como por exemplo a guerra  do  Golfo Pérsico,  Ira - Iraque  que  durou mais de 6  anos,  a guerra das Malvinas, conflitos na URSS, Bosnia, Checoslováquia,  etc.;  A humanidade  certamente esta a procura da paz, paz esta  é ainda melhor e a que o Senhor Jesus Cristo oferece a todos que crêem em seu nome, mas isto a humanidade de forma geral não aceita. O  que queremos enfatizar é que recentemente Israel firmou um acordo  de Paz  com os Palestinos, isto vale lembrar que é algo  inédito em  todos  os tempos, pois desde Abraão ate a última criança  nascida em Israel, sempre houve grandes guerras contra Israel, e o  papel do espirito  mundano e do anticristo é enganar o  povo  com uma falsa paz, e logo após dar o bote, como uma cobra venenosa, a páz enganadora já esta se firmando através de acordos entre Israel e os países Árabes.


CONCLUSÃO        II  CORINTIOS 6:2   APOCALIPSE 22:17


Sem  dúvida  alguma  este mundo está prestes  a  passar  por  dias difíceis,  as coisas estão acontecendo de maneira assustadora  e com uma rapidez incontrolável. Como é que o homem poderá  reparar tamanho mal, que ele mesmo causou, saibam todos que Deus é Senhor de  tudo  e  de  todos, mas ele não fará nada  para mudar esta situação, pois este   mundo  por   enquanto   esta   sob.   a responsabilidade  do próprio  homem administrar, e  Deus  quer mostrar que o homem é incapaz de fazer qualquer coisa sem a ajuda de Deus. Mas é bom lembrar que Deus deixará que o desastre chegue ao  ponto máximo, e no momento exato, ele enviará o Senhor  Jesus Cristo  para  mudar  tudo isto é reparar todo  mal  que  o homem causou.  Será que o leitor já está com sua vida reta na  presença de  Deus,  já aceitou a Cristo Jesus como salvador de  sua  alma, talvez  até diga , Eu Posso Não Aceitar, Mas Também Não Negá-lo, Então  Estarei Neutro, isto com certeza não vai acontecer,  pois vamos  supor  que  eu tenha um presente em  meu  bolso  para  lhe entregar,  enquanto eu não lhe mostrar poderá ser neutro, mas  no momento em que eu tirá-lo do bolso e lhe entregar, terá que tomar uma decisão; E agora lhe pergunto : você quer aceitar  a  Cristo Jesus Como  seu único e suficiente Salvador de sua alma, faça isto, e faca agora mesmo.

Escatologia - A doutrina da morte

Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram Romanos 5.12


Podemos apresentar quatro razões bíblicas para a morte:

1. Necrológica. A palavra nekros (no grego) quer dizer “morto” e refere-se àquilo que não tem vida, seja um cadáver ou matéria inanimada. Essa palavra tem na sua raiz nek o sentido de “calamidade”, “infortúnio”, e passou a fazer parte do vocabulário médico para indicar o estado de morte de uma pessoa, ou então, para significar o processo de morte dalguma parte do corpo, devido a alguma doença. Do ponto de vista da Bíblia, necrológico indica a parte física do homem, seu corpo (soma). A Carta aos Hebreus fala da separação que a morte faz entre o corpo e a parte espiritual do homem, quando diz: “E como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso o juízo” (Hb 9.27). Esse texto indica que há algo que sobrevive no homem após a morte, ou seja, após a necrose do seu corpo.

2. Antropológica. Vem de antropos (no grego) que quer dizer “homem”, para fazer diferença com os animais irracionais. E o homem criado por Deus com a capacidade de pensar, sentir e realizar (Gn 1.26,27; 2.7). Na antropologia bíblica o corpo humano é visto como uma dádiva de Deus ao homem e, por isso, o corpo tem a sua própria dignidade. Do ponto de vista bíblico é dignificado pela sua razão de ser, como instrumento de serviço e glorificação do Criador. Por isso, é o templo do Espírito de Deus (1Co 3.16; 6.19). Portanto, a razão antropológica nesse sentido refere-se ao que o homem é, o que pensa acerca da morte, como ele a enfrenta e o que sobrevive dele depois da morte.

3. Pneumatológica. Essa é a parte espiritual do homem. A palavra pneuma refere-se ao espírito. Em primeiro lugar, valorizamos o corpo físico e a sua dignidade na existência humana; em segundo, tratamos do homem como ser racional; em terceiro lugar, preocupamo-nos em revelar o milagre da transformação do corpo físico do crente em corpo espiritual. Nossos corpos materiais e mortais serão ressuscitados em “soma pneumatikon”, isto é, “corpo espiritual” (1Co 15.54). A nossa esperança é que Cristo ressuscitou primeiro e definitivamente e, assim. Ele é o “primogênito dentre os mortos” (Cl 1.18; Ap 1.5). Ele ganhou a vitória final sobre a morte, o túmulo e o Diabo (At 2.24).

4. Escatológica. Nesse ponto reside a preocupação com a esperança. Qual é a esperança cristã? E a ressurreição de nossos corpos na vinda do Senhor, a transformação dos mesmos se estivermos vivos no arrebatamento da Igreja. (ver 1Co 15.54.)

A morte não é um fenômeno natural na vida humana. Ela é a maldição divina contra o pecado e só Jesus foi capaz de cravar essa maldição no lenho de Sua cruz no Calvário.

Leitura para o estudo: Salmos 39.4-7;  90.4-6,10,12.

Em continuação ao estudo das últimas coisas "Escatologia", hoje abordaremos um tema necessário para entendimento dos eventos futuros, porém, não muito simpático à humanidade — a morte. Muitos evitam falar sobre o assunto e até fogem para não recordar momentos tristes. Com cuidado, e evitando que prevaleçam conceitos errôneos, vamos aprender a verdadeira visão da morte que os crentes devem possuir.

A doutrina da morte é estudada a partir do dilema existencial humano considerando as correntes filosóficas, passando pela definição bíblica e os tipos de morte segundo as Sagradas Escrituras. Esta lição objetiva mostrar que a morte significa para o crente uma vitória, baseada na obra vicária de Cristo no Calvário.

INTRODUÇÃO
A morte é um assunto que evitamos falar e comentar. Entretanto, o viver humano encontra em sua jornada a ameaça da morte. Nesta lição estudaremos a questão da morte sob a perspectiva da Bíblia, pois nela, a realidade da morte e o seu impacto na vida humana são tratados com clareza e fé.

I. O DILEMA EXISTENCIAL HUMANO
Toda criatura humana enfrenta esse dilema. Não foi sua escolha vir ao mundo, mas não consegue fugir à realidade do fim de sua existência. O dilema existencial resulta da realidade da morte que tem que ser enfrentada. Em Eclesiastes, o pregador diz: “Todos vão para um lugar; todos são pó e todos ao pó voltarão”, Ec 3.20,21. São palavras da Bíblia e não de nenhum materialista contemporâneo. Quanto à realidade da vida e da morte, o homem é, dentro da criação, o único que sabe que vai morrer. Analisemos alguns sistemas filosóficos os quais discutem esse assunto.

1. Existencialismo. Seu interesse é, essencialmente, com as questões inevitáveis de vida e morte. Preocupa-se com a vida, mas reconhecem a presença da morte constante na existência humana. Os seus filósofos vêem a morte como o fim de uma viagem ou como um perpétuo acompanhante do ser humano desde o berço até a sepultura. Para eles, a morte é um elemento natural da vida.
Ora, essas idéias são refutadas pela Bíblia Sagrada. A morte nada tem de natural. É algo inatural, impróprio e hostil à natureza humana. Deus não criou o ser humano para a morte, mas ela foi manifestada como juízo divino contra o pecado (Rm 1.32). Foi introduzida no mundo como castigo positivo de Deus contra o pecado (Gn 2.17; 3.19; Rm 5.12,17; Rm 6.23; 1Co 15.21; Tg 1.15).

2. Materialismo. Não admite as coisas espirituais. Do ponto de vista dos materialistas, tudo é matéria. Entendem que a matéria é incriada e indestrutível substância da qual todas as coisas se compõem e à qual todas se reduzem. Afirmam ainda que, a geração e a corrupção das coisas obedecem a uma necessidade natural, não sobrenatural, nem ao destino, mas às leis físicas. Portanto, o sentido espiritual da morte não é aceita pelos materialistas. O cristão verdadeiro não foge à realidade da morte, mas a enfrenta com confiança no fato de que Cristo conquistou para Ele a vida após a morte — a vida eterna (Jo 11.25).

3. Estoicismo. Os estóicos seguem a idéia fatalista que ensina que a morte é algo natural e devemos admiti-la sem temê-la, uma vez que o homem não consegue fugir do seu destino.

4. Platonismo. O filósofo grego Platão ensinava que a matéria é má e desprezível, só o espírito é que importa. Porém, não é assim que a Bíblia ensina. O corpo do cristão, a despeito de ser uma casa material, temporária e provisória, é templo do Espírito Santo (1Co 3.16,17). Somos ensinados a proteger o corpo para a manifestação do Espírito de Deus.


II. DEFINIÇÃO BÍBLICA PARA A MORTE
1. O sentido literal e metafórico da palavra morte.
a) Separação. No grego a palavra morte é thanatos que quer dizer separação. A morte separa as partes materiais e imateriais do ser humano. A matéria volta ao pó e a parte imaterial separa-se e vai ao mundo dos mortos, o Sheol-Hades, onde jaz no estado intermediário entre a morte e a ressurreição (Mt 10.28; Lc 12.4; Ec 12.7; Gn 2.7).

b) Saída ou partida. A morte física é como a saída de um lugar para outro (Lc 9.31; 2Pe 1.14-16).

c) Cessação. Cessa a existência da vida animal, física (Mt 2.20).

d) Rompimento. Ela rompe as relações naturais da vida material. Não há como relacionar-se com as pessoas depois que morrem. A ideia de comunicação com pessoas que já morreram é uma fraude diabólica.

e) Distinção. Ela distingue o temporal do eterno na vida humana. Toda criatura humana não pode fugir do seu destino eterno: salvação ou perdição (Mt 10.28).

2. O sentido bíblico e doutrinário da morte.
a) A morte como o salário do pecado (Rm 6.23). O pecado, no contexto desse versículo, é representado pela figura de um cruel feitor de escravos que dá a morte como pagamento. O salário requerido pelo pecado é merecidamente a morte. Como pagamento, a morte não aniquila o pecador. A verdade que a Bíblia nos comunica é que a morte não é a simples cessação da existência física, mas é uma conseqüência dolorosa pela prática do pecado, seu pagamento, a sua justa retribuição. Quando morre, o pecador está ceifando na forma de corrupção aquilo que plantou na forma de pecado (Gl 6.7,8; 2Co 5.10). Portanto, a morte física é o primeiro efeito externo e visível da ação do pecado (Gn 2.17; 1Co 15.21; Tg 1.15).

b) A morte é sinal e fruto do pecado. O homem vive inevitavelmente dentro da esfera da morte e não pode fugir da condenação. Somente quem tem a Cristo e o aceitou está fora dessa esfera. Só em Cristo o homem consegue salvar-se do poder da morte eterna. Tiago mostra-nos uma relação entre o pecado e a morte, quando diz: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte”, Tg 1.14,15. O pecado, portanto, frutifica e gera a morte.

c) A morte foi vencida por Cristo no Calvário. A resposta única, clara, evidente e independente de quaisquer idéias filosóficas a respeito da morte é a Palavra de Deus revelada e pronunciada através de Cristo Jesus no Calvário (Hb 1.1). Cristo é a última palavra e a única solução para o problema do pecado e a crueldade da morte (Rm 5.17).

III. TIPOS DISTINTOS DE MORTE
A Bíblia fala de três tipos distintos de mortes: física, espiritual e eterna.
1. Morte física. O texto que melhor elucida esta morte é 2Sm 14.14, que diz: “Porque certamente morreremos e seremos como águas derramadas na terra, que não se ajuntam mais”. O que acontece com o corpo morto quando é sepultado? Depois de alguns dias, terá se desfeito e esvaído como águas derramadas na terra. E isso que a morte física acarreta literalmente.

2. Morte espiritual. Este tipo tem dois sentidos na perspectiva bíblica: negativo e positivo. No sentido negativo, a morte pode ser identificada pela expressão bíblica “morte no pecado”. E um estado de separação da comunhão com Deus. Significa estar debaixo do pecado, sob o seu domínio (Ef 2.1,5). O seu efeito é presente e futuro. No presente, refere-se a uma condição temporal de quem está separado da vida de Deus (Ef 4.18). No futuro, refere-se ao estado de eterna separação de Deus, o que acontecerá no Juízo Final (Mt 25.46).
No sentido positivo é a morte espiritual experimentada pelo crente em relação ao mundo. Isto é: a sua pena do pecado foi cancelada e, agora vive livre do domínio do pecado (Rm 6.14). Quanto ao futuro, o cristão autêntico terá a vida eterna. Ou seja: a redenção do corpo do pecado (Ap 21.27; 22.15).

3. Morte eterna. É chamada a segunda morte, porque a primeira é física (Ap 2.11). Identificada como punição do pecado (Rm 6.23). Também denominada castigo eterno. E a eterna separação da presença de Deus — a impossibilidade de arrependimento e perdão (Mt 25.46). Os ímpios, depois de julgados, receberão a punição da rejeição que fizeram à graça de Deus e, serão lançados no Geena (Lago de Fogo) (Ap 20.14,15; Mt 5.22,29,30; 23.14,15,33). Restringe-se apenas aos ímpios (At 24.15). Esse tipo de morte tem sido alvo de falsas teorias que rejeitam o ensino real da Bíblia.

CONCLUSÃO
A morte é a prova máxima da fé cristã, que produz nos crentes uma consciência de vitória (1Pe 4.12,13). Os sofrimentos e aflições dessa vida são temporais, e aperfeiçoam nossa esperança para enfrentar a morte física, que se constitui num trampolim para a vida eterna. Ela se torna a porta que se abre para o céu de glória. Quando um cristão morre, ele descansa, dorme (2Ts 1.7). Ao invés de derrota, a morte significa vitória, ganho (Fp 1.21). A Bíblia consola o cristão acerca dos mortos em Cristo quando declara que a morte do crente “é agradável aos olhos do Senhor”, Sl 116.15. Diz também, que morrer em Cristo é estar “presente com o Senhor”, 2Co 5.8.

Subsídio Doutrinário
As falsas teorias que rejeitam o ensino real da Bíblia sobre a morte eterna para os ímpios:

A teoria universalista ensina que Deus é bom demais para excluir alguém. Jesus morreu por todos, por isso, todos serão salvos.

A teoria restauracionista ensina que Deus, ao final de todas as coisas, restaurará todas as coisas e todos, enfim, serão salvos.

A teoria do purgatório ensina que, quando uma pessoa morre neste mundo, tem a oportunidade de recuperação num período probatório(que serve de prova). Nesse período, a culpa dos pecados cometidos poderá ser aliviada enquanto aquele pecador paga por seus pecados, tendo, ainda, a ajuda das orações pelos mortos da parte dos amigos e parentes.

A teoria da aniquilação, seus adeptos tomam por base 2Ts 1.8,9. Destacam a expressão “eterna perdição” e a traduzem por eterna extinção. A palavra “extinguir” no lugar de “aniquilar” dá uma ideia que contraria a doutrina do castigo eterno como ensinada na Bíblia.
De fato, o sentido real da expressão é de banimento da presença de Deus, e não de extinção, como a folha de papel se extingue no fogo.

Algumas igrejas, seguindo doutrinas de homens, negam a existência do inferno, mas a Bíblia mostra que todos serão julgados e separados, os justos para a vida eterna e os ímpios (Sl 1) para o tormento eterno, separados de Deus para sempre (Jo 5:28-29; Mt 25:41,46). 

Escatologia - a importância da Escatologia Bíblica

Porque a visão é ainda para o tempo determinado, mas se apressa para o fim, e não enganará; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará” Habacuque  2.3

Além de ser um dos capítulos da dogmática cristã, ou seja, o estudo sistemático e lógico das doutrinas concernentes às últimas coisas, há quatro outros tipos de escatologia, segundo nos apresenta o Dicionário Teológico (CPAD):

Escatologia consistenteTermo nascido com Albert Schweitzer, segundo o qual as ações e a doutrina de Cristo tinham um caráter essencialmente escatológico. Não resta dúvida, pois, de que o Senhor Jesus haja se preocupado em ensinar aos discípulos as doutrinas das últimas coisas. Todavia, sua preocupação básica era a salvação do ser humano. Ele também jamais deixou de se referir à vida prática e sofrida do homem.
Seus ensinos, por conseguinte, não foram deformados por qualquer ênfase exagerada. Nele, cada conselho de Deus teve o seu devido lugar”.
Escatologia idealista. Corrente doutrinária que relaciona a escatologia bíblica à verdades infinitas. Os que defendem tal posicionamento, alegam que a doutrina das últimas coisas não terá qualquer efeito prático sobre a história da humanidade. Relegam-na, pois, à condição de mera utopia.
Mas, o que dirão eles, por exemplo, acerca das profecias já cumpridas? Será que estas não referendam as que estão por se cumprirem? Não nos esqueçamos, pois, ser a profecia a essência da Bíblia. Se descrermos daquela, não poderemos crer nesta”.
Escatologia individual. Estudo das últimas coisas que dizem respeito exclusivamente ao indivíduo, tratando de sua morte, estado intermediário, ressurreição e destino eterno. Neste contexto, nenhuma abordagem é feita, quer a Israel, quer a Igreja”.
Escatologia realizada. Ponto de vista defendido por C. H. Dodd, segundo o qual as previsões escatológicas das Sagradas Escrituras foram todas cumpridas nos tempos bíblicos. Atualmente, portanto, já não nos resta nenhuma expectativa profética, de acordo com o que ensina Dodd.
Gostaríamos, porém, que ele nos respondesse as seguintes perguntas:
   
    A Segunda vinda de Cristo já foi realizada?
   
    A grande tribulação já é história?
   
    O julgamento final já foi consumado?”.

A escatologia é uma realidade que envolve tanto o presente como o futuro e, para entendê-la, devemos estudá-la com cuidado e apoio bíblico. Esteja com a Bíblia em mãos e consulte os capítulos e versículos expostos neste estudo. (sugestão de leitura 1 João 2.18-25,28)

Os crentes nutrem um desejo profundo para conhecer os eventos futuros. Contudo, quando em contato com as profecias bíblicas encontram dificuldade para interpretá-las. Muitos por desconhecerem os princípios de interpretação têm feito uso de métodos inadequados chegando a formular teorias incorretas (achismo, especulações), trazendo, assim, prejuízo à sua vida cristã e à Igreja. Que o Espírito Santo coopere muitíssimo conosco e, que com o estudo ora apresentado, possamos crescer na graça e no conhecimento.


O QUE É ESCATOLOGIA?
Escatologia é um termo constituído de duas palavras gregas: escathos e logos, que se traduzem por “últimas coisas” e “tratado” ou “estudo”. É o estudo acerca de coisas e eventos futuros profetizados na Bíblia. Nas primeiras palavras do texto de Ap 1.1 podemos entender o sentido da escatologia para a Igreja: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer”. Em resumo, significa para os cristãos “o estudo ou a doutrina das últimas coisas”.

I. O CAMPO DA ESCATOLOGIA BÍBLICA
1. A escatologia tem sua base na revelação divina.
A Bíblia é a revelação da vontade de Deus à humanidade. Inicialmente, Deus escolheu a semente de Abraão, ou seja, o povo de Israel, para revelar a sua vontade. Mais tarde, Deus ampliou o campo da sua revelação e formou um novo povo, a Igreja, constituída de judeus e gentios (Ef 2.11-19). A partir de então, a Igreja é o alvo da revelação divina. Toda a revelação aponta para o futuro e a Igreja caminha neste mundo com uma esperança, pois é identificada como “peregrina e forasteira”, 1Pe 2.11. Ela existe por causa da esperança (Rm 5.2; 8.24; Ef 4.4; 1Ts 4.13). A esperança indica uma meta; traça planos para um futuro. O mundo pagão se fecha dentro de um fatalismo histórico, sem expectativas, sem futuro, mas a Bíblia revela o futuro.

2. A escatologia pertence ao campo da profecia.
A preocupação principal do estudo da escatologia é interpretar os textos proféticos das Escrituras. As verdades proféticas se tornam claras e definidas quando se tem o cuidado de interpretá-las seguindo os princípios de interpretação, observando o seu contexto histórico e doutrinário. O apóstolo Pedro teve o cuidado de explicar essa questão quando escreveu: “E temos mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração”, 2Pe 1.19. Na verdade, o apóstolo procura contrastar as ideias humanas com a palavra da profecia escrita na Bíblia. Ele fortalece a origem divina das Escrituras e da sua profecia. Não podemos duvidar nem admitir falha na Palavra de Deus. Ela é inspirada pelo Espírito Santo (2Tm 3.16). A inerrância das Escrituras tem sua base na infalibilidade da Palavra de Deus. Outrossim, o mesmo autor declara que “nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”, 2Pe 1.20,21.

II. MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO DA ESCATOLOGIA
Na história da Igreja têm sido adotados vários métodos de interpretação no que concerne às escrituras proféticas. Eles têm produzido explicações e posições que obrigam os cristãos a serem cautelosos. Há idéias divergentes, por exemplo, com respeito ao arrebatamento da Igreja. Alguns o admitem antes e outros crêem que se dará no meio da Grande Tribulação. As teorias são várias, mas precisamos ser definidos sobre o assunto. Para isso, dois métodos de interpretação devem merecer a nossa atenção.

1. O método alegórico ou figurado.
Alguns teólogos definem a alegoria “como qualquer declaração de fatos supostos que admite a interpretação literal, mas que requer, também, uma interpretação moral ou figurada”. Quando interpretamos uma profecia bíblica, sem atentarmos para o seu sentido real, figurado ou literal, negamos o seu valor histórico, dando uma interpretação de somenos importância. Corremos o risco de anular a revelação de Deus naquela profecia. Daí, as palavras e os eventos proféticos perderem o significado para alguns cristãos.

Quando o sentido de uma profecia é literal e se interpreta alegoricamente, se está, de fato, pervertendo o verdadeiro sentido da Escrituras, com o pretexto de se buscar um sentido mais profundo ou espiritual. Por exemplo, há os que interpretam o Milênio alegoricamente. Não acreditam num Milênio literal. Por esse modo, além de mutilarem o sentido real e literal da profecia, anulam a esperança da Igreja.

Tenhamos cuidado com interpretações feitas superficialmente ao bel-prazer das especulações do intérprete, com idéias próprias ou ao que lhe parece razoável. Declarações como: “eu penso que é isso”, “eu sinto que é isso”, são típicas de interpretações vaidosas, irresponsáveis e vazias de temor a Deus. Portanto, o método alegórico deve ser utilizado corretamente. Paulo utilizou-o em Gálatas 4.21-31. Ele tomou as figuras ilustradas no texto com fatos literais da antiga dispensação, mas apresentou-os como sombras de eventos futuros.

2. O método literal e textual.
Esse é o método gramático-histórico. Isto é: se preocupa em dar um sentido literal às palavras da profecia, interpretando-as conforme o significado ordinário, de uso normal. A preocupação básica é interpretar o texto sagrado consoante a natureza da inspiração da profecia. Uma vez que cremos na inspiração plena das Escrituras através do Espírito Santo, devemos atentar para o fato de que há textos que têm apenas um sentido espiritual, sem que exija, obrigatoriamente, uma interpretação literal ou figurada.

Ambos os métodos são válidos, mas devem ser utilizados com cuidado e precisão. Há uma perfeita relação entre as verdades literais e a linguagem figurada. Temos o exemplo bíblico da apresentação de João Batista no texto de João 1.6, que diz: “Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João”. Notemos que o texto está falando literalmente de um homem, cujo nome, de fato, era João. Os termos empregados referem-se literalmente a alguém fisicamente. Mais tarde, João Batista, ao identificar Jesus, usou uma linguagem figurada, quando diz: “Eis aí o Cordeiro de Deus”, Jo 1.29. Na verdade, Jesus era um homem real e literal, mas João usou a forma figurada para denotar o sentido literal da pessoa de Jesus.


III. A PROFECIA NA PERSPECTIVA ESCATOLÓGICA
Não entenderemos a profecia bíblica se a confundirmos com “o dom da profecia”. A profecia bíblica tem um caráter inerrável, porque ela está nas Escrituras inspiradas pelo Espírito Santo. A profecia, como dom do Espírito, tem a sua importância no contexto da Igreja de Cristo na Terra, pois depende de quem a transmite e, por isso, sujeita a erro e julgamento (1Co 14.29), e não pode ter validade se a mesma choca-se com o ensino geral das Escrituras.

1. A profecia cumprida e a futura. Para que a profecia bíblica tenha o crédito que merece, devemos estudá-la no que concerne ao que já foi cumprido e, também, referente ao futuro. Uma grande parte dos livros da Bíblia contém predições. Quando estudamos as profecias cumpridas podemos enxergar o seu caráter divino, e fazer distinção com as profecias não cumpridas. Jesus, em seu discurso aos discípulos no aposento alto, falou do ministério do Espírito Santo após sua ascensão aos céus, e disse: “Ele vos ensinará e vos anunciará as coisas que hão de vir”, Jo 16.13.

2. A profecia e o ministério da Palavra.
 Toda declaração bíblica sobre profecia é tão crível quanto àquelas declarações históricas. Certo autor de teologia declarou que “a história da raça humana é a história da comunicação de Deus com o homem”. Deus mesmo recorre à sua Palavra, não como uma simples evidência da verdade declarada, mas como a única forma pela qual nós podemos obter uma perfeita e completa visão do propósito divino em relação à salvação. Por isso, precisamos observar a história do passado, presente e futuro. Devemos ter confiança de que assim como teve cumprimento a Palavra de Deus no passado e o tem no presente, o mesmo acontecerá com as profecias relacionadas ao futuro.

CONCLUSÃO
As Escrituras Sagradas apresentam um só sistema de verdade. Não importa o que dizem as várias escolas de interpretação. Suas interpretações podem variar e até estar equivocadas. E, nem a Bíblia se presta a dar apoio a qualquer sistema de interpretação. O futuro é uma parte do plano de Deus, e só Ele conhece tudo o que encerra a profecia. As opiniões humanas têm valor enquanto estiverem em conformidade com as Escrituras.

Subsídio Doutrinário
A escatologia tem profunda relação com a profecia. Não podemos evitar nem negligenciar a profecia. Se trouxermos o estudo da Bíblia apenas para a esfera presente, como trataremos das profecias que nos estimulam a vigiar acerca da vinda de Cristo? Há um outro fator importante nessa relação entre a escatologia e a profecia que é o seu cumprimento passado. São profecias que foram faladas ou registradas bem antes dos eventos profetizados, principalmente, aquelas relativas a Cristo. As profecias quanto à sua primeira vinda se tomaram históricas pelo seu cumprimento literal (Is 7.14; Mq 5.2; Is 11.2; Zc 9.9; Sl 41.9; Zc 11.12; Sl 50.6; Sl 34.20; Is 53.4-6). Portanto, a relação da escatologia com a profecia não é teórica, porque tem o testemunho das Escrituras.

Subsídio Bibliológico

Compreender a linguagem da mensagem profética no estudo da escatologia é de fundamental importância. Toda e qualquer declaração profética depende da linguagem. Expressões simples do conhecimento humano foram usadas e inspiradas pelo Espírito Santo aos profetas, para que, na apresentação da mensagem profética, não houvesse confusão na sua compreensão. A linguagem da profecia bíblica é singela e clara, mesmo quando ela vem em forma alegórica. Seu objetivo primordial é apresentar as verdades divinas. Todo aquele que ministra a Bíblia é chamado por Deus para declarar “todo o conselho de Deus” (At 20.27). Não há como escapar da responsabilidade de conhecer e interpretar corretamente os textos bíblicos proféticos.