segunda-feira, julho 15, 2019

O juízo divino na vida do cristão

 O  juízo divino na vida do cristão

TEXTO BASE: Ec 11.9,10


INTRODUÇÃO. O sábio Salomão fez uma série de recomendações aos mais jovens: “Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e alegre-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração e pela vista dos teus olhos...” (Ec 11.9). Caso o versículo terminasse com estas palavras, certamente muitos entenderiam que o sábio estaria estimulando uma conduta desregrada, libertina, em que o divertimento e o prazer seriam a razão da vida juvenil. O hedonismo, então, seria o estilo de vida ideal a ser seguido. Há, porém, uma ressalva ao final do texto que sufoca toda e qualquer interpretação liberal: “sabe, porém, que por todas essas coisas te trará Deus a juízo” (11.9b).

1. O JUÍZO É ABRANGENTE. O sábio Salomão afirma com todas as letras que: “por todas essas coisas te trará Deus a juízo”. O cristão precisa estar consciente de que o juízo de Deus é pleno, totalmente abrangente, minucioso. Vejamos, ao menos, três áreas em que se manifestará o juízo divino:
a)                  Julgamento dos Pensamentos. A Bíblia é muita clara ao afirmar que é da mente (coração) que procedem as saídas da vida (Pv 4.23). O próprio Jesus afirmou que do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias (Mt 15.19). Todo e qualquer ato de pecado é antecedido por um processo mental (Tg 1.14). Fica muito evidente que até os pensamentos do homem são julgados pelo Senhor (Mt 16.7-12; Mc 2.6-12; Lc 9.46-48). O apóstolo Paulo diz que o juízo divino é tão rigoroso que, mesmo as intenções do cristão, serão julgadas (I Co 4.5). Portanto, o jovem cristão deve ocupar a mente com as coisas de Deus (Sl 19.4; 119.97; Fp 4.8; Cl 3.1,2), pois o Senhor Onisciente haverá de trazer a juízo todos os seus pensamentos;

b)                 Julgamento das palavras. O jovem cristão haverá de prestar contas também de cada uma das palavras proferidas por ele após a regeneração. O Senhor Jesus deu tanta importância às palavras que afirmou categoricamente serem elas critério de juízo, seja para a justificação, seja para a condenação (Mt 12.37). O apóstolo Tiago corroborou este ensinamento quando disse que as palavras determinam o curso da vida (Tg 3.4-6). O mesmo apóstolo, porém, adverte que de uma mesma boca não podem proceder a bênção e a maldição, pois o Senhor trará isso a juízo (Tg 3.9-12). Portanto, o jovem cristão precisa ter muito cuidado com palavras ociosas (Mt 12.36), de maldição (Ex 21.17), de falsidade (Ex 23.7), de afronta (I Sm 17.8-11) de desprezo (II Rs 18.19-27), grosseiras (I Sm 25.10,11), imorais (Ef 5.3), mentirosas (Jo 8.44). Ele deve seguir, então, a recomendação paulina: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem” (Ef 4.29).

c)                  Julgamento das Obras. O Senhor conhece todas as nossas obras e, com base nesse conhecimento pleno, elas serão trazidas a juízo (Ap 2.2,9,13,19). Tanto as obras dos salvos, no Tribunal de Cristo, quanto à dos ímpios, no Juízo Final (I Co 3.12-15; Ap 20.11-13). O salvo deve buscar o enchimento do Espírito Santo, a fim de que o caráter de Cristo seja gerado nele e todas as suas obras denunciem que ele é um discípulo de Jesus (At 11.26; Gl 5.22). É preciso viver de tal modo que todas as pegadas do Mestre sejam seguidas e que nenhum passo seja dado fora dos trilhos (I Pe 2.21). O cristão precisa ter cuidado para não ser, à semelhança de Adão, surpreendido com a pergunta feita a Adão no Éden: “Por que fizeste isso”? (Gn 3.13).
2. O JUÍZO É INEVITÁVEL. O sábio Salomão está fazendo menção de um juízo inevitável: “te trará Deus a juízo”. Não se trata de uma hipótese ou possibilidade, mas de uma certeza, de um determinismo. Todos os salvos, inclusive jovens, darão inelutavelmente conta de si mesmos a Deus (Rm 14.12). A expressão paulina deixa claro que não haverá exceções ou dispensas: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo” (II Co 5.10). Salomão, no mesmo livro de Eclesiastes afirmou algo que nos faz temer e tremer: “Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau” (Ec 12.14). Diante dessa realidade, ao jovem cristão não resta outra alternativa senão a santificação em tudo, pois, em tudo, ele será julgado.

CONCLUSÃO
O cristão é livre para andar livremente nos limites da vontade de Deus. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário